Histórias

Watch Art London 2015: uma exposição para o mundo

Patek Philippe Watch Art

Com a exposição Watch Art, na Saatchi Gallery, em Londres, a Patek Philippe encerrou as celebrações do seu 175.º aniversário. A marca genebrina voltou assim a abrir os braços ao mundo ao expor, sem restrições e de forma totalmente gratuita, a sua história e o seu património numa mostra impressionante.

Reportagem originalmente publicada no número 51 da Espiral do Tempo (verão 2015)

©Patek Philippe

©Patek Philippe

Comecemos por números: 175 anos de história, dois pisos, 21 salas, 400 instrumentos do tempo expostos pela primeira vez em Londres, 15 áreas temáticas, 12 dias de exposição. A Watch Art teve lugar na Saatchi Gallery, em Londres, entre 27 de maio e 7 de junho, e surgiu como a terceira das grandes exposições que a Patek Phillippe promoveu nos últimos tempos como divulgação da sua história. A mais recente decorreu em 2013, na cidade alemã de Munique, e na altura deixou o público rendido. Agora, com a Watch Art, a marca surpreendeu ainda mais, não só pela grandiosidade do evento em si, como pelo facto de ter conseguido reunir peças incontornáveis e até mesmo lendárias provenientes inclusive de coleções particulares. O balanço geral foi positivo: a exposição chegou aos quase 40.000 visitantes provenientes de todo o mundo e são muitos os testemunhos que referem nunca terem visto nada assim. E por cá, também concordamos: não é todos os dias que se tem a oportunidade de visitar uma exposição que condensa 175 anos de história de uma das mais conceituadas marcas de alta-relojoaria. E não é todos os dias que se vê essa história ser apresentada sem ser num evento restrito e exclusivo.
Em Londres, um pouco por todo o lado, podiam ver-se os caraterísticos táxis da cidade que deixavam adivinhar algo de grande ao servirem de plataforma publicitária para uma das mais surpreendentes mostras de que há memória. Totalmente pintados de azul (um azul tão Patek Philippe, evocativo do supremo Celestial), apresentavam explicitamente a referência «Patek Philippe presents Watch Art Grand Exibition», numa aposta de abertura que não foi levada a cabo ‘só para inglês ver’. Desta vez, a Patek Philippe regressou às origens, ao tempo em que os relojoeiros partiam em odisseias para divulgar o seu nome, e apresentou toda a sua história ao maior número possível de pessoas.

A Watch art foi visitada por cerca de 40.000 pessoas. ©Patek Philippe

A Watch art foi visitada por cerca de 40.000 pessoas. ©Patek Philippe

Visita guiada

Em traços gerais, a Saatchi Gallery teve patente uma retrospetiva do percurso da Patek Philippe, recuperando momentos e peças incontornáveis, mas também estabelecendo a ponte com o país anfitrião da exposição. Entre dois andares, o espaço estava organizado em cinco áreas que abordavam diferentes aspetos relacionados com a marca suíça: desde a recriação fiel de espaços próprios da Patek Philippe — como o Museu Patek Philippe (Museum Room) e o icónico Salão da marca, localizado na Rue de Rhône, em Genebra (Napoleon Room) —, passando pela excecionalidade das peças expostas, pelas inúmeras curiosidades, pelos episódios históricos e pela apresentação do caráter multidisciplinar da manufatura, havia muito para descobrir. Seria impossível não mencionar a Royal Room, um espaço no qual foi fielmente evocado o Crystal Palace, onde, em 1851, decorreu a Grande Exposição de Londres, evento em que a Patek Philippe terá participado com alguns dos seus relógios de bolso. Entre as histórias associadas a este espaço está o facto de, nessa altura, a rainha Vitória e o príncipe Alberto terem adquirido relógios da marca. Para estabelecer a ponte entre a Patek Philippe e a casa real britânica, a manufatura teve assim em exposição na Royal Room mais de 15 instrumentos do tempo provenientes da coleção do Museu Patek Philippe, bem como um original Ref. 4975/1G que hoje pertence à rainha Isabel II.

Sala dedicada às criações de alto artesanato. ©Patek Philippe

Sala dedicada às criações de alto artesanato. ©Patek Philippe

Depois, destacamos a área dedicada ao incontornável mundo do alto-artesanato, com a apresentação de peças reveladoras das competências artísticas da casa suíça. Mostradores reproduzidos em grande escala serviam de molduras aos expositores, de modo a destacar a beleza e o trabalho artesanal que está por trás da criação de relógios minuciosamente decorados. Como complemento, os visitantes podiam ainda contactar com artesão especializados que ali tinham as suas oficinas montadas. Imperdível também era a ala dedicada ao caráter mais técnico da criação relojoeira. Uma sala dedicada a grandes complicações e uma outra à exibição da coleção completa dos movimentos desenvolvidos pela marca eram alguns dos espaços disponíveis. Também nesta área estava exposta a totalidade das peças criadas no âmbito da celebração dos 175 anos da Patek Philippe, com especial destaste para Grandmaster Chime, o mais complicado relógio de pulso alguma vez concebido pela marca. Por fim, não poderíamos deixar de referir a sala dos relojoeiros — onde mestres estavam disponíveis para explicar, com recurso a movimentos de acrílico, os princípios-base de relojoaria — e a designada Interactive Room, uma espécie de centro de aprendizagem relojoeira que se tornou no local preferido dos mais jovens, já que, além de animações interativas e de livros, tinha disponível uma zona que permitia aos visitantes ouvir o som dos movimentos com repetição de minutos da Patek Philippe.

A Watch art foi visitada por cerca de 40.000 pessoas. ©Patek Philippe

A Watch art foi visitada por cerca de 40.000 pessoas. ©Patek Philippe

De braços abertos

Ao longo do percurso da exposição foi possível contactar com um vasto leque de peças históricas, nomeadamente relógios de bolso que pertenceram às mais diversas famílias reais, descobrir peças que são obras de arte e imergir totalmente no ambiente da marca. Se algo ficou bem patente foi o modo como a Patek Philippe conseguiu encerrar o 175.º aniversário, celebrando o seu caráter multifacetado e internacional. Mais do que uma marca suíça com história, a Patek Philippe revela-se uma marca com reconhecimento por todo mundo. E agora, mais do que nunca, afirma-se enquanto marca exclusiva aberta ao mundo. A afluência do público, o facto de esta ter sido uma exposição pensada para o grande público e o facto de Londres, uma cidade multicultural por excelência, ter sido escolhida para uma mostra de tal calibre revelam a força de toda a celebração. Uma aposta que impressionou os visitantes e que ofereceu uma oportunidade sem igual para contactar com um património histórico único. A Patek Philippe partiu assim para o mundo ao convidar o mundo a conhecer melhor a sua história e o seu património. E ao fazê-lo, promoveu como nunca todo o universo da alta-relojoaria.

Relojoeiros da marca nas suas bancadas. ©Patek Philippe

Relojoeiros da marca nas suas bancadas. ©Patek Philippe