Relógios

Open da Austrália: o regresso de… Batman?

Rolex_Federer_GMT-Master_II_Batman

Numa final entre super-heróis do desporto mundial e do ténis em particular, Roger Federer derrotou Rafael Nadal e depois ergueu a taça do Open da Austrália com um relógio muito especial: o Rolex GMT-Master II que tem por cognome… ‘Batman’. A Richard Mille e a Audemars Piguet também estiveram em destaque na fase terminal do torneio.

Australian Open ©Rolex/Gianni Ciaccia

Australian Open ©Rolex/Gianni Ciaccia

Foi um duelo de gigantes que não se esperava ver de novo num torneio do Grand Slam. Roger Federer e Rafael Nadal são dois dos melhores tenistas de todos os tempos, mas o auge da sua rivalidade já parecia ultrapassado há muito — sobretudo com a emergência de Novak Djokovic ao mais alto nível e os sucessos de Andy Murray e Stan Wawrinka. Para mais tendo Federer e Nadal concluído antecipadamente a temporada de 2016 na sequência de lesões e descontentes com o seu nível de jogo. Mas regressaram em força e ultrapassaram a concorrência em Melbourne Park para discutir o título entre si num duelo que chegou mesmo a ser catalogado como ‘O Mais Importante Encontro de Ténis de Todos os Tempos’. No plano relojoeiro, era um confronto entre a Rolex e a Richard Mille.

Roger Federer no Open da Austrália 2016 .©ROLEX/Gianni Ciaccia

Roger Federer no Open da Austrália 2016 .©ROLEX/Gianni Ciaccia

Porquê a enorme relevância do encontro? Porque Roger Federer apresenta 17 títulos do Grand Slam no currículo e está em primeiro lugar nessa lista que determina a hierarquia dos melhores de sempre. Rafael Nadal tem 14 troféus do Grand Slam, a par do norte-americano Pete Sampras. Uma vitória do espanhol aproximá-lo-ia do suíço e dar-lhe-ia alento para tentar igualá-lo, com a particularidade de nos confrontos exclusivamente entre os dois deter largo ascendente: 23 vitórias contra 11 antes deste Open da Austrália. Tanto que há quem diga que Federer é o melhor de todos os tempos, mas Nadal é o melhor dos dois. Por sua vez, um triunfo do helvético, para mais sobre o seu maior rival, reforçaria o seu estatuto. E foi o que aconteceu.

Se o estilo de esquerdino de Nadal sempre se revelou a kryptonyte que ‘enfraquecia’ os poderes de Federer nos encontros entre os dois (e se a kryptonite entra no cenário, isso faz do helvético o Super-Homem, não?), houve algo de diferente em Melbourne Park que fez de Roger outro Super-Herói: desde o início do torneio que se viu o campeoníssimo colocar no pulso um Rolex GMT-Master II logo após os encontros (ele não joga encontros oficiais com relógio, apenas encontros de exibição), mais precisamente o modelo em aço com luneta Cerachrom preta e azul, referência apelidada de ‘Batman’ pelos aficionados devido à combinação cromática…

GMT-Master II 'Batman' (aço 904L)  ©Rolex

GMT-Master II ‘Batman’, usado por Roger Federer no torneio do Grand Slam. ©Rolex

O ‘Batman’ suíço de 35 anos fez os ponteiros do tempo andar para trás com uma extraordinária exibição vintage de ténis de ataque perante um maiorquino de 30 anos que também se exibiu em grande plano. Foi um excelente duelo, com Federer a recuperar de 1-3 no início do quinto set para triunfar pelos parciais 6-4, 3-6, 6-1, 3-6, 6-3. Talvez o facto de os painéis eletrónicos de fundo terem mostrado o Rolex ‘Batman’ antes da final e várias vezes no decurso do encontro tivesse sido um bom augúrio! Outro embaixador Rolex deu que falar ao mais alto nível em Melbourne Park: o elegante búlgaro Grigor Dimitrov, afastado por Rafael Nadal nas meias-finais — naquele que terá sido o melhor encontro da competição.

Rafael Nadal, como já é hábito desde 2010, jogou com um Richard Mille no pulso — o amis recente que lhe é dedicado, o RM 27-02 Rafa Nadal Tourbillon. Um relógio ultra-leve que é o único dotado de turbilhão capaz de ser submetido à brutal atividade da prática de ténis de competição.

RM 27-02 Rafa Nadal Tourbillon

RM 27-02 Rafa Nadal Tourbillon © Richard Mille

Outros relógios em destaque no torneio masculino: o Audemars Piguet Royal Oak Offshore Chronograph usado pelo também suíço Stan Wawrinka — que ganhou todos os seus três títulos do Grand Slam (Open da Austrália em 2014, Roland Garros em 2015, Open dos Estados Unidos em 2016) com um modelo da marca no pulso, mas que em Melbourne Park foi afastado em cinco sets nas meias-finais pelo seu amigo Roger Federer.

Stan Wawrinka, com o seu Royal Oak Chronograph, no US Open 2016. Foto: Mike Hewitt/Getty Images

Stan Wawrinka, com o seu Audemars Piguet Royal Oak Chronograph, no US Open 2016. Foto: Mike Hewitt/Getty Images

Na vertente feminina, também mandou a veterania numa final que não mais se julgava possível. Se Roger Federer e Rafael Nadal não discutiam uma final de um Grand Slam desde 2011, as irmãs Serena e Venus Williams não decidiam um título maior desde 2009, sobretudo porque Venus entretanto passou a padecer de uma doença debilitante. Reencontraram-se em Melbourne Park, 14 anos depois de terem discutido o troféu do Open da Austrália entre ambas, e a vitória voltou a sorrir à mais nova — que já não é tão jovem: Serena, de 35 anos, bateu Venus, de 36, por 6-4 e 6-4… arrecadando o seu 23.º título do Grand Slam com um Audemars Piguet Millenary no pulso, sendo que ela normalmente joga com um modelo Royal Oak Offshore de senhora.

Serena Williams, com o seu Royal Oak, no torneio de Wimbledon 2015. Foto: GLYN KIRK/AFP/Getty Images)

Serena Williams, com o seu Audemars Piguet Royal Oak Offshore, no torneio de Wimbledon 2015. Foto: GLYN KIRK/AFP/Getty Images)

Numa competição que consagrou os melhores de todos os tempos, a Rolex manteve o estatuto de cronometrista oficial que detém há década e meia no Open da Austrália — reforçando a sua estreita ligação ao ténis. E quem entregou os troféus aos finalistas foi outro embaixador da marca, o grande Rod Laver, o campeoníssimo australiano da década de 60 que dá nome ao court principal de Melbourne Park. ET_simb

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