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ATUALIDADES – Relógios do Ano: primeiro sopro de Leste

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Já começou a caça ao troféu, com a atribuição dos primeiros galardões de Relógio do Ano. Já se sabe que à partida para o último trimestre há sempre várias eleições e múltiplos prémios um pouco por esse mundo fora e a Espiral do Tempo está associada a algumas iniciativas. Recordamos a mais recente ocorrida na Polónia e projetamos as que estão para chegar.

Em Varsóvia

Anualmente, o ritual torna-se incontornável: centenas de novos modelos que, de uma maneira ou outra, se destacaram em determinado parâmetro são submetidos ao escrutínio de especialistas no âmbito das várias eleições destinadas a promover os melhores exemplares do ano. As iniciativas são muitas e de regulamentação diversa, mas no fim vai dar tudo ao mesmo: o estabelecimento de hierarquias e a consagração dos melhores, mesmo que não raras vezes os melhores não tenham sequer oportunidade de serem consagrados precisamente porque casos há em que a eleição está vinculada à própria iniciativa das marcas em se inscrever para ir a concurso – como o Grand Prix d’Horlogerie de Genève, cuja cerimónia de 2017 se realiza na próxima quarta-feira à noite. Lá estaremos para vos contar como foi.

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A cerimónia é exclusiva e conta sempre com bom ambiente no Palácio Sobanski © ch24.pl/Marcin Klaban

Entretanto, já estivemos em Varsóvia num certame do género que se está a tornar tradicional, embora os parâmetros de votação sejam outros – e completamente livres. A única restrição são as categorias estabelecidas e os elementos do júri começam por dar uma lista das suas preferências (qualquer que seja o número de relógios indicados); a partir daí fazem-se as contas para se estabelecer um top 10 em cada uma dessas categorias. Depois os jurados fazem uma nova ronda de votação que determina o top 5 que vai novamente a votos até se definirem os vencedores, sendo que depois se faz um derradeiro sufrágio entre os vencedores das respetivas categorias para se determinar o Relógio do Ano.

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A apresentação do júri durante a cerimónia… ‘Espiral do Tempo’ soa particularmente bem em polaco! © Espiral do Tempo/Miguel Seabra

Integro o júri, juntamente com alguns colegas da imprensa especializada – a germano-americana Elizabeth Doerr, o dinamarquês Kristian Haagen, o holandês Frank Geelen e o checo Jan Lidmanski, para além de três elementos polacos (Jakub-Filip Szymaniak, Tomasz Jakubas e Eugeniusz Szwed em representação do Polish Watch Collectors Club) e dos dois organizadores Tomasz Kiełtyka and Łukasz Doskocz – que nos convidam sempre para a cerimónia que tem como palco um dos salões do Palácio Sobanski. É com muito gosto que marco presença, até porque, de ano para ano, a organização tem melhorado significativamente e o certame assumido um peso gradualmente maior. E os troféus, manufaturados à mão numa liga de bronze, são seguramente dos mais bonitos; aqui estão eles, na mão dos representantes das marcas vencedoras!

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Fotografia de conjunto dos grandes vencedores da noite © ch24.pl/Marcin Klaban

À partida para a cerimónia já se sabiam os vencedores da maior parte das categorias: o Slim d’Hermès Heure Impatiente da Hermès na categoria ‘Relógio Clássico’, com o seu countdown de uma hora até ao rendez-vous estabelecido em mais uma complicação poética desenvolvida pelo enstre Jean-Marc Wiederrecht na Agenhor; o extraordinário Greubel Forsey Grande Sonnerie na de ‘Relógio Complicado’, o Singer Reimagined Track 1 Chronograph com totalizadores centrais e horas/minutos em discos periféricos na de ‘Relógio Inovador’, o Jaeger-LeCoultre Master Control Chronograph e mais o seu espírito retro na de ‘Relógio Desportivo’, o Royal Oak Frosted Gold e mais o seu belo acabamento de superfície na de ‘Relógio de Senhora’; o Longines Heritage 1945 de inspiração vintage na de ‘Relógio Acessível’ (até 3000 euros); e ainda o também retro Tissot Heritage 1948 na categoria de ‘Prémio do Público’, que foi decidida exclusivamente pela votação online efetuada por milhares de aficionados no site ch24.pl. E depois houve os galardões que só foram publicamente anunciados durante a cerimónia – o ‘Prémio Especial do Júri’ e o ‘Relógio do Ano’.

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Bela imagem da sala antes do início da cerimónia © ch24.pl/Marcin Klaban

O ‘Prémio Especial do Júri’ foi atribuído ao conceito #SpeedyTuesday criado pelo nosso colega Robert-Jan Broer (fundador do blog Fratello Watches) em homenagem ao Omega Speedmaster e a toda a sua legião de fãs; rapidamente se tornou numa das hashtags mais populares no Instagram, com mais de 80 mil fotografias ‘etiquetadas’ – e a iniciativa levou mesmo a Omega a criar em 2017 um Speedmaster SpeedyTuesday em edição limitada que foi vendido online e esgotado em tempo recorde. O enorme sucesso da iniciativa e a mobilização por ela criada nas mais diferentes plataformas mereceu louvor por parte dos elementos do júri, numa votação que inicialmente começou muito dividida devido a outros candidatos igualmente merecedores do galardão. Finalmente, foi anunciado o vencedor do Grande Prémio do ‘Relógio do Ano’ – que foi arrecadado pelo modelo que venceu a categoria de ‘Inovação’: o Singer Reimagined Track 1, que pude fotografar antes da cerimónia. Simplesmente fabuloso…

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Singer Reimagined Track 1: a caixa cushion e a utilização do laranja são elementos estéticos claramente inspirados nos anos 70 © Espiral do Tempo/Miguel Seabra

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A outra face: para além de inovador, o movimento cronográfico AgenGraphe apresenta uma arquitetura sublime © Espiral do Tempo/Miguel Seabra

Idealizado por Marco Borraccino (designer e CEO da nova marca Singer Reimagined, inspirada na companhia Singer de afinação de modelos Porsche dos ano 70) e por Jean-Marc Wiederrecht (o genial criador de movimentos que inventou o AgenGraphe com contagem cronográfica de horas, minutos e segundos ao centro a partir de um mesmo eixo mais horas/minutos em discos periféricos), é um relógio tão excecional no plano mecânico, como surpreendente na vertente estética. Tive a oportunidade de ser eu a entregar o correspondente prémio de ‘Inovação’ – e com muito orgulho: logo que vi a primeira imagem do relógio enviei uma mensagem a Jean-Marc Wiederrecht dizendo-lhe que seria o Cronógrafo do Ano… essa categoria em particular não estava definida na eleição de Varsóvia, mas acredito que o Singer Reimagined Track 1 a ganhe no Grand Prix d’Horlogerie de Genève que se avizinha. Para além do fabuloso calibre cronográfico de corda manual, tem um visual diretamente inspirado nas formas (e cores) tão em voga na relojoaria dos anos 70 e que muito me agradam.

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Para além das suas valências técnicas e estéticas, o Track 1 também assenta muito bem no pulso! © Espiral do Tempo/Miguel Seabra

No ato da entrega do troféu a Marco Borraccino e a Jean-Marc Wiederrecht também tive a oportunidade de discursar para a plateia em nome do júri internacional e de tirar a já tradicional selfie com os presentes como cenário de fundo. Não sou fã de selfies; comigo é mais wristies (wristshots de relógios). Mas já no ano passado tinha tirado uma ‘auto-fotografia’ com os impagáveis Horological Bros (Bart e Tim Gronefeld, que ganharam então a categoria de Relógio Clássico e o grande prémio de Relógio do Ano com o 1941 Remontoire), num piscar de olhos às redes sociais que foi retratado pelo fotógrafo Marcin Klaban – e este ano o fotógrafo do certame voltou a estar lá, muito atento, para me apanhar no momento preciso em que eu filmava o acontecimento com a GoPro. Aqui ficam as imagens de 2016 e de 2017 para comparação!

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A selfie de 2017 com Jean-Marc Wiederrecht e Marco Borraccino © ch24.pl/Marcin Klaban

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A selfie de 2016 com os irmãos Tim e Bart Gronefeld © ch24.pl/Marcin Klaban

Quanto aos restantes galardoados, foi notória a atual influência da tendência neo-retro na atribuição de três troféus – tanto na escolha do cronógrafo Master Control da Jaeger-LeCoultre na categoria de ‘Relógio Desportivo’ como na seleção do Longines Heritage 1945 na categoria de ‘Relógio até 3000 euros’) e mesmo na escolha do cronógrafo Tissot Heritage 1948 na votação online para ‘Prémio do Público’. Aqui ficam as imagens dos relógios escolhidos e da respetiva entrega de prémios, juntamente com alguns instantâneos do ambiente.

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Singer Reimagined Track 1 © ch24.pl/Marcin Klaban

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Slim d’Hermès L’Heure Impatiente © ch24.pl/Marcin Klaban

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Longines Heritage 1941 © ch24.pl/Marcin Klaban

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Greubel Forsey Grande Sonnerie © Greubel Forsey

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Jaeger-LeCoultre Master Control Chronograph © Jaeger-LeCoultre

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Audemars Piguet Royal Oak Frosted Gold © Audemars Piguet

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Tissot Heritage 1948 Chronograph © Tissot

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Os membros do júri presentes, com os organizadores Lukasz Doskocz e Tomasz Kyeltyka ao centro; infelizmente, os outros jurados estavam nos Estados Unidos em viagem de trabalho. © ch24.pl/Marcin Klaban

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Imagem da entrada para o Palácio Sobanski © ch24.pl/Marcin Klaban

Entretanto, já estamos em Londres para acompanhar o SalonQP – cujo cocktail de abertura se realiza nesta quinta-feira ao final da tarde na saatchi Gallery. Relativamente às restantes eleições de Relógio do Ano mais relevantes (incluindo aquela que mais pedigree tem: o Grand Prix d’Horlogerie), cá estaremos para vos manter a par dos vencedores!