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EM FOCO – Rolex Oyster Perpetual Yacht-Master Rolesium

abertura

A Rolex tem tantos modelos emblemáticos que haverá pelo menos uns cinco ícones da marca de que as pessoas se recordarão antes do Yacht-Master. No entanto, quase que se poderia dizer que o Yacht-Master faz figura de primus inter pares relativamente aos seus familiares de vocação marítima. Entre as mais recentes versões, escolhemos incidir o nosso foco sobre a de mostrador cinza e nuances azuis.

Rolex Oyster Perpetual Yacht-Master Rolesium 37. © Rolex

Rolex Oyster Perpetual Yacht-Master Rolesium 37. © Rolex

A última apresentação de um relógio completamente novo na família Oyster antes da viragem do milénio ocorreu em 1992, com o advento do Yacht-Master. O que significa que cumpre este ano as suas Bodas de Prata, se bem que o metal que faz a diferença no Yacht-Master seja outro…

Apesar de uma estética atraente e da atenção que qualquer modelo novo lançado pela Rolex sempre gera, o Yacht-Master só atingiu o estatuto de ícone a partir de 1997: esse foi o ano em que, juntamente com os modelos em ouro e aço/ouro, passou também a ser concebido em Rolesium – um termo utilizado pela marca para definir a combinação entre aço e platina que tanto contribuiu para fazer dele um verdadeiro status symbol. Ou seja, se o Yacht-Master nasceu há 25 anos, foi há 20 anos que granjeou aquela aura tão especial que o transformou num objeto de culto.

Rolex Yacht-Master

Rolex Oyster Perpetual Yacht-Master Rolesium 37. © Paulo Pires/ Espiral do Tempo

Rolex Oyster Perpetual Yacht-Master Rolesium 37. © Paulo Pires/ Espiral do Tempo

Como o próprio nome indica, o Yacht-Master evoca os desportos náuticos de grande prestígio e as grandes regatas – sendo a maior parte delas precisamente patrocinadas pela Rolex. O certo é que, nos seletos ambientes dos iates, o Yacht-Master porta-se tão bem a puxar cordas perante a água salgada das ondas, como debaixo de um elegante blazer em situações mais protocolares; afinal de contas, o Submariner, o Sea-Dweller e o Deep-Sea são relógios de mergulho idealizados para debaixo de água… e se reinam sob os mares, o Yacht-Master domina sobre eles.

Claro que o Submariner, que até deu posteriormente origem ao Sea-Dweller e também ao Deep-Sea, é incontornável na coleção da Rolex e até deve ser o modelo mais imitado e reinterpretado de sempre na história da relojoaria. Mas é talvez isso que dá um charme muito especial ao Yacht-Master: é bem mais raro de se ver no pulso do que os seus outros ‘primos’ de vocação marítima.

E depois há também o Yacht-Master II, dotado de um cronógrafo com sistema countdown para acompanhamento da partida das regatas – mas esse é um caso especial, já que apresenta uma complicação e um visual que não granjeiam unanimidade nem mesmo entre os aficionados mais indefectíveis da marca da coroa.

Rolex Oyster Perpetual Yacht-Master Rolesium

Rolex Oyster Perpetual Yacht-Master Rolesium 37. © Paulo Pires/ Espiral do Tempo

Rolex Oyster Perpetual Yacht-Master Rolesium 37. © Paulo Pires/ Espiral do Tempo

Já o Yacht-Master é diferente. A sua caixa original de 40 milímetros assenta na bem sucedida estrutura do Submariner e é complementada pela tradicional bracelete Oysterlock, embora com algumas nuances – sendo a mais relevante o facto de apresentar uma luneta condizente com o tom da caixa e não contrastante como os outros. E a caixa (disponível também em tamanho médio e de senhora) apresentava-se mais ergonómica e com arestas mais arredondadas do que os restantes modelos da altura, que só na última década foram atualizados. Para além disso, a bracelete em aço tem os elos do meio maciços e polidos, como sucede no Daytona Cosmograph e nos modelos em ouro, ao passo que os elos da bracelete em aço do Submariner e de outros modelos Oyster são de acabamento baço.

Rolex Oyster Perpetual Yacht-Master Rolesium 37. © Paulo Pires/ Espiral do Tempo

Rolex Oyster Perpetual Yacht-Master Rolesium 37. © Paulo Pires/ Espiral do Tempo

São essas as diferenças mais óbvias: a luneta com os indicadores polidos em relevo e o mostrador, acinzentado no caso da nossa escolha em particular mas também disponível a partir do ano passado em tons azuis e castanhos. E tanto o mostrador como a luneta são em platina, num tom que contrasta soberba mas discretamente com o aço da infraestrutura do relógio; outro pormenor distintivo consiste no azul-turquesa utilizado no ponteiro dos segundos e na designação estampada no mostrador (a versão original usava o vermelho). Os indexes e os ponteiros das horas e dos minutos também apresentam dimensões maiores do que os do Submariner – o chamado Maxi Dial que oferece legibilidade acrescida mesmo em precárias situações de visibilidade.

Também no aspeto mecânico o Yacht-Master está preparado para qualquer precariedade ou provação: a versão com caixa de 40 mm é alimentada pelo Calibre 3135 de rotor Perpetual, considerado um dos mais robustos e fiáveis mecanismos automáticos jamais criados. Está dotado de uma espiral Breguet, regulação Microstella e sistema Kif de amortecedor de choques; a sua precisão é obviamente certificada pelo Controlo Oficial Suíço dos Cronómetros. O vidro de safira ostenta a habitual lupa Cyclops sobre a janela da data; o fundo de rosca e o sistema Triplock de protecão da coroa permitem uma estanqueidade até 100 metros.

Rolex Oyster Perpetual Yacht-Master Rolesium 37. © Paulo Pires/ Espiral do Tempo

Rolex Oyster Perpetual Yacht-Master Rolesium 37. © Paulo Pires/ Espiral do Tempo

Com as adições dos últimos anos, o Yacht-Master tornou-se no único modelo da linha Profissional disponível em três tamanhos – 40mm, 37mm e 35mm – até deixar cair o tamanho 35. E foi também o primeiro da marca a receber a bracelete Oysterflex, uma bracelete de cauchu com estrutura metálica interior que está dotada de membranas que melhor seguram o relógio ao pulso. Entretanto surgiram as versões Everose (aço e ouro rosa) e a última versão, desvelada na recente feira de Baselworld, apresenta uma combinação de caixa em ouro com diamantes baguete coloridos na luneta que já lhe valeu o cognome de ‘Haribo’ (os conhecidos doces coloridos).

Mas a nossa preferência vai claramente para o modelo em aço 904L e platina 950 (ou seja, Rolesium) com mostrador cinzento e nuances azul turquesa. Foi esse relógio que tivemos em mãos para fotografar, na versão com caixa mais reduzida de 37 mm e equipada com o Calibre 2236, com uma reserva de corda de aproximadamente 55 horas.

Consulte o site oficial da Rolex para mais informações.

Algumas características técnicas

Rolex
Oyster Perpetual Yacht-Master Rolesium 37

Referência/ 268622
Movimento/ Corda automática, Calibre 2236, rotor Perpetual, aprox. 55 horas de reserva de corda. Certificação Superlative Chronometer.
Funções/ Horas, minutos, segundos, data, stop-seconds. Revestimentp Chromalight nos indicadores.
Caixa Ø 37mm/ Rolesium (combinação de aço 904L e platina), luneta rotativa em platina 950 bidirecional graduada, vidro de safira com lupa Cyclops, fundo aparafusado, sistema Triplock de proteção da coroa, estanque até 100 metros.
Bracelete/ Aço 904L com fecho Oysterlock e sistema de extensão Easylink.
Preço/  € 10.300