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EDIÇÃO IMPRESSA – Espiral do Tempo 53 nas bancas: uma edição para ler e ‘ouvir’!

Espiral do Tempo 53

Chega, neste fim de semana, às bancas a edição de inverno 2015 da Espiral do Tempo. Dedicado à Música, este número surpreende com temas que nos fazem ‘ouvir’ c0mo nunca o mundo da alta-relojoaria. Além de abordagens óbvias como as complicações acústicas ou as edições especiais musicais, procurámos pontuar a revista com temáticas que vão além dos relógios, mas sempre relacionadas com o Tempo. Em destaque, a entrevista exclusiva a Rodrigo Leão, com fotografia de Rita Carmo. Leia aqui o editorial.

O presente vai ser extraordinário

Fascina-me o poder evocador das palavras. Sem entrar numa análise gramatical um tanto desajustada numa revista dedicada à bela relojoaria, confesso a minha admiração pelo título desta publicidade da marca de automóvel BMW. Tranquilizem-se! Não se trata de um agradecimento a um fiel anunciante, mas sim de um reconhecimento público da inventividade da agência criativa responsável. Cristalizou em quatro palavras a própria essência da mudança, da evolução que, para ter impacto amanhã, deve ter início hoje.

No contexto de um novo ciclo político, é curioso como podemos também aplicar esta frase ao momento atual da indústria relojoeira. Será que os atuais pesos pesados não vão ser destronados pelas marcas que mais agilmente levam para o mercado coleções mais atraentes e inovadoras? Será que a atual inventividade bulímica dos jovens criadores não servirá de pedra angular para o aparecimento de grandes casas no futuro? Qual será o impacto real dos relógios conectados Apple ou TAG Heuer na produção mecânica?

A estas primeiras dúvidas, podemos hoje acrescentar uma listagem quase sem fim de perguntas sem respostas categóricas. Para ilustrar estas mudanças subterrâneas com consequências difíceis de avaliar, penso especificamente no caso da marca Montblanc, uma quase desconhecida no mundo relojoeiro há um par de anos. A Espiral do Tempo juntou-se, este mês, a um grupo restrito de jornalistas em Nova Iorque para poder ver e comentar a nova coleção de 2016. Após dois anos a chefiar o destino da marca de Hamburgo, o atual CEO, Jérôme Lambert, conseguiu finalmente cortar o cordão umbilical que o ligava à Grande Maison Jaeger-LeCoultre: uma grande e atraente coleção, criativa, com preços equilibrados, e que deverá necessariamente conquistar um novo público

No outro lado do espetro de preço, pequenas séries e grandes complicações continuam a ser apresentadas, para grande delícia da profissão. A mais recente dessas complicações assinala, sem sombra de dúvida, o ressurgimento da marca Ferdinand Berthoud, a que a Espiral do Tempo teve o privilégio de assistir em Fleurier, Suíça, com um espetacular movimento in-house, definido e defendido por Karl-Friedrich Scheufele, atual coproprietário da Chopard.

E já que estamos a entrar na época natalícia, e se pretender adquirir ou oferecer o único objeto contemporâneo que funciona 24 horas por dia, 365 dias por ano, convidamo-lo a percorrer esta edição dedicada à muito especial relação entre os relógios e a música. Aposto que terá tanto gosto na sua leitura como nós tivemos em elaborar estas 160 páginas, sempre à procura das tendências e dos sinais que moldarão a bela relojoaria de amanhã. ET_simb

Relojoeiramente vosso,
Hubert de Haro

Seriam muitas as capas possíveis para esta edição, mas optámos por aquela que traduz a relação da Raymond Weil com Portugal. De qualquer forma, as capas possíveis devem-se à disponibilidade impagável  de Joaquim Canelhas e Paulo Machado, da histórica Lismúsica. Os nossos sinceros agradecimentos. No nosso site publicaremos uma entrevista exclusiva.