Histórias

Espiral do Tempo: edição de verão nas bancas

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Já está nas bancas a edição de verão da Espiral do Tempo — um número que aposta em grande na relação entre relojoaria e ilustração científica. Deixamos hoje o editorial, bem como o link para que possa folhear a revista.


A bela relojoaria é eterna!

Os dados relativos às exportações relojoeiras suíças são um indicador fundamental da evolução do setor. Mas nem tudo se resume às estatísticas.

Os dados mensais publicados pela Fédération de l’Industrie Horlogère Suisse (Federação da Indústria Relojoeira Suíça) no respetivo site (em www.fhs.ch) constituem a principal fonte de informação para os profissionais do setor. Além de permitirem a avaliação da ‘saúde’ dos mercados internacionais, indicam, também, as vendas por segmento de preço, por países e ainda por materiais.

Os quatro primeiros meses do ano destacaram-se principalmente pela queda acentuada do mercado asiático (Hong Kong marca o passo há 15 meses consecutivos), que se repercutiu nos países europeus com uma forte tradição turística (Itália e França). Todos os segmentos de preços sofrem, à notável exceção dos relógios com preço para o público entre os 1.000 e os 5.000 euros.

Neste cenário ‘desafiante’, Portugal está de boa saúde e recomenda-se.
Em 22.º lugar na classificação mundial, e à frente de países como a Rússia, a Turquia ou ainda o Kuwait, o nosso país importou o equivalente a cerca de 50 milhões de francos suíços (mais 12% em relação ao período homólogo em 2014). O número-recorde atingido na área do turismo, bem como uma maior e melhor oferta relojoeira na Avenida da Liberdade, em Lisboa, explicam certamente este valor.

Mas como nem tudo se resume às estatísticas, tal situação esconde uma evolução recente mais profunda do setor relojoeiro: uma aposta clara e crescente na ergonomia, no design, na aparência, nas artes… enfim, numa só palavra: no belo. As inovações não param e a criatividade invadiu o espaço dos mostradores (diversidade de decorações, de indexes, esmaltagem… ), das caixas (formas novas, ligas de matérias) ou ainda das braceletes (nomeadamente, as braceletes nato, com várias cores e texturas, tratamentos diferentes às superfícies em contacto com a pele…). Os diretores criativos parecem estar dispostos a apostar no hedonismo, tornando o relógio no outro ‘melhor amigo do homem’ (e de cada vez mais mulheres).

É por esta razão que a Espiral do Tempo, título ‘histórico’ em língua portuguesa, decidiu, desde a edição passada, desafiar personalidades públicas a experimentarem relógios em ‘ensaios’ com a duração de alguns dias. Colecionadores, amantes ou simplesmente curiosos são convidados a apreciar todos os pormenores destas grandes ‘máquinas’, Por outro lado, avançámos também com sessões fotográficas em locais privilegiados pela Espiral do Tempo. Já começámos a partilhar os comentários recolhidos nesses ‘watch tests’ nas nossas redes sociais e no nosso site, e são, efetivamente, muitos, os comentários e as reações da nossa comunidade. E porque a relojoaria não se resume unicamente à mecânica, esta nova rubrica passará também a viver na nossa edição em papel. Entretanto, gostaríamos de receber as vossas sugestões de modelo para testarmos. Serão todas bem-vindas!

Viva a bela relojoaria! ET_simb

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