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Reino Unido: os números antes do Brexit

Antes do Brexit, a Companies House, a entidade que monitoriza e regista a atividade das empresas no Reino Unido, divulgou os resultados dos 10 maiores grupos relojoeiros nesse importante mercado. As vendas cresceram 9% no ano fiscal de 2017-2018. E a Rolex lidera, destacada. Números que servem como base de reflexão, já que ninguém sabe que regras se aplicarão nos próximos meses às relações comerciais entre a União Europeia e o Reino Unido. A indústria relojoeira da Suíça está fora da UE, mas também está apreensiva com os danos colaterais que poderão resultar de um não-acordo.

Antes do Brexit, a Companies House, a entidade que monitoriza e regista a atividade das empresas no Reino Unido, divulgou os resultados dos 10 maiores grupos relojoeiros nesse importante mercado. As vendas cresceram 9% no ano fiscal de 2017-2018. E a Rolex lidera, destacada. Números que servem como base de reflexão, já que ninguém sabe que regras se aplicarão nos próximos meses às relações comerciais entre a União Europeia e o Reino Unido. A indústria relojoeira da Suíça está fora da UE, mas também está apreensiva com os danos colaterais que poderão resultar de um não-acordo.

São números confortáveis para a indústria relojoeira num cenário de pré-Brexit. As 10 maiores empresas desse setor registadas no Reino Unido (Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte) aumentaram em 9% as suas vendas no ano fiscal de 2017-2018. Para se ter uma ideia da importância deste mercado a WatchPro refere que entre 2010 e 2018 as vendas da dezena de maiores empresas do setor cresceram dos 547 milhões de libras (cerca de 625 milhões de euros) para os 1,1 biliões de libras (1,25 mil milhões de euros). A grande parte dessas receitas provém da venda de relógios a distribuidores.

A Rolex surge como a líder indisputável neste grupo de grandes empresas, continuando sempre a aumentar a sua hegemonia. As suas vendas em 2017 atingiram os 329 milhões de libras, o que representa 29% do 1,1 biliões de libras de receitas de vendas desse grupo. Mais do que isso: a Rolex cresceu 23% em vendas no último ano fiscal. Já a Patek Philippe, que surge em segundo lugar, aparece com um crescimento de 9%. O único grupo que cresceu mais do que a Rolex neste top 10 foi o Richemont, com um salto de 30% para 143 milhões de libras. Este número não inclui a Cartier, que no Reino Unido aparece como empresa autónoma (e com contas separadas) do grupo a que pertence. Entre a dezena de maiores empresas, sete aumentaram as vendas num ano que foi comparado ao de 2016-17, quando, devido ao referendo onde o Brexit saiu vencedor, a libra esterlina depreciou, o que foi uma vantagem competitiva face a outros países da União Europeia em termos de preços dos relógios.

Segundo os dados de 2017-18 só três empresas tiveram um declínio de vendas: o grupo Fossil, a Time Products e a Breitling. Assim a lista das 10 maiores empresas apresenta os seguintes dados: no primeiro lugar surge a Rolex, com 29% do mercado neste top 10, e receitas de 329 milhões de libras; em segundo está a Patek Philippe (14% do mercado e receitas de 155 milhões de libras); em terceiro apresenta-se o grupo Richemont (142 milhões de libras de vendas e 13% do mercado); em quarto a LVMH Watch & Jewellery (99 milhões de libras com um crescimento de 9% e uma quota de mercado de 9%); em quinto o setor de relógios do grupo Fossil (92 milhões de libras – uma queda de 7% – e 8% de quota); em sexto surge o grupo Swatch com receitas de 85 milhões de libras (aumento de 4%) e uma quota de 8% do mercado; em sétimo apresenta-se a Seiko com receitas de 77 milhões (mais 6%) e uma quota de 7%; em oitavo surge o setor de relógios da Cartier, com 57 milhões de receitas (mais 10%) e uma quota de 5%; em nono vem a Time Products, com 45 milhões de receitas (queda de 34%) e 4% do mercado; e a fechar o grupo, e em 10º, vem a Breitling com 40 milhões de receitas (menos 6%) e uma quota de 4%.

Resta agora saber como evoluirá no mercado nos próximos meses. Com ou sem acordo sobre o Brexit.

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