Histórias

Louis Erard desce à rua

Louis Erard

Após cinco  anos no mercado português, exclusivamente nas lojas David Rosas do Centro Comercial Colombo, em Lisboa, e do Norteshopping, no Porto, a aposta da Louis Erard passa agora, também, pelas lojas de rua do grupo – na avenida da Boavista no Porto e na avenida da Liberdade em Lisboa. Sabermos o que motivou esta alteração de estratégia foi o pretexto para conversarmos com Alain Spinedi, CEO da marca, e com Sandra Rosas.

Louis Erard

Alain Spinedi, CEO Louis Erard © Louis Erard

Alain Spinedi, como vê o mercado português atualmente e quais os desafios para a Louis Erard?
Quando começámos em Portugal, há cinco anos, tudo era mais fácil mas, entretanto, Portugal foi muito afetado pela crise pelo que sentimos que temos que adaptar a distribuição, a oferta de produto. A David Rosas tem dois tipos de posicionamento, um mais local, nos centros comerciais Colombo e Norteshopping, e outro nas lojas de rua com produtos de preços mais elevados. O que pretendemos é adaptar a oferta Louis Erard, consoante ela esteja num ou noutro local, uma oferta de mais alta-relojoaria nas lojas de rua e mais comercial nas lojas dos centros comerciais.

De que volume de preços estamos a falar?
Estamos a começar nos € 550 com relógios de quartzo para senhora, até aos € 3200. A coleção Excellence vai dos € 1500 até aos € 3000 e é a coleção ideal para as lojas de rua.

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© Louis Erard

Então terá uma coleção diferente nas lojas de rua e nas lojas dos centros comerciais?
Penso que temos de fazer isso, sim. Ainda não é uma decisão definitiva mas acho que teremos de fazer isso. O próprio ambiente da loja é determinante e é compreensível que numa loja destas (a conversa foi na loja David Rosas da avenida da Liberdade) não se faça um esforço muito especial para vender relógios a € 500. No centro comercial é diferente porque é um outro tipo de consumidor que procura outras coisas. Aí há mais movimento, aqui há mais valor.

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Como é que carateriza a marca, o que faz dela uma marca diferente das outras do mesmo segmento?
Somos mais alta-relojoaria, temos alguma complicações, focamo-nos mais nesse tipo de produtos e se fizermos uma comparação de produto não há, por exemplo na Longines, o mesmo tipo de produto que nós temos. A Louis Erard é uma marca eminentemente masculina, focada nas complicações. Pretendemos ser reconhecidos como uma marca de relojoeiro, as outras não são marcas de relojoeiro.

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Em Portugal vai ter as cinco coleções da marca?
Todas menos uma, a Emotion, que é uma coleção mecânica para senhora. Teremos aqui em Portugal uma coleção de relógios de quartzo para senhora, a Romance; a linha Heritage, que é a coleção de base; a 1931, menos sofisticada, com cronógrafos e pequenos segundos; e a Excelence, mais elaborada. Nesta coleção usamos movimentos que não usamos nas outras coleções. Nas coleções 1931 e na Heritage usamos mais ou menos os mesmos movimentos embora com conceitos diferentes. A linha Heritage vai de € 800 a € 1700; a linha 1931 vai de € 1100 a € 2200; a Excellence vai de € 1500 a 3200 e a Romance vai de € 500 até aos € 800.

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© Louis Erard

Que expectativas tem a Louis Erard para o seu futuro em Portugal?
Acho que estamos, sobretudo, a trabalhar em termos de futuro. Em breve muitas marcas vão abrir a sua própria boutique e serão competidores diretos dos atuais retalhistas, portanto é importante crescermos e tornarmo-nos fortes juntamente com os distribuidores, sendo-lhes fiéis. Nós estamos num ambiente de muito luxo e acho que para a David Rosas é importante ganhar força. E depois, repare, há muitos portugueses a trabalhar na Suíça, pessoas que conhecem a marca e que podem ajudar a transmitir esse conhecimento aos consumidores de cá.

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© Louis Erard

Sandra Rosas, tendo a Louis Erard há cinco anos no seu portefólio porque é que decidiu, agora, passá-la das lojas dos centros comerciais também para as vossas lojas de rua no Porto e em Lisboa?
A qualidade dos relógios e a relação qualidade preço. É uma aposta no produto. Há marcas que apostam mais na imagem, mais no marketing do que no produto e nós acreditamos na marca e queremos trabalhá-la no médio e longo prazo porque não há queixas. Em termos de serviço pós venda não temos tido queixas e é isso que dá confiança, ao consumidor e a nós. Quando aconselhamos um relógio da Louis Erard sabemos que não teremos problemas no after sale, no pós-venda. É que os relógios são máquinas e as marcas avariam, mas há uns que avariam mais que outros e esta marca tem a grande vantagem de avariar pouco.

Consulte o site oficial da David Rosas para mais informações sobre a Louis Erard em Portugal. ET_simb

 

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