Maurice Lacroix Pontos S Diver: um desafio à altura

Fomos desafiados a experimentar o Pontos S Diver da Maurice Lacroix e com ele passámos algum tempo. Não demos tréguas ao relógio e a verdade é que ficámos agradavelmente surpreendidos. Entre fotografias e algumas considerações, aqui fica o resultado da nossa experiência.

Um desafio para cada relógio ou um relógio para cada desafio?

Cada relógio é, por si só, um desafio fotográfico, sobretudo quando se trata de um test drive. Conheço profundamente todos os meus relógios: os ângulos, os pontos fortes, os riscos já conquistados e até as suas pequenas imprecisões de marcha. Mas quando o relógio é novo, o ponto de partida é absoluto: zero.

Três imagens mostram um relógio com bracelete laranja usado no pulso, na praia e em contexto urbano.
O Maurice Lacroix Pontos S Diver a ser desafiado nos mais diversos contextos | Fotos: José Zenha

Não há histórias para contar, não há vivências, não existem afetos nem apegos. O relógio chega tão despido de vida quanto de riscos. E é precisamente aí que reside o desafio. Um papel em branco é uma tela por preencher. As histórias começam a ser escritas rapidamente, em pouco tempo e com pouco tempo, mas têm de ser dignas do relógio que as irá contar. É nesse momento que a ideia se torna mais clara: um relógio para cada desafio.

O Maurice Lacroix Pontos S Diver é, como o nome indica, um diver. Mas um diver não é um relógio exclusivamente subaquático. Ao reunir as caraterísticas técnicas que o habilitam à prática de mergulho (incluindo, estanqueidade superior a 200 metros, luneta rotativa unidirecional, mostrador e ponteiros luminescentes, caixa robusta em aço e bracelete resistente), este tipo de relógios transmite-nos algo de fundamental: confiança. Confiança para enfrentar o quotidiano, os imprevistos e qualquer atividade física que surja pelo caminho.

Imagem do mar com o horizonte em tons laranja
Depois de uns dias mais cinzentos, o tão aguardado momento de mergulho com o Pontos S Diver no pulso | Foto: José Zenha

Se o test drive anterior que fizemos revelou-se um convite à evasão e a férias em cenários paradisíacos, o Pontos S Diver afirma-se como um relógio de espírito mais urbano, mas com uma forte componente desportiva. Combina uma arquitetura de caixa e bracelete sólida com um mostrador claramente inspirado nos primeiros relógios concebidos para uso em meio aquático. Foi precisamente esta dualidade que me levou a testá-lo em dois ambientes exigentes e que fazem sempre parte da minha vida: na rua e no mar.

Imagem dividida mostrando um relógio com bracelete laranja pousado numa superfície azul desgastada e o mesmo modelo no pulso de uma pessoa com a mão no bolso.
O Pontos S Diver tem uma personalidade versátil e a bracelete laranja veio oferecer um toque de mais descontraído aos dias nostálgicos de outono | Fotos: José Zenha

Como qualquer pai de família, tenho uma vida pessoal e profissional intensa, pelo que acaba por ser na atividade física que encontro o equilíbrio. Por isso, este relógio foi ideal para me acompanhar tanto em terra, como em pleno oceano. Experimentei-o, assim, durante o passado mês de novembro e, com o inverno a aproximar-se, o primeiro obstáculo foi encontrar condições favoráveis, não só para o desporto, mas também para a fotografia.

1. O dilema

O Pontos S Diver afirma-se como um relógio de espírito mais urbano, mas com uma forte componente desportiva | Foto: José Zenha
O Pontos S Diver afirma-se como um relógio de espírito mais urbano, mas com uma forte componente desportiva | Foto: José Zenha

Num test drive, a primeira questão é inevitável: qual o teste, onde e quando? Sendo um diver, o ambiente aquático seria obrigatório. Precisaria de ondas e de uma manhã solarenga. No entanto, as previsões não ajudavam: mar desordenado, chuva constante e uma janela de tempo a fechar-se rapidamente. Sem condições ideais para surfar, os testes tinham de começar. Era tempo de pensar num Plano B.

2. O Plano B

Três imagens mostram um relógio usado no pulso num túnel iluminado a azul, com ambiente urbano noturno.
Em ambiente mais urbano, durante uma corrida matinal | Fotos: José Zenha

Um relógio de mergulho não vive apenas na água. O Plano B foi a corrida, o meu Desporto B. Durante a semana, é na corrida que encontro o complemento físico e mental para os meus dias. Na prática de corrida, para mim é ideal que um relógio cumpra requisitos como luneta rotativa para registar tempos intermédios, estanqueidade e bracelete em cauchu para resistir à chuva e transpiração, ergonomia e conforto que não desviem o foco da performance.
O Pontos S Diver reúne todas estas caraterísticas.

3. Let the Games Begin

Sexta-feira, final de novembro. O despertador toca às 5h30. Está frio, mas a chuva deu tréguas. A cidade ainda dorme. Os semáforos e candeeiros refletem-se no asfalto molhado. Ajusto a luneta interna para marcar o início da corrida. Conforto e legibilidade? Nota máxima.

Relógio Maurice Lacroix em ambiente urbano no pulso de uma pessoa a correr
Bem cedo pelas ruas da cidade | Fotos: José Zenha

O silêncio amplifica os passos e a respiração, e o tempo passa, literalmente, a correr. Entre paragens e poses pouco elegantes (o preço de fotografar relógios em movimento…), tentei captar as formas, os reflexos e a riqueza das superfícies escovadas e polidas. No que diz respeito a pormenores, a arquitetura da caixa surpreende e, no conjunto, transmite robustez e harmonia. O sol começa a nascer. Aproximam-se as 7h00. É hora de regressar à rotina.

4. O apelo da praia e do mar

Imagem dividida ao meio mostrando, à esquerda, um relógio no pulso de uma pessoa submersa na água com bolhas e, à direita, um relógio desportivo com bracelete laranja pousado sobre uma mola metálica.
Como peixe na água, o relógio esteve à altura do desafio que as ondas do mar representam | Fotos: José Zenha

Depois da tempestade, veio a bonança. O vento rodou para leste, o céu acabou por limpar e o mar organizou-se. Depois de um tempo, o universo alinhou-se para que o Pontos S Diver pudesse ser finalmente testado no seu habitat natural.

Alguns dias depois, numa manhã gelada já de inverno, mergulhei no mar quase como num ritual de crioterapia. No oceano, perco-me e reencontro-me e o tempo deixa de ter contornos definidos. Por isso, levo sempre um relógio comigo. No mar, a confiança no equipamento é essencial. Como o mar pode ser imprevisível e implacável, convém que o equipamento seja resistente, da prancha ao leash, do fato isotérmico ao relógio de pulso.

Conjunto de três imagens na praia ao pôr do sol: pessoa com fato de neoprene dentro de água com relógio no pulso, detalhe de mão com barbatanas na areia e braço estendido sobre o mar com gotas de água.
Depois de umas semanas na cidade, o relógio foi finalmente dar uns mergulhos | Fotos: José Zenha

Com mais de 35 anos de fascínio pelo bodyboard, o meu equipamento é criterioso. O Pontos S Diver era o elemento novo, o fator surpresa.
Se a robustez e a fiabilidade confirmaram tudo o que se espera de um instrumento profissional, foi o conforto, a legibilidade e a integração com o meio aquático que realmente me surpreenderam. Tanto dentro, como na parte de fora do fato, o relógio assentou de forma exemplar. A leitura foi irrepreensível. A ligação com o mar, quase hipnótica. Ali tudo fazia sentido.
Para mim, pelas experiências que tive, o Maurice Lacroix Pontos S Diver revelou-se um verdadeiro tool watch.

5. De volta à cidade

Imagem composta por duas fotografias lado a lado mostrando um homem ao ar livre com um relógio desportivo de bracelete laranja no pulso.
Em dezembro, os tons dourados convidaram a passeios e a mais fotografias, claro | Fotos: José Zenha

Num fim de tarde dourado de dezembro, o regresso à cidade permitiu apreciar com mais calma as linhas, as sombras, os brilhos e os detalhes. Destacam-se o mostrador texturado, a geometria do ponteiro dos segundos, o anel laranja metalizado da coroa da escala de mergulho, a forma cilíndrica da caixa, a integração com a bracelete de cauchu e a robustez da fivela.
Pormenores que fazem do relógio uma presença marcante no pulso e uma competência inequívoca, mesmo em cenários extremos e mesmo que tenha usado uma bracelete cor de laranja, de espírito marcadamente desportivo.

Imagem composta por duas fotografias lado a lado de um homem ao ar livre com um relógio desportivo de bracelete laranja no pulso, iluminado pela luz do sol.

Muitos pormenores, desde a textura do mostrador, ao ponteiro dos segundos, passando pelo anel laranja da coroa da luneta interior de mergulho | Fotos: José Zenha

6. Conclusão

Depois de experiências tão diversas e de tão variadas condições, posso dizer que, durante o tempo que passou comigo, o Maurice Lacroix Pontos S Diver destacou-se pela robustez, conforto, legibilidade e versatilidade. Competente no mar, irrepreensível na cidade e confortável em qualquer contexto, parece-me um relógio pensado para quem exige o melhor desempenho, sem abdicar de caráter e identidade. No fundo, trata-se de um relógio preparado para os mais diversos desafios, seja em contexto urbano e tranquilo ou em ambiente desportivo.

Detalhe do mostrador preto texturado do Maurice Lacroix Pontos S Diver
A textura do mostrador preto permite salientar as indicações, os ponteiros e os pormenores cor de laranja | Foto: José Zenha

Algumas caraterísticas técnicas:

Maurice Lacroix
Pontos S Diver
Referência | PT6248-SS00L-330-J
Ano de lançamento | 2023

Maurice Lacroix Pontos S Diver | Foto: Maurice Lacroix
Maurice Lacroix Pontos S Diver | Foto: Maurice Lacroix

Movimento | Mecânico de corda automática Calibre SW200-1 a de base Sellita SW. 28.800 alt/h. 38 horas de reserva de marcha.
Mostrador | Preto com textura areada. Indexes banhados a ródio e com Super-LumiNova branca. Ponteiros de dos segundos e dos minutos banhados a ródio e com extremidade cor de laranja. Escala de mergulho numa luneta interna unidirecional, controlada pela coroa localizada às 2 horas.
Funções | Horas, minutos e segundos. Data às 6 horas.
Caixa Ø 42 mm | Aço com acabamento escovado e polido. Espessura: 13 mm. Coroa de rosca. Vidro de safira com revestimento antirreflexo duplo. Fundo com gravação especial.Estanque até 300 metros.
Bracelete | Borracha cor de laranja com a inscrição ‘Maurice Lacroix’ e sistema de troca fácil. Fivela em aço.
Preço anunciado em Portugal | 2.300 €




 


 

 

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