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Um Rolex Oyster Paul Newman comprado por 345,97 dólares em 1974 (e a surpresa do seu valor atual…)

Um veterano da Força Aérea norte-americana encomendou em 1974 um Rolex Oyster Cosmograph Daytona Paul Newman por 345,97 dólares que lhe chegou às mãos no ano seguinte. Mais de quatro décadas depois, resolveu submetê-lo a avaliação no programa Antiques Roadshow para saber qual o seu valor atual. A surpresa foi bem grande.

Foto de entrada: Antiques Roadshow

São quase sete minutos da programa Antiques Roadshow que valem mesmo a pena e que apresentam o momento em que um veterano da Força Aérea norte-americana resolveu submeter a avaliação o seu Rolex Oyster Cosmograph comprado em 1974 por 345,97 dólares com 10% de desconto. A ideia era saber o seu valor.

O homem conta que encomendou o relógio através da base da Força Aérea em novembro de 1974 e que comprou um Rolex porque, além de se ter apercebido que muitos pilotos usavam relógios da marca suíça, quando mudou de base começou a fazer mergulho e sabia que os relógios dessa marca tinham fama enquanto relógios de mergulho. O seu Rolex Oyster Cosmograph acabaria por lhe chegar às mãos em abril do ano seguinte. Ao vê-lo, o veterano considerou que o relógio era demasiado bom para ser usado no mar, por isso, em vez de o usar, guardou-o num cofre durante quase 40 anos. De vez em quando, dava uma olhadela para ver se estava tudo bem. E foi assim que este Rolex chegou aos nossos dias num incrível estado de conservação.

Mas há mais, o Rolex Oyster Cosmograph protagonista deste episódio estava acompanhado de todos os papéis de garantia, do estojo original, dos recibos de compra, das brochuras do modelo e das caixas que acondicionavam a encomenda. E há ainda um detalhe que faz toda a diferença: o fundo do relógio ainda tinha o autocolante original com a referência do relógio.

Peter Planes, o avaliador do programa, acaba por referir que se trata de um Rolex Daytona Paul Newman, referência 6263, avaliando-o em cerca de 400.000 dólares. Mas o estado de conservação deste exemplar permite uma avaliação ainda superior entre os 500.000  e os 700.000 dólares. Uma grande surpresa para o proprietário desta raridade porque, afinal, segundo o avaliador, trata-se de «um dos mais raros modelos Daytona Paul Newman», distinguindo-se por incluir a referência ‘Oyster no mostrador’ entre as referências ‘Rolex’ e ‘Cosmograph’ e botões de rosca do cronógrafo, para melhor estanqueidade. «Não me parece que exista outro exemplar no mundo em melhor estado do que este.» refere.

O Rolex Cosmograph Daytona

«Lançado em 1963, o Rolex Cosmograph deve a sua designação ao fervor que à época rodeava a ideia da exploração espacial. Mas, tratando-se de um cronógrafo, o apelo do desporto automóvel levou a que o modelo fosse batizado inicialmente com o nome Le Mans, e logo a seguir com a designação Daytona, que ainda hoje perdura, devido ao envolvimento da Rolex nas provas do Daytona International Speedway» refere Carlos Torres. «Entre o início da década de 90 e o ano 2008, quem ambicionasse possuir um Rolex Daytona em aço, seria confrontado com uma lista de espera de pelo menos três anos. Um efeito que, curiosamente, teve início assim que a marca deixou de anunciar o modelo em aço, tornando-o em fonte de fascínio. Os mais raros são hoje os produzidos na versão original, entre 1961 e 1987, com as referências 6238, 6239, 6240, 6241, 6262, 6263 [referência do relógio que foi avaliado neste episódio, portanto], 6264 e 6265.»

Mas vale a pena dar uma vista de olhos ao dossier especial que publicámos há uns anos na Espiral do Tempo para saber mais sobre as especificidades dos Rolex designados ‘Paul Newman’.

Este episódio de Antiques Roadshow foi emitido na passada segunda-feira, dia 27 de janeiro.

Fica a nossa sugestão para uns minutos bem passados:

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