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A luneta canelada da Rolex

A Rolex é Parceira Exclusiva e Relógio Oficial da Exposição Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza pela quarta vez desde 2014. A luneta canelada característica de alguns dos modelos Oyster da marca serviu de inspiração para a construção do Pavilhão da Rolex que ali também marca presença. A esse propósito, relembramos a história e algumas curiosidades de um elemento crucial na identidade visual da Rolex.

É um dos símbolos da identidade visual da Rolex. A luneta canelada característica de uma grande parte dos modelos Oyster é de tal forma reconhecível que inspirou mesmo o projeto arquitetónico do pavilhão que representa a marca na Exposição Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza – que conta pela quarta vez com a marca suíça enquanto Parceira Exclusiva e Relógio Oficial.

Pavilhão Rolex na Exposição Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza
Pavilhão Rolex na Exposição Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza | © Rolex

Essencialmente, a luneta canelada trata-se de um bisel com ranhuras cujas superfícies simétricas são polidas de modo a garantir um brilho dinâmico e bem forte nos mais diversos ângulos. Um efeito que tem ainda mais impacto com as alterações de luz com que um relógio é confrontado diariamente. Neste ponto, estamos a falar de uma componente estética, portanto: um elemento que faz com que os relógios brilhem efetivamente mais e sem recurso a pedras preciosas, por exemplo. E se mais recentemente este género de luneta também assume um papel funcional em modelos como o Sky-Dweller, hoje em dia, a sua existência é, em geral, estética — mas igualmente incontornável pela relação direta com a história e a própria evolução da marca.

Lunetas Rolex
Luneta canelada da Rolex | © Rolex

A origem


Pode dizer-se que a origem da luneta canelada está diretamente ligada ao Rolex Oyster, considerado o primeiro relógio de pulso estanque. O segredo da estanqueidade devia-se a uma caixa com estrutura hermeticamente fechada composta por luneta canelada, fundo e coroa enroscados a uma parte central – a caixa Oyster (ostra) precisamente. A luneta e o fundo tinham caneluras semelhantes e eram aparafusados à estrutura central com uma ferramenta específica inventada pela Rolex. Sento assim, a luneta canelada original foi criada com uma função muito específica: contribuir para a hermeticidade do relógio. Por outro lado, o canelado também oferecia ao relógio uma identidade bem marcada e única. Importa, no entanto, dizer que o canelado original da luneta era semelhante ao que, por exemplo, se encontra nas moedas e, com o tempo, o conjunto foi evoluindo até à integração de uma luneta rotativa não canelada, especialmente nos relógios de mergulho. Eventualmente, a superfície canelada foi evoluindo também, ao ponto de permitir agarrá-la com mais firmeza no momento de aparafusar a caixa em prol da estanqueidade.

1926: primeiro Oyster Cushion
1926: primeiro Oyster Cushion | © Rolex

Oyster Perpetual Datejust


Aperfeiçoada e cada vez mais refinada, hoje a luneta nos relógios Oyster Perpetual já não é aparafusada à caixa; no entanto, alguns dos modelos continuam a apresentar o canelado característico, que se tornou assinatura dos estilos estéticos da marca. A luneta canelada é sempre feita em ouro, e a opção pelo tipo de ouro está diretamente relacionada com o brilho possível de obter. Hoje em dia, a luneta canelada é utilizada num grande número de modelos da Rolex, mas o Oyster Perpetual Datejust, considerado como o primeiro de pulso cronómetro automático estanque a indicar a data numa janela no mostrador, terá sido o primeiro modelo a surgir com uma luneta mais semelhante àquela que atualmente conhecemos. Lançado em 1945, o relógio apresentava caixa em ouro, data às 3 horas, luneta canelada e bracelete Jubilee. E desde então este modelo foi evoluindo estética e mecanicamente, acabando por tornar-se indissociável da luneta canelada – que foi evoluindo também, como dissemos.

1945: primeiro Datejust
1945: primeiro Oyster Perpetual Datejust | © Rolex


Os novos Datejust 36 com caixa em aço Oystersteel e ouro amarelo ou aço Oystersteel e Everose, apresentados este ano, são a prova disso mesmo. Relógios que permanecem fiéis à estética global da coleção, com três ponteiros, janela da data às 3 horas (que desde 1953 é ampliada graças à integração da famosa lupa Cyclops) e bracelete Jubilee bicolor. A luneta canelada em ouro (amarelo e Everose consoante o modelo) revela-se crucial para reforçar ainda mais os reflexos de luz que vivem nas asas e laterais da caixa finamente polidas. E depois temos os mostradores que foram este ano decorados com motivos particularmente originais. O destaque vai naturalmente para a versão com mostrador em ouro amarelo que replica mesmo o característico canelado da luneta que o emoldura.

Oyster Perpetual Datejust Ref. 126333
Oyster Perpetual Datejust Ref. 126333 | © Rolex

Não é, portanto, de estranhar que o Pavilhão que representa a marca na Exposição Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza replique o design de uma base sólida compensada por uma estrutura fina e transparente com uma superfície facetada, evocativa da luneta canelada. No interior, está patente uma exposição dedicada a um projeto de Mariam Kamara, do Níger, que participou na edição de 2018/2019 do programa Rolex Mentor and Protégé Arts enquanto discípula do arquiteto David Adjaye. O Rolex Pavilion foi criado originalmente para a edição de 2018 da Biennale e quem olha para este edifício reconhece de imediato as características caneluras que caracterizam a luneta. Arquitetura e design relojoeiro dão assim as mãos em Veneza, não apenas através do apoio da marca enquanto parceira, mas também através de um projeto que em última análise traduz também a sua história e identidade.

Pavilhão Rolex na Exposição Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza
Pavilhão Rolex na Exposição Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza | © Rolex

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