O relógio de pulso como precursor da dependência dos smartwatches, um olhar sobre as manufaturas de mecanismos e 25 micro-marcas a reter

E regressamos às nossas propostas semanais de leitura, com três interessantes artigos que se focam em diferentes temas – um artigo sobre manufaturas de movimentos, entre as históricas ETA e Sellita e as alternativas asiáticas; um artigo mais personalizado que reflete de forma original sobre o modo como o relógio de pulso poderá ser encarado como um precursor da dependência dos smartphones, mas, ao mesmo tempo, também a receita para a cura desta dependência; e, por fim, uma lista de 25 micro-marcas de relojoaria que vale a  pena ter debaixo de olho.

 1. A Technical Perspective Alternatives to Off-the-Shelf Swiss ETA and Sellita Movements, with Seagull, Seiko and Miyota

No âmbito da relojoaria contemporânea, algumas marcas têm capacidade para desenvolver e criar os seus próprios mecanismos, enquanto outras ancoram a sua produção em mecanismos fornecidos por manufaturas externas, numa perspetiva de outsourcing cujos nomes mais conhecidos são as manufaturas suíças ETA e Sellita. Numa análise bem esclarecedora, Erik Slaven, do site Monochrome aborda produtores asiáticos de calibres que são alternativas fiáveis às manufaturas suíças como resposta ao número crescente de marcas que procuram oferecer relógios mecânicos a preços acessíveis. Um artigo obrigatório  para compreender melhor o atual estado de coisas e esclarecer alguns mitos associados à criação relojoeira.

2. The wristwatch is a precursor of smartphone addiction—and possibly its cure

Às vezes, as nossas pesquisas pelo Google levam-nos ao encontro de artigos inesperados, mas que nos fazem pensar. Desta vez, tendo em conta a mais recente edição da “Espiral do Tempo, unimos as palavras ‘wristwatches’ and ‘dreams’ e o resultado foi uma série de entradas que respondiam mais ou menos ao que procurávamos. Entre elas, estava um título bem sugestivo: “The wristwatch is a precursor of smartphone addiction—and possibly its cure” da autoria de Gail Cornwall. O artigo é longo e contador de histórias e de experiências pessoais, mas, acima de tudo, leva-nos numa viagem no tempo que vai desde a infância da autora até aos dias de hoje, passando por alguns aspetos históricos e implicações sociais da evolução da relojoaria: o mais giro é perceber como já no século XIX alguns afirmavam que os relógios se intrometiam na vida das pessoas tornando-as dependentes do tempo, num paralelo que a autora faz com os smartphones. Entretanto, atualmente, para Gail Cornwall, o relógio é hoje sinónimo de privacidade, de contemplação e de liberdade também.

3. Here are 25 of the Best Boutique Watch Companies You Should Know About

Tendo como base um artigo de James Stacey, site da Gear Patrol apresenta uma lista de 25 micro-marcas de relógios que vale a pena conhecer ou conhecer melhor. E o que são micro-marcas? De acordo com a definição apresentada uma micro-marca é uma marca independente, muitas vezes conduzida por uma só pessoa ou por uma equipa de poucas pessoas, que produz relógios em pequenos lotes, a uma média de várias centenas a vários milhares por ano, que muitas vezes recorre a fornecedores externos para produzir uma parte significativa dos seus relógios e põem de lado intermediários recorrendo à venda online e apostando na relação direta com o consumidor. Importa salientar que nesta abordagem a ideia é apresentar marcas consideradas de qualidade e que têm feito a diferença e não outras marcas que têm vindo a proliferar, mas que depois acabam por não vingar.

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