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O tamanho certo

Qual é o tamanho ideal para um relógio? A resposta é subjetiva e sujeita a múltiplas variantes, desde o tipo de relógio até à sua arquitetura, sem esquecer obviamente o tamanho do pulso — para além da tendência do momento. E no presente milénio tem havido uma oscilação no que diz respeito ao tamanho médio.

François-Paul Journe Octa Divine
O Octa Divine de 42mm da F.P. Journe tem uma diâmetro considerável mas ‘veste’ de maneira elegante no pulso | © Paulo Pires / Espiral do Tempo

Desde a transição do milénio que se tem assistido ao cambiar de várias tendências relativas ao tamanho dos relógios. Primeiro houve a adesão quase maciça aos relógios sobredimensionados, aproveitando a forte influência da Panerai e do Royal Oak Offshore da Audemars Piguet no final da década de 90. Depois, ao longo da última década, e com o regresso em força das reedições/reinterpretações de modelos históricos e a explosão do mercado vintage, verificou-se um regresso a tamanhos mais pequenos e espessuras menores. Atualmente parece estar a despontar novamente um movimento relativamente a versões ligeiramente maiores — já se sabe que a moda funciona em ciclos e contra-ciclos…

Dois pulsos com relógios Akrivia.
Dois exemplos de caixas da Akrivia: o Chronomètre Contemporain Rexhep Rexhepi clássico de 38mm e o AK-06 contemporâneo de 41mm | © Paulo Pires / Espiral do Tempo

Na definição de um hipotético tamanho ideal, há que tem em conta a importância da ‘personalidade’ do relógio: os mais desportivos podem ser maiores, os mais clássicos devem ser mais contidos. Atualmente, os tamanhos considerados mais aceitáveis para um homem situam-se entre os 34 e os 46 centímetros de diâmetro; no entanto, é necessário ter em atenção que o tamanho de um relógio pode ser despropositado face ao tamanho da pessoa e do seu pulso.

Relógio Tudor Black Bay 36mm num pulso de uma senhora e no pulso de um homem,
O Tudor Black Bay 36mm apresenta um formato midsize acessível aos pulsos femininos e agrada aos homens que preferem um relógio de tamanho vintage | © Paulo Pires / Espiral do Tempo

Obviamente, os diâmetros oficiais indicados pelas marcas podem ser enganadores porque na maior parte dos casos o tamanho está mais ligado à arquitetura do relógio do que propriamente à caixa ou mostrador. O tipo de design é fundamental: no caso de uma caixa tradicional, o tamanho das asas contribui grandemente para a perceção do volume no pulso e de como o relógio é encarado visualmente; no caso de uma estrutura de design integrado, em que a correia fica diretamente acoplada à caixa, qualquer peça mais sobredimensionada pode assentar bem até num pulso mais estreito.

Dois modelos Favre Leuba Harpoon. Um num pulso feminino e outro num pulso masculino.
A caixa típica da Favre Leuba em duas execuções: numa poderoso versão de mergulho Raider Harpoon de 46mm e num modelo feminino Raider Seabird 34mm | © Paulo Pires / Espiral do Tempo

Nos últimos tempos tem-se dado especial atenção à ergonomia das chamadas caixas tradicionais, com vários relógios clássicos tradicionais ou ícones da relojoaria a sofrerem uma atualização que quase não se vê mas que se torna particularmente efetiva no pulso. Para uma escolha mais estruturada, e apesar de os gostos serem subjetivos, eis alguns conselhos alicerçados em diversos parâmetros a considerar aquando da aquisição de um relógio:

1 | Arquitetura

Um pulso aguenta melhor um relógio de design integrado de grandes dimensões do que o tamanho equivalente de uma caixa tradicional com asas para a correia. A ergonomia também é determinante.

Cvstos Challenge Chrono 3
A arquitetura moderna do Custos Challenge III Chronograph-S, com caixa tonneau e asas curtas | © Paulo Pires / Espiral do Tempo
Relógio Franck Muller Heart
Versão feminina do Franck Muller Vanguard: a caixa é ergonómica e dispensa asas tradicionais | © Paulo Pires / Espiral do Tempo

2 | Altura

Se a pessoa é de elevada estatura, os relógios grandes afiguram-se como sendo os mais indicados; em casos de baixa estatura, aconselham-se tamanhos médios. O segredo está na proporção.

Pormenor do jaeger-LeCoultre Master GrandeTradition Grand Complication
A maior espessura de um relógio pode ter a ver com a acumulação de complicações várias ou com a utilização de um calibre automático genérico | © Paulo Pires / Espiral do Tempo

3 | Espessura

Para pessoas de pulsos estreitos ou estrutura óssea mais fina, o uso de relógios grandes pode revelar-se desconfortável e fará com que os pulsos pareçam ainda mais pequenos.

Rolex Explorer I_Rolex Explorer II
O Explorer da Rolex, com o seu mostrador único preto e caixa de 39mm; o Explorer II apresenta uma caixa de 42mm e a sua versão de mostrador branco parece maior do que a de mostrador preto | © Paulo Pires / Espiral do Tempo

4 | Cor

Relógios dotados de um mostrador preto ou escuro aparentam ser mais pequenos do que na realidade são; o inverso aplica-se aos relógios com mostradores claros.

jaeger-LeCoultre Reverso Joallerie_Chopard Happy Diamonds
Dois exemplares femininos: o Reverso da Jaeger-LeCoultre numa versão mais pequena da sua caixa retangular e a variante oval do Chopard Happy Diamonds | © Paulo Pires / Espiral do Tempo

5 | Vocação

Relógios de diâmetro especialmente grande (a partir dos 42 mm) apresentam um carácter mais desportivo e assentam melhor em mangas curtas ou arregaçadas; quando usados com punhos apertados, fatos ou blusões podem tornar-se inconvenientes.

Graham Chronofigther Bronze
O Chronofighter Vintage Bronze da Graham é um relógio pensado para um tamanho substancial e o módulo da coroa com alavanca do cronógrafo torna-o mais volumoso lateralmente | © Paulo Pires / Graham

6 | Visibilidade

Em casos de problemas de visão, é sempre preferível optar por mostradores de maiores dimensões que tornem a leitura mais fácil.

Panerai_IWC Chronograph
A Panerai contribuiu para a moda dos relógios sobredimensionados no final da década de 90, enquanto a linha Portugieser da IWC nasceu ‘grande’ nos anos 30 porque os clientes portugueses queriam um modelo dotado de mecanismo de relógio de bolso | © Paulo Pires / Espiral do Tempo

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