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Relógio do Ano: primeiras escolhas

Em Varsóvia | Já começaram a ser eleitos os melhores relógios de 2018 um pouco por esse mundo fora. A escassos dias do Grand Prix d’Horlogerie de Genève, aqui fica a seleção dos Relógios do Ano na já tradicional cerimónia ocorrida em Varsóvia. Com a presença de uma velha glória do futebol português e um triplete da A. Lange & Söhne…

“Plus ça change, plus c’est la même chose”.

Os anos sucedem-se e a partir do mês de outubro multiplicam-se as eleições de relógios do ano em diversos pontos do planeta, sendo que o ponto alto é a cerimónia do Grand Prix d’Horlogerie de Genève que se irá realizar no Théâtre du Léman a 9 de novembro. A Espiral do Tempo vai estar lá, como esteve representada (enquanto parte integrante do júri) na já habitual cerimónia do Relógio do Ano realizada no palácio Sobanski, em Varsóvia. Este ano na companhia de um convidado muito especial: Ricardo Sá Pinto, antiga glória do Sporting Clube de Portugal e da seleção portuguesa de futebol, e atual treinador da maior equipa polaca – o Legia de Varsóvia.

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A plateia preparada para o arranque da cerimónia no Palácio Sobanski. Ricardo Sá Pinto à direita. © Marcin Klaban

A cerimónia consagrou Edouard Meylan, CEO da H. Moser & Cie., como vencedor do Prémio Especial do Júri e sobretudo o Triple Split da A. Lange & Söhne como Relógio do Ano.

O Triple Split e o troféu que representa o Grand Prix: o vencedor dos vencedores. © Marcin Klaban
O Triple Split e o troféu que representa o Grand Prix: o vencedor dos vencedores. © Marcin Klaban

Já se sabe que, anualmente, centenas de novos modelos são submetidos ao escrutínio de especialistas no âmbito das várias eleições destinadas a promover os melhores exemplares da temporada relojoeira. As iniciativas são muitas e de regulamentação diversa, sendo extremamente difícil afirmar que um determinado relógio é mesmo o melhor porque ele insere-se sempre num contexto que faz com que uma tal consagração seja relativa e subjetiva. Há que considerar o preço, o tipo de relógio, a complexidade inerente, a vocação por trás da sua concepção e até mesmo o género. Para mais, os múltiplos sufrágios regem-se por parâmetros diferentes e contam com júris distintos, mas tudo vai dar à consagração dos melhores – mesmo que não raras vezes os melhores modelos não tenham sequer oportunidade de serem eleitos porque em várias dessas iniciativas a eleição está vinculada à inscrição dos relógios pelas próprias marcas no concurso. É o caso do Grand Prix d’Horlogerie de Genève, mas não o da iniciativa de Relógio do Ano na Polónia.

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Os troféus, elaborados à mão, são talvez os mais bonitos de todos os prémios anuais. © Marcin Klaban

Na eleição do site de referência local conduzido pelos nossos colegas Tomasz Kieltyka e Lukasz Doskocz (o CH24.pl), a escolha é completamente livre e fica ao critério dos jurados – que começam por apresentar uma longa lista dos seus favoritos em cada uma das categorias, estabelecendo-se depois um top 10 e finalmente um top 5 com os finalistas, de onde sai o vencedor. Finalmente, há uma votação entre os vencedores nas várias categorias para escolher o relógio do ano; paralelamente, escolhe-se também o destinatário do ‘Prémio Especial do Júri’. A organização convida sempre os membros internacionais do júri (para além de mim, enquanto representante da Espiral do Tempo, a germano-americana Elizabeth Doerr, o dinamarquês Kristian Haagen, o holandês Frank Geelen e o checo Jan Lidmanski) para a gala da entrega de prémios, embora por ocupação profissional nem sempre todos possam estar presentes.

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Parte do júri: Kristian Haagen, Miguel Seabra, Magda Pielkarska, Tomasz Kieltyka, Jan Lidmansky, Jakob Szymanski e Lukasz Doscocz. © Marcin Klaban

No que me diz respeito, fiz questão de convidar para a cerimónia o ‘Mister’ Ricardo Sá Pinto por ser atualmente o português mais famoso da Polónia e devido a uma amizade de muitos anos que começou no ténis quando ele era ainda um teenager e também por ser um apreciador de relógios – tendo na sua coleção vários modelos de destaque da Rolex, IWC e Franck Muller, entre outros.

Antes da cerimónia, com Ricardo Sá Pinto e o mais recente exemplar da Espiral do Tempo. © Macin Klaban
Antes da cerimónia, com o ‘Mister’ Ricardo Sá Pinto e o mais recente exemplar da Espiral do Tempo. © Marcin Klaban

E foi novamente no Palácio Sobanski que se procedeu a uma cerimónia que, a partir de um conjunto de 60 finalistas, teve como vencedores em cada categoria os seguintes relógios: o A. Lange & Söhne 1815 Homage to Walter Lange na categoria de ‘Relógio Clássico’, o Bvlgari Octo Finissimo Tourbillon Automatic na de ‘Relógio Inovador’, o Rolex GMT-Master II (dito ‘Pepsi’) na de ‘Relógio Desportivo’, o A. Lange & Söhne Triple Split na categoria de ‘relógio Complicado’, o Cartier Révélation d’une Panthère na de ‘Relógio de Senhora’ e o Certina DS PH200M na de ‘Relógio Acessível’ (até 3000 euros).

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Campeão no pulso: o poderoso A. Lange & Söhne Triple Split, que ganhou o troféu de Relógio Complicado e também o de Relógio do Ano. © Miguel Seabra / Espiral do tempo

Para além das categorias pré-definidas dependentes da seleção do júri, o Tissot Seastar 1000 Automatic ganhou o Prémio do Público através de uma votação exclusivamente online. No final, o Triple Split arrebatou também o Grand Prix de Relógio do Ano, o que fez com que a Lange & Söhne somasse um belo hat-trick. Quanto ao Prémio Especial do Júri, destinado a celebrar uma iniciativa ou individualidade, foi atribuído a Edouard Meylan. O Jovem CEO da H. Moser & Cie. tem-se destacado pelo modo irreverente e imaginativo de comunicar, para além de promover incondicionalmente a arte relojoeira ao mais alto nível e o Swiss Made… tanto que deixou de colocar essa designação nos seus relógios por não se considerar no mesmo patamar de outras marcas que colocam essa designação porque a permissividade da atual legislação lhes permite, mesmo que mais de metade das componentes de um relógio seja feita fora da confederação helvética.

A Espiral do Tempo com Edouard Meylan e o seu Prémio Especial do Júri. © DR
A Espiral do Tempo com Edouard Meylan e o seu Prémio Especial do Júri. © DR

Cada elemento do júri entregou um prémio e coube-me distinguir o Octo Finissimo Tourbillon Automatique, mais um notável modelo Octo Finissimo da Bvlgari – com design de Fabrizio Buonamassa adaptado do traçado original Octo de Gerald Genta e um recorde de espessura para um turbilhão automático. Estando Fabrizio Buonamassa no México e o CEO Jean-Christophe Babin (ex-CEO da TAG Heuer) também indisponível, esteve presente o responsável de marketing Fabio Monti – e aquando da entrega do galardão chamei Ricardo Sá Pinto ao palanque para me acompanhar na já tradicional selfie.

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Com Fabio Monti e Ricardo Sá Pinto após a entrega do Prémio Inovação. © Marcin Klaban

Tradicional porque… já faz parte da cerimónia, de tal modo que Marcin Klaban, o excelente fotógrafo de serviço, está sempre bem atento para capturar o momento. Nos anos anteriores, esse momento aconteceu na companhia dos irmãos Tim e Bart Grönefeld em 2016 (ganharam o Prémio de Relógio Clássico e de Relógio do Ano com o seu Grönefeld 1941 Remontoire) e com Marco Borraccino e Jean-Marc Wiederrecht em 2017 (ganharam o Prémio de Inovação e de Relógio do Ano com o seu Singer Reimagined Chronograph com movimento AgenGraphe).

'Watchelfie': a tradicional selfie anual no Palácio Sobanski. © Marcin Klaban
‘Watchelfie’: a tradicional e obrigatória selfie anual no Palácio Sobanski. © Marcin Klaban

Depois da cerimónia houve também o igualmente tradicional ‘Watch Haka’ do júri e momentos de confraternização – e também de celebração, com Florian Kleinsteuber, responsável de marketing da A. Lange & Söhne, particularmente feliz com o triplete alcançado.

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Florian Kleinsteuber, em representação da A. Lange & Söhne, visivelmente contente com o hat-trick alcançado pela manufatura germânica. © Marcin Klaban

A fotografia da praxe com os vencedores e respetivos troféus.

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Os representantes das marcas dos relógios vencedores. © Marcin Klaban

Para concluir, aqui ficam os relógios que atingiram a condição de finalistas em todas as categorias a concurso:

Relógio Clássico

Tributo vencedor: o A. Lange & Söhne 1815 'Homage to Walter Lange' (versão ouro amarelo). © Miguel Seabra / Espiral do Tempo
Tributo vencedor: o A. Lange & Söhne 1815 ‘Homage to Walter Lange’ (versão ouro branco). © Miguel Seabra / Espiral do Tempo

Vencedor: A. Lange & Söhne 1815 ‘Homage to Walter Lange’.

Finalistas: Akrivia Chronomètre Contemporain Platinum White Dial; Cartier Santos Bi-colour Medium Size; Grand Seiko Hi-Beat 36000 V.F.A. SBGH265; IWC Tribute to Pallweber 150 Anniversary IW505002; Jaeger-LeCoultre Reverso Tribute Duoface L.E. Casa Fagliano; Lang & Heyne Anton; Omega Seamaster 1948 small second; Vacheron Constantin FiftySix Complete Calendar; Voutilainen Manfredi 30th Anniversary Watch.

Relógio desportivo

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No pulso: o Rolex GMT-Master II em aço com luneta bicolor azul/vermelha (‘Pepsi’) © Miguel Seabra / Espiral do tempo

Vencedor: Rolex GMT-Master II Pepsi Steel.

Finalistas: Audemars Piguet Royal Oak „Jumbo” Extra Thin;
Breguet Marine 5517
Jaeger-LeCoultre Polaris Memovox Ref. 9038670;
Montblanc 1858 Geosphere Bronze;
Omega Seamaster Diver Steel 300 Blue/Gold;
Patek Philippe Aquanaut Chronograph Ref. 5968A-001;
Richard Mille RM 53-01 Tourbillon Pablo Mac Donough;
TAG Heuer Bamford Monaco, Ref.: CAW2190.FC6437
Tudor Black Bay GMT.

Relógio complicado

O A. Lange & Söhne Triple Split, que ganharia também o troféu de Relógio do Ano. © A. Lange & Söhne
O A. Lange & Söhne Triple Split, que ganharia também o troféu de Relógio do Ano. © A. Lange & Söhne

Vencedor: A. Lange & Söhne Triple Split.

Finalistas: Andersen & Chaykin Automaton Joker; Bulgari Octo Finissimo Minute Repeater Carbon; Carl F. Bucherer Manero Tourbillon Double Peripheral; Chopard L.U.C Full Strike Fairmind White Gold; Girard-Perregaux Bridges Minute Repeater Triaxial Tourbillon; H.Moser & Cie Swiss Alp Minute Repeater Tourbillon; Laurent Ferrier Galet Minute Repeater School Piece; Ulysse Nardin Freak Vision; Vacheron Constantin Overseas Ultra-Thin Perpetual Calendar.

Relógio de senhora

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A metamorfose do notável mostrador do Cartier Révélation d’une Panthère. © Cartier

Vencedor: Cartier Révélation D’une Panthère.

Finalistas: A. Lange & Söhne Kleine Lange 1; Audemars Piguet Milenary Frosted Gold; Cartier Révélation D’une Panthère; Chanel Boy-Friend Squelette; Jaeger-LeCoultre Rendez-Vous Night&Day Small Ref.3468480; Jaquet Droz Lady 8 Flower; Omega De Ville Tresor Quartz; Rolex New Date Just 31 ref 278 289 RBR; Romain Gauthier Insight Micro-Rotor Lady; Van Cleef & Arpels Lady Arpels Planétarium.

Inovação

Bvlgari Octo Finissimo Tourbillon Automatic. © Bvlgari
O ‘recordista’ Bvlgari Octo Finissimo Tourbillon Automatic. © Bvlgari

Vencedor: Bvlgari Octo Finissimo Tourbillon Automatic.

Finalistas: Andreas Strehler Trans-axial Remontoir Tourbillon; Armin Strom Pure Resonance;
Bvlgari Octo Finissimo Tourbillon Automatic; Dominique Renaud DR01 Innovative Concept; Piaget Altiplano Ultimate Concept; Richard Mille RM 53-01 Tourbillon Pablo Mac Donough; Ressence Type 2 E-Crown; Urwerk AMC/AMD; Voutilainen 217QRS; Zenith Defy Lab.

Preço Acessível (até 3.000 euros)

O perfume rétro de um relógio de mergulho: a reedição do Certina DS PH200M. © CH24.PL
O perfume rétro de um relógio de mergulho: a reedição do Certina DS PH200M. © CH24.PL

Vencedor: Certina DS PH200M.

Finalistas: Baume & Mericer Clifton Baumatic 5-Days Chronometer; Casio G-Shock ‘Full Metal’ Steel; Junghans Meister Chronoscope Terrassenbau, Ref.: 027.4729.00; Longines Master Collection Annual Calendar; Ming 17.01 Blue Dial; Oris Big Crown Pointer Date Steel Blue Dial; Seiko Presage Blue Enamel Automatic; Tissot Seastar 1000 Automatic Diver; Victorinox I.N.O.X. Mechanical.

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Para o ano a cerimónia promete ser ainda maior em Varsóvia, segundo os organizadores. Mas, para já, as atenções viram-se para o Grand Prix d’Horlogerie de Genève, já no dia 9…

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