Relógios

NOVIDADES – Chopard L.U.C Full Strike — som puro e cristalino (um vídeo que tem mesmo de ver)

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No final de 2016, a Chopard lançou o L.U.C Full Strike, o primeiro repetição de minutos da marca, que surpreende pelo conjunto de inovações técnicas — entre elas os gongos de safira, numa construção inédita que garante um som puro e cristalino. Deixamos um vídeo lançado recentemente que mostra como este é um relógio que merece toda a atenção do mundo.

Em 2006, no 10.º aniversário da Chopard Manufacture, Karl-Friedrich Scheufele, copresidente da Chopard, confessava à Espiral do Tempo, a propósito do então lançado Chrono One: «O importante é pensar como é que o Chrono One será encarado dentro de dez anos; é um relógio ousado… mas queremos criar relógios hoje que daqui a uma década se mantenham e sejam considerados clássicos.»

Entretanto, passou-se uma década e o L.U.C Chrono One mantém-se no portefólio da marca como modelo de excelência. Mas as palavras de Karl-Friedrich Scheufele são hoje mais válidas do que nunca e ganham ainda mais significado perante o L.U.C Full Strike, o primeiro repetição de minutos da marca, apresentado no âmbito do 20.º aniversário da Chopard Manufacture, no final do ano passado.

L.U.C Full Strike

Tal como qualquer relógio com esta complicação, a nova estrela da coleção L.U.C faz soar as horas, os quartos e os minutos a pedido; mas a ativação dos martelos faz-se por meio de um botão inserido na coroa, em vez da tradicional alavanca, que tende a estar localizada no lado esquerdo da caixa. Mas há mais aspetos que fazem do L.U.C Full Strike uma criação à parte.

Só para contextualizar: nos relógios com repetição de minutos, geralmente os gongos são concebidos em metal (com segmentos de aço ou ouro, e muitas vezes as ligas utilizadas nem são reveladas), tendem a ser fixados ao movimento e, depois, neles, os martelos batem. E, no caso do L.U.C Full Strike, a solução para fazer soar as horas é a mesma. Com uma pequena enorme diferença: os gongos são uma só peça esculpida a partir de um monobloco de safira.

A utilização do vidro como superfície de amplificação não é nova. A Jaeger-LeCoultre adotou uma solução semelhante, ao fixar os gongos no vidro e até no fundo, em relógios como o Master Grande Tradition Grande Complication. Mas, no caso do L.U.C Full Strike, a integridade física entre gongos e vidro, sem qualquer falha de ligação, que poderia comprometer a transmissão das ondas acústicas, permite ao vidro funcionar como superfície de amplificação, lançando o som diretamente para fora do relógio, de forma extraordinária.


Foram precisos seis anos, 17.000 horas de trabalho para desenvolver o L.U.C Full Strike. Basicamente, com este novo modelo, a Chopard conseguiu alternativas para problemáticas veteranas associadas aos gongos, e ainda desenvolver respostas relacionadas com a ergonomia e utilização de um relógio com repetição. O movimento apresenta, por exemplo, um sistema de segurança que o protege contra operações inapropriadas de manuseamento. Por outro lado, a coroa tanto permite dar corda ao movimento (rodando numa direção), como dar corda ao mecanismo associado à função acústica.

Para termos noção do que estamos a falar, no que diz respeito à reserva de corda associada à repetição de minutos, o mesmo foi concebido para conseguir tocar 12 vezes a clássica hora, 12 h 59 min. O duplo indicador de reserva de corda, localizado às 2 horas, refere-se ao movimento e ao mecanismo de repetição.

Falamos, assim, de três patentes guardadas numa caixa de 42,5 mm em ouro certificado com o selo Fairmined (ouro extraído de forma sustentável e responsável), mas falamos também de um mostrador parcialmente aberto, que nos permite assistir ao movimento dos pequenos martelos. Às 11 horas, descobrimos o ponto que une gongos e vidro — numa relação de transparência que não tem mesmo nada a esconder.

Com o L.U.C Full Strike, a Chopard consegue provar várias coisas. Entre elas, que tem vindo, ao longo de 20 anos, a sedimentar um percurso bem pensado no domínio da criação da alta-relojoaria, num regresso às origens, que mostra bem que, no que toca à excelência, não é preciso correr, mas antes não parar e inovar. ET_simb

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