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Jack Heuer

Na comemoração dos 150 anos da TAG Heuer em Paris, um carro eléctrico, uma vedeta de Hollywood e um príncipe abrilhantaram uma feérica efeméride parisiense — da qual sobressaiu um merecido protagonista de outra índole: Jack Heuer, pai do cronógrafo desportivo.

Originalmente publicada na edição 35 da Espiral do Tempo (2010).

Perguntas por Fernando Correia de Oliveira, Hubert de Haro e Miguel Seabra

Foi em Paris que se concluiu a Odisseia dos Pioneiros, uma espécie de epopeia dos tempos modernos, que levou o roadster eléctrico Tesla a dar a volta ao mundo, com passagem por 16 metrópoles numa genial associação com a TAG Heuer. A Cidade Luz foi mesmo o destino final, com a chegada programada para o quartel general do grupo Louis Vuitton Moët-Hennessy na chiquérrima Avenue Montaigne.

E, perante a imprensa mundial, de entre os vários convidados VIP (entre os quais o actor Leonardo DiCaprio, o antigo campeão mundial de Fórmula Um, Alain Prost, e o presidente da Federação Internacional Automóvel, Jean Todt), a realeza (Príncipe Alberto do Mónaco) e até saltimbancos (acrobacias com o selo do Cirque du Soleil), quem foi a grande vedeta? Jack Heuer, o homem que esteve por trás do mais valioso património da TAG Heuer, no respeitante ao período de transição para a relojoaria contemporânea.

Jack Heuer e Jean-Christophe Babin © TAG Heuer
Jack Heuer e Jean-Christophe Babin © TAG Heuer

Jean-Christophe Babin é o actual CEO da marca e Bernard Arnaut o dono do grupo de luxo no qual ela se integra, mas, para os verdadeiros aficionados da marca, é no actual presidente honorário que estão centradas as atenções. Primeiro, porque, actualmente com 80 anos e com vontade de aligeirar a sua agenda em prol da companhia fundada pelo seu bisavô, a sua presença não é eterna; segundo, porque foi ele quem esteve por trás de alguns dos mais emblemáticos cronógrafos de pulso da história da relojoaria, desde o Carrera ao Monaco, passando pelo Autavia.

Jack Heuer representa a ponte entre o passado e o futuro da TAG Heuer, e Jean-Christophe Babin soube ir recuperá-lo à reforma para fazer dele presidente honorário e até tornar-se um pouco no seu filho espiritual. Foi Jack Heuer quem esteve por trás da criação dos mais famosos relógios de pulso da história da marca, tendo percorrido países e continentes para consolidar a empresa dos seus antepassados ao longo das décadas de 60 e 70 — embrenhando-se na construção do primeiro cronógrafo automático (o Calibre 11 Chronomatic, apresentado em simultâneo com o rival El Primero, em 1969) e assumindo o pioneirismo do patrocínio automobilístico ao mesmo tempo que aperfeiçoava os então incipientes sistemas de cronometragem. É um homem de história e com história, tendo muitas estórias para contar e uma perspectiva histórica única. Vale a pena ouvi-lo falar sobre a TAG Heuer e as últimas décadas na indústria relojoeira.

Jack Heuer
© TAG Heuer

A associação da TAG Heuer ao desenvolvimento tecnológico faz parte da tradição da marca. Prevê, para o futuro, outras possibilidades de desenvolvimento neste campo da micromecânica?
Sim, prevejo. Estive muito envolvido na criação do Pendulum Concept, e posso dizer que incentivei muito o desenvolvimento do projecto, assente num balanço que se movimenta pela acção de campos magnéticos. Como engenheiro que sou, adoro a inovação tecnológica. É costume dizer-se que o tempo nunca pára, mas a tecnologia também não, e não vai parar de entrar na concepção de um mecanismo relojoeiro tradicional porque haverá novos materiais adoptados e novas soluções técnicas. Na TAG Heuer, já estamos a recorrer a novas soluções e a novos materiais, e vamos continuar a seguir o mesmo caminho, ao longo dos próximos anos. Não me parece que a tecnologia vá deixar de ser aplicada no sector relojoeiro, muito pelo contrário: haverá cada vez uma maior tendência para a utilização de muitos e variados materiais.

Irá o tradicional relógio de pulso manter-se numa era em que os gadgets que nos rodeiam nos dizem constantemente o tempo?
Certamente que o relógio de pulso tradicional continuará na lista de objectos de culto das classes média e alta. Curiosamente, passei toda a minha vida a lutar pela concepção de relógios cada vez mais precisos porque, no meu tempo, na indústria relojoeira, as pessoas iriam, de certeza, queixar-se caso perdessem o início de um programa televisivo por terem o relógio atrasado um minuto que fosse. Hoje, já ninguém se queixa da precisão de um relógio mecânico. Estamos constantemente rodeados por indicações exactas do tempo — no computador, no telefone, na televisão. Se no meu tempo a precisão era o factor mais importante num relógio, actualmente deixou de ser o critério fundamental. O relógio mecânico é hoje uma expressão da nossa personalidade, é dos poucos acessórios masculinos que distingue o nosso status e está mesmo a tornar-se um símbolo do status e uma expressão de personalidade. E, nesse sentido, o uso de relógio de prestígio continuará a aumentar porque a classe média-alta, que tem hoje a possibilidade de adquirir mais do que um bom relógio, está também a aumentar mundialmente, porque cada geração tem a ambição de tornar a próxima uma geração melhor; esse é o segmento de mercado que está realmente a crescer.

© Kenton Thatcher
© Kenton Thatcher

TAG Heuer é das poucas marcas que tem um tão largo espectro de modelos e preços — o que permite a um pai oferecer ao seu filho um relógio TAG Heuer, como o Formula 1, por exemplo. Temos uma enorme legião de seguidores.

Fico muito admirado por existiram tantas pessoas fascinadas pela marca, de tal forma que querem que o filho use a mesma marca que eles usam. Em suma: na minha perspectiva,o desenvolvimento não vai parar, embora a precisão tenha deixado de ser o critério-chave nos dias de hoje — o estilo, o design e a expressão da tecnologia são factores essenciais na hora de tomar decisões. Por outro lado, a lealdade às marcas também se está a tornar num critério-chave.

Qual o legado que deixa à marca e o conselho a dar ao actual CEO da TAG Heuer, Jean-Christophe Babin?
Quando Jean-Christophe Babin me pediu para voltar e me juntar à marca como embaixador e presidente honorário, eu transmiti-lhe o legado da marca, e penso que nos últimos 10 anos se tem vindo a assistir a um grande progresso no sentido de transmitir a herança e a história da marca.

Na TAG Heuer trabalha-se da forma que acho que seria a adoptada pela minha família, se tivesse continuado à frente da marca. Está tudo a acontecer exactamente como eu gostaria que acontecesse. Logo, não me parece que tenha de dizer ao Sr. Babin mais do que já lhe disse há uns anos. A verdade é que ele conseguiu seguindo um caminho que eu gostaria de ver a marca seguir. Estou muito satisfeito com o modo como a actual gestão está a conduzir a companhia, mantendo um elevado espírito de inovação e liderando em muita áreas, como o meu avô e os meus antepassados o fizeram. Fico muito feliz por assistir a tudo isto.

Jack Heuer
Heuer Carrera, 1964 © TAG Heuer

A TAG Heuer contribuiu para vários ícones da relojoaria que têm sido reeditados. Na sua perspectiva, quais serão as próximas fontes de inspiração?
Não tenho a certeza, mas sei que ainda não explorámos todas as possibilidades de inspiração dos anos 60 e 70. Estes foram anos muito criativos no sector dos cronógrafos — estamos a falar da época em que surgiu o cronógrafo automático, por isso, o negócio nesse sector começou novamente a crescer e o cronógrafo voltou a ser muito popular. Entre 1969 e 1979, concebemos muitos modelos, e ainda não aproveitámos nem metade dos que poderiam ser recriados. Fiz algumas sugestões de reedição de outros modelos antigos, e estão a ser consideradas. Penso, por isso, que teremos material suficiente para os próximos anos. Mas, no futuro… não sei. Começámos, em 1996, a tendência de reeditar relógios antigos, quando o Carrera foi relançado pela primeira vez, e depois lançámos o Monaco, em 1998. A partir daí, muitas outras marcas copiaram a ideia de recuperar modelos antigos; outras não tiveram essa possibilidade porque não têm a história do passado. Este aspecto faz com que estejamos um pouco à parte de outras marcas que não podem fazer o que nós fazemos, o que é também bom para a marca. Sei que estamos a prever a reedição de mais um ou dois modelos antigos, em relação aos quais eu também estou a dar apoio. Mas posso afirmar que ainda há muitas soluções para os próximos anos…

TAG Heuer Monaco
TAG Heuer Monaco, lançado em 2009, uma reedição do modelo icónico de 69. © TAG Heuer

TAG Heuer tornou-se conhecida pela demanda da precisão, mas também pelo seu estilo. Pode dizer-se que, na história, coexistem duas formas de usar os relógios?
Estamos a falar de dois mundos: um ligado à estética e ao estilo, o outro ligado à necessidade de uma contagem muito precisa do tempo. Obviamente, a TAG Heuer também segue a via da precisão desde os seus primórdios, começando pelo Centigraphe, passando pelo primeiro cronógrafo de pulso automático, até à medição do 1/10000º de segundo, algo possível graças a um sistema de documentação apoiado por filmagens que utilizámos na cronometragem das 500 Milhas de Indianápolis. É claro que continuamos, ainda hoje, a trabalhar com empenho, e não parámos a nossa demanda de desenvolver uma medição do tempo cada vez mais precisa porque está no ADN da marca. Fico, ainda hoje, impressionado com o facto de o primeiro instrumento do tempo a medir mecanicamente o 1/100º de segundo ter sido inventado em 1916 pelo meu avô. Se recuarmos no tempo, podemos constatar o impacto que tal cronógrafo terá tido. É inacreditável porque potenciou uma revolução nos domínios da investigação, da ciência, da medicina, dos desportos: de repente, tornou-se possível uma medição do tempo vinte vezes mais precisa! O meu avô deteve essa patente durante 20 anos, sem qualquer concorrência, e fez muito dinheiro dessa forma. Concebemos um instrumento capaz de medir o 1/100º de segundo, que se manteve pioneiro durante 60 anos, até que a tecnologia veio revelar que a electrónica permitia a mesma precisão, de forma mais facilitada. Hoje, a medição de curtos períodos de tempo lê-se digitalmente. Queremos ler curtos períodos de tempo de forma digital porque nos permite uma leitura mais imediata — mas o tempo analógico sente-se, porque temos, primeiro, de pensar antes de lhe ter acesso. O digital para medições de períodos de tempo curtos matou o cronógrafo mecânico enquanto instrumento de cronometragem. É tão simples como isso. De certa forma, acabámos por perder essa vertente. No entanto, seguimos em frente de forma inteligente e soubemos alcançar uma maior precisão de contagem e transformar os cronógrafos mecânicos em objectos de culto.

Carrera Calibre 1887 Jack Heuer
TAG Heuer Carrera Calibre 1887 Automatic Chronograph Jack Heuer, edição comemorativa do 50º aniversário do modelo Carrera. © TAG Heuer

Considera que a procura da precisão mecânica não é uma luta justa em relação à precisão do quartzo digital para uso profissional?
Não iria tão longe porque continuam a existir competições para eleger os relógios mecânicos mais precisos — mas, como efeito comercial, esse factor já não é tão importante como costumava ser. O relógio mecânico tornou-se num status symbol, numa expressão da personalidade, e esse lado manter-se-á. O mais importante num relógio mecânico já não é a precisão: é o visual, o design, a tecnologia, a fidelidade à marca

Em todos os seus anos na indústria relojoeira, o que mais o surpreendeu?
Foi constatar que estava errado no meu julgamento quanto ao sucesso do relógio de quartzo, porque vivi num período em que se lutava constantemente pela precisão e enfrentávamos problemas e constantes queixas em relação à precisão de relógios mecânicos que apresentavam diferenças de 10 segundos por dia. Um minuto de diferença por semana num relógio mecânico era, basicamente, muito bom. E depois surgiram os relógios de quartzo, que vieram mostrar que era possível uma precisão de dois segundos por mês. E pensei: aí está o futuro. Deixei a indústria relojoeira na década de 80, quando o mundo da relojoaria tradicional se desmoronou e o mercado de preços mais acessíveis desapareceu completamente da Suíça. Convém não esquecer que, em 1975, a Suíça tinha uma cota de mercado na ordem dos 25% ou 30% do mercado relojoeiro a nível mundial. Com 200 ou 300 milhões de relógios, e hoje a Suíça concebe 25 milhões, o que representa menos de 2% das necessidades mundiais. Desses, apenas cinco ou seis milhões são relógios mecânicos — menos de 1%. A indústria relojoeira suíça mudou-se para um segmento muito especial que é o mercado relojoeiro de gama alta; foram precisos cerca de 15 a 20 anos para estabelecer a indústria a esse nível exclusivo, um segmento relativamente pequeno, quando comparado com a indústria a nível mundial. O Japão tentou também entrar no segmento da indústria da relojoaria de luxo e nunca o conseguiu, talvez porque as marcas japonesas são relativamente novas. As marcas suíças que sobreviveram durante o período de crise, no final dos anos 70 e início dos anos 80, foram as marcas mais antigas — como a Audemars Piguet, a Patek Philippe — e poucas marcas mais novas sobreviveram — como a Rolex —, porque foram particularmente inteligentes e porque tinham uma particular estrutura de fundação, num altura em que o financiamento estava muito forte e não assim tão frágil. Recordo-me bem desses anos turbulentos, porque eu próprio perdi a minha empresa na altura. Os donos de muitas companhias perderam-nas, muitas companhias familiares como a Longines ou a Breitling. Foram necessários entre 10 e 20 anos para reestruturar toda a indústria relojoeira suíça. Hoje, está muito saudável e é muito mais rentável do que costumava ser, porque os mercados funcionam muito melhor. No meu tempo, uma marca relojoeira investiria, em média, cerca de 5% em marketing e publicidade. Hoje, estamos no mundo da indústria de luxo e investe-se três ou quatro vezes mais, e é por isso que, se eventualmente se verifica alguma recessão, como agora acontece, a indústria relojoeira sobrevive relativamente bem. Os fornecedores são quem sofre mais; a marca sofre um pouco, mas não tão dramaticamente. As marcas mais recentes sofrem bastante porque não têm reservas — na América foi muito duro; menos 5% de exportações no sector dos relógios é brutal. Esta é a maior mudança: a indústria dos relógios de luxo vale, actualmente, cerca de 15 biliões — que é a dimensão da Louis Vuitton como companhia — e todos vivemos deste negócio de luxo, por isso, ninguém tem razões de queixa. Temos de olhar na perspectiva certa da importância que tudo isto tem a nível mundial.

Jack Heuer
Jack Heuer com Niki Lauda e Clay Ragazzoni © TAG Heuer

Ao longo das últimas décadas, conviveu com grandes personalidades do desporto e do espectáculo que foram parceiros da marca. De entre todas essas vedetas, quem é que o fascinou mais?
No meu tempo, fui dos primeiros a estar envolvido no patrocínio de pessoas, a apoiar embaixadores da marca. Tínhamos um acordo com a Ferrari, no qual estava estabelecido que todos os pilotos teriam de usar um relógio nosso. E ao longo desse tempo conheci onze pilotos da Ferrari, alguns dos quais, infelizmente, já cá não estão. Claro que todos eles tinham diferentes personalidades, alguns eram melhores embaixadores e outros menos bons. Mas eram, sobretudo, diferentes em relação aos de hoje, porque não podemos esquecer que nos anos 70 um piloto de competição tinha sempre um pé na sepultura: no sábado à noite, ele não sabia se no domingo à noite estaria a celebrar uma vitória ou se todos estariam a chorar a sua morte, como quase esteve para acontecer com o Niki Lauda. Não sabiam e, por isso, viviam a competição de forma mais intensa do que os pilotos actuais. Tinham personalidades mais fortes. Eram pessoas mais verdadeiras. Hoje, a realidade é diferente: todos os desportistas têm um personal trainer, todas as vedetas têm de ter uma bela namorada, é algo que faz parte do seu status. Antes, os ídolos eram mais genuínos, mais originais e tinham personalidades mais fortes — essa é a maior mudança que encontro relativamente aos dias de hoje.

Jack Heuer
Jack Heuer e Jo Siffert © TAG Heuer

Qual o mais carismático?
Gostei de alguns, mas foi com o Jo Siffert que tive uma maior proximidade, claro. Por um lado, ele era suíço, o que tornava tudo mais fácil, e acabámos por fazer muitas coisas juntos. Voávamos, íamos a festas, eu fui ao casamento dele. Também gostava muito do Clay Regazzoni e do Jacky Ickx, que foi um dos melhores embaixadores que tivemos. O Jacky Ickx colaborou connosco de maneira muito próxima. O Nicki Lauda nem tanto: era um herói no seu próprio país, mas foi um grande embaixador da marca. Estive com ele recentemente num evento em Viena, e foi bastante comovente.

Criou vários ícones da relojoaria, desde o Monaco ao Carrera. Se tivesse de escolher um modelo na história da marca, qual seria?
Um dos meus relógios preferidos é o cronógrafo Carrera em ouro, que ofereci a cada um dos pilotos da Ferrari aquando da nossa parceria com a Scuderia, e que tinha o respectivo nome gravado no fundo. E ainda hoje estamos à procura de um relógio desses para o nosso museu. São muito difíceis de encontrar, uma vez que só existiam onze a nível mundial e um foi roubado, o de Niki Lauda. É um relógio que envolve muitas emoções. Lembro-me de que, uma vez, no Mónaco, o Jacques Villeneuve me convidou para ir até ao seu barco e a mãe dele estava a receber os convidados; quando me aproximei dela, alguém fez o favor de nos apresentar, e ela disse-me «ainda hoje tenho o relógio que o senhor ofereceu ao meu marido, Gilles Villeneuve, e ainda o uso». Vieram-me lágrimas aos olhos nesse momento. Esse modelo tem uma componente sentimental muito forte. O Clay Regazzoni usou-o na sua cadeira de rodas. Por isso, é talvez o meu relógio preferido na história da TAG Heuer.

Jack Heuer
Heuer Carrera © TAG Heuer

Acredita que os automóveis eléctricos, como o Tesla Roadster, que recentemente se associou à TAG Heuer para uma volta ao mundo na iniciativa Odyssey of Pioneers (Odisseia dos Pioneiros), serão, em breve, também adoptados pelas competições automóveis?
Eventualmente, sim, isso poderá vir a suceder. No entanto, não me parece que seja algo que vá acontecer assim tão rapidamente. Grande parte do ambiente e da excitação que se vive numa corrida é proporcionada pelo ruído das acelerações. A partida de uma corrida de Fórmula Um vive do ruído. Provavelmente, no futuro, as coisas modificar-se-ão, mas já cá não estarei para ver. ET_simb

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