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GPHG: Max atingiu o máximo e outras histórias

Foi mais uma grande manifestação de força relojoeira no Théâtre du Léman — e Max Büsser foi o grande vencedor da noite, com dois prémios (um deles o mais importante de todos!) e um discurso final emocionante. Aqui ficam as notas sobre o Relógio do Ano e apontamentos de reportagem sobre a 22ª edição do Grand Prix d’Horlogerie de Genève.

Em Genebra | Foi como uma espécie de premonição. Reservámos a tarde para visitar a nova sede da MB&F, a M.A.D House — uma mansão localizada na zona de Carouge, na orla de Genebra. A transição do centro histórico da cidade de Calvino para a zona limítrofe foi feita recentemente e não se pode recusar um convite de Maximilian Büsser. O certo é que, horas depois, estava a arrecadar mais dois troféus no Grand Prix d’Horlogerie de Genève com os seus dois relógios nomeados entre os finalistas das múltiplas categorias. E um deles recebeu mesmo o galardão máximo: a Aiguille d’Or (Ponteiro de Ouro), referente ao melhor de todos. O discurso final de Max Büsser também foi notável, recuperando o mote que tem caraterizado a MB&F: «um adulto criativo é uma criança que sobreviveu».

Max Büsser e o simbólico discurso na hora da consagração máxima perante ‘casa cheia’ © GPHG

No púlpito, Max voltou a sublinhar que «todas as crianças são criativas». E recordou os tempos em que uma das suas filhas, quando tinha 3 anos, tentou desenhar uma casa… saindo no papel uma espécie de batata. Não lhe quis então dizer nada — mas, passados três meses de frequência no jardim-escola, a tentativa seguinte de desenho já era muito mais consentânea com a ideia que normalmente se tem de uma casa. A filha tinha sido formatada pela professora. E rematou, citando um conhecido autor de uma Ted Talk de Ken Robinson: «A escola mata a criatividade. Todas as crianças são criativas porque não têm medo de estarem erradas até que alguém lhes diga que estão. A verdadeira criatividade surge quando se perde pé. Nunca esqueçam as casas-batata!». Tal como não esqueceu os ideais por trás da criação da MB&F, quando os primeiros modelos HM (Horological Machine) foram algo ridicularizados pela sua aparência de outro mundo…

A M.A.D House: nova sede da MB&F nos arredores de Genebra © Miguel Seabra / Espiral do Tempo

Desde a sua fundação, em 2005, a MB&F já recolheu um total de nove estatuetas. Mas a nona e última acaba mesmo por ser o pináculo para a jovem marca conceptual de Max Büsser — porque nunca antes havia logrado a Aiguille d’Or. E ao longo da última dúzia de anos não faltaram galardões dos mais diversos tipos: Melhor Conceito e Design para o HM4 em 2010, Melhor Relógio Masculino e Prémio do Público em 2012 para o LM1, Melhor Relógio de Calendário para o LM Perpetual em 2016, Melhor Complicação Relojoeira Feminina para o LM FlyingT em 2019, Melhor Complicação Masculina para o LMX e Alto Artesanato para o LM SE Eddy Jaquet em 2021. Um ano depois, nova dose dupla: na noite da última quinta-feira, juntaram-se-lhes o prémio Challenge do relógio acessível para o M.A.D1 Red (uma assinatura paralela do universo MB&F) e a tão ambicionada Aiguille d’Or para o extraordinário cronógrafo LM Sequential EVO.

O revolucionário cronógrafo que valeu o Grand Prix à MB&F | © Miguel Seabra / Espiral do Tempo

Em conversa aquando da visita à M.A.D House, algumas horas antes da cerimónia e em conversa com Max Büsser, foi aventada a possibilidade de a marca conquistar dois prémios (Challenge e Cronógrafo) porque apresentava algum favoritismo na categoria do relógio acessível e muito favoritismo na categoria cronográfica. E dissemos mesmo a Max Büsser que a partir deste ano ele passava a ter na sua coleção não só aquele que pode ser muito bem o melhor calendário perpétuo do mercado (o LM Perpetual), mas também o melhor cronógrafo (o LM Sequential EVO). Max não quis assumir, confessando que, por alturas da apresentação do seu extraordinário calendário perpétuo, houve muitas críticas à alegação de que o LM Perpetual resolvia muitos dos problemas desde sempre inerentes a uma tal complicação. Mesmo sendo verdade.

O M.A.D 1 no pulso no momento da sua consagração e Max Büsser com Ricardo Sousa Costa, o leitor da Espiral do Tempo que teve a oportunidade de assistir ao GPHG | © Miguel Seabra / Espiral do Tempo

Quando o vencedor da categoria do cronógrafo foi anunciado na cerimónia do Grand Prix d’Horlogerie de Genève, houve alguma surpresa — porque a escolha recaiu sobre outro excelente exemplo cronográfico saído da relojoaria contemporânea independente, o 1941 GrönoGraaf da Grönefeld. O trabalho dos irmãos Tim e Bart Grönefeld também tem sido notável e o 1941 GrönoGraaf é uma peça muito atraente, tanto no plano estético como técnico: apresenta um sistema de suavização do regresso ao zero do ponteiro cronográfico. Mas o LM Sequential EVO tem algo mais que nunca antes se viu em qualquer cronógrafo mecânico de pulso. Constatou-se posteriormente que não havia sido eleito por uma melhor razão: ficou de parte para ganhar o mais importante galardão, atribuído à peça que o júri considerou como a melhor entre todos os relógios finalistas.

Max Büsser literalmente ‘sem mãos a medir’ com o sucesso da MB&F | © GPHG

Claro que poderia haver a concurso mais alguns cronógrafos de destaque lançados no último ano e, consequentemente, muitos outros relógios a concurso na edição de 2022 do Grand Prix d’Horlogerie de Genève. Mas, por regulamento e ao contrário do que se verifica em tantos outros certames do género, a seleção está sempre condicionada aos modelos inscritos pelas marcas que decidem ir a jogo (e há muitas companhias importantes que decidem não o fazer); apesar disso, o Grand Prix d’Horlogerie de Genève é, de longe, o mais relevante evento do universo relojoeiro e isso voltou a ficar provado no verdadeiro festival a que se assistiu no Théâtre du Léman. Até porque um evento criado há vinte e dois anos para celebrar a excelência da relojoaria helvética, e que institucionalmente conta com o apoio municipal, cantonal e federal, se transformou também numa perfeita homenagem às nações unidas da relojoaria e à chamada 12ª arte.

Inovação mecânica absoluta: o Legacy Machine Sequential EVO | © MB&F

O MB&F LM Sequential EVO é um excelente exemplo de competência relojoeira com diferentes origens, desde o autor do conceito mecânico até ao designer responsável pela estética final. As valências são muitas — não só pela espetacularidade dos modelos Legacy Machine, a linha mais clássica da MB&F (contrastando com a ‘folia’ da linha Horological Machine) que é caraterizada pela roda do balanço acima do mostrador, mas sobretudo pelo que pode oferecer no plano funcional. E pode mesmo oferecer algo que nenhum outro cronógrafo é capaz devido a um botão suplementar. Em suma, trata-se de um relógio com dois cronógrafos e múltiplos modos de cronometragem. É também o primeiro cronógrafo que em funcionamento não perde amplitude. E foi idealizado por… um relojoeiro autodidata irlandês, formado em teologia na universidade de Oxford.

Momento da entrega do Prémio Revelação a Sylvain Pinaud pelo seu Origine e a foto mais emblemática da noite: Max Büsser carregado pelos irmãos Tim e Bart Grönefeld © Miguel Seabra / Espiral do Tempo

A sua génese remonta a uma exibição dos relógios vencedores do Grand Prix d’Horlogerie na Dubai Watch Week de 2016, quando Max Büsser e Stephen McDonnell conversaram ao jantar sobre um cronógrafo rattrapante de bolso que o fundador da MB&F tinha comprado num leilão; o mestre britânico não ficou muito impressionado, mas a ideia de repensar os fundamentos dos cronógrafos tradicionais foi germinando na sua cabeça. Porque, sendo o cronógrafo a mais popular das complicações, não tem havido progressos verdadeiramente inovadores — e todos apresentam funções limitadas. Se, no caso do LM Perpetual, a solução para o problema surgiu num momento ‘Eureka’, Stephen McDonnell foi desenvolvendo gradualmente a ideia para um cronógrafo que fosse verdadeiramente inovador. Inspirou-se nas antigas placas de cronometragem de corridas, equipadas com vários cronógrafos de mão para calcular os tempos de vários carros nas várias voltas. Basicamente, o novo LM Sequential EVO apresenta dois cronógrafos simétricos e independentes… mas há um quinto botão, o inversor gémeo (‘Twinverter’), que inverte o funcionamento desses dois cronógrafos.

MB&F LM Sequential EVO com mostrador laranja e com mostrador preto, lado a lado em fundo branco
As duas (primeiras) variantes do fabuloso cronógrafo duplo idealizado por Stephen McDonnell| © MB&F

Com o LM Sequential EVO imaginado por Stephen McDonnell, é possível ter dois cronógrafos com rattrapante totalmente independentes para medições diferentes num mesmo relógio — só que a função ‘sequencial’ permite também contar as voltas de uma corrida, uma de cada lado e uma de cada vez, possibilitando a alternância das contagens. No total, o calibre inclui 585 componentes! Outro pormenor importante: Max Büsser escolheu lançar o seu primeiro cronógrafo na variante EVO da linha LM (Legacy Machine), mais desportiva graças à caixa dotada de maior estanquidade e complementada com braceletes de cauchu. E em duas opções de mostrador — uma branca, a outra num tom alaranjado já visto antes no LM Perpetual EVO e que foi a mostrada nas imagens do Grand Prix d’Horlogerie de Genève. O design é da autoria de Eric Giroud, o profícuo mestre que também assinou a estética do M.A.D1 Red (já vai com um total de 14 galardões à sua conta!). Novas versões deverão surgir nos próximos tempos, incluindo variantes nos modelos Legacy Machine ‘tradicionais’.

Bart e Tim Grönefeld a discursar no gphg 2022
Os mestres holandeses Bart e Tim Grönefeld, auto-proclamados Horological Bros | © GPHG

Se o discurso ‘da batata’ de Max Büsser foi marcante, outros momentos no púlpito merecem ser recordados. A começar pelo discurso de aceitação dos já mencionados irmãos Groenefeld, os patuscos Tim e Bart que são descendentes de uma família de relojoeiros e que aperfeiçoaram a sua técnica na Suíça (em especial na Renaud & Papi) para depois regressarem à Holanda natal para fundarem a própria marca. Disse Bart Groenefeld que «Genebra é o Ponto-G da relojoaria», numa alusão à capital mundial da alta-relojoaria que é também palco do Grand Prix d’Horlogerie — fazendo recordar uma anterior alusão de semelhante índole em que o eterno apresentador e galhofeiro Edouard Baer referiu que «no Japão, Philippe Dufour é sinónimo de orgasmo».

Entrega do Prémio Revelação a Sylvain Pinaud pelo seu Origine e a foto mais emblemática da noite: Max Büsser carregado pelos irmãos Tim e Bart Grönefeld © Miguel Seabra / Espiral do Tempo

Mas há muito que o Grand Prix d’Horlogerie de Genève deixou de ser uma cerimónia exclusivamente genebrina. Tornou-se também numa tournée mundial, que leva os relógios finalistas de cada categoria a serem exibidos nos vários continentes. E assumiu contornos académicos a partir de 2020. «A criação da Academia, que conta com mais de 500 membros de todo o planeta participantes nas primeiras duas fases de votação, representou uma mudança de paradigma que solidifica os valores de neutralidade, imparcialidade e universalidade. O conceito confirma o Grand Prix d’Horlogerie de Genève como os ‘Óscares da Relojoaria’ e confere-lhe força unificadora numa altura em que, mais do que nunca, temos de ser mais fortes juntos», salientou Raymond Loretan, presidente da Fundação do GPHG. Nick Foulkes, presidente do júri, proclamou durante a cerimónia que os famosos Óscares de Hollywood é que deviam ser chamados ‘Grand Prix d’Horlogerie da indústria cinematográfica’.

Kari Voutilainen
O mais discreto das superestrelas da relojoaria independente: Kari Voutilainen | © GPHG

E mesmo que haja muitas críticas relativamente à seleção ou regras do concurso por parte de quem está de fora, quem marca presença na cerimónia é que sente verdadeiramente o peso institucional do Grand Prix d’Horlogerie de Genève e o grande serviço que presta à relojoaria. E praticamente todos os relógios vencedores nos diversos escalões são merecedores dos melhores encómios pela sua qualidade, havendo apenas um ou outro que eventualmente não reúna a mesma unanimidade dos seus congéneres. E, entre os vencedores recorrentes, há a salientar Kari Voutilainen e a Tudor.

Kari Voutilainen Ji-Ku
O fascinante mostrador do Voutilainen Ji-Ku demorou mais de mil horas e vários meses a ser concebido | © Voutilainen

O mestre finlandês recebeu o nono galardão da sua carreira no Grand Prix d’Horlogerie de Genève, novamente na categoria de Artistic Crafts e desta feita pelo Ji-Ku de extraordinário mostrador preparado por Tatsuo Kitamura, um artista japonês especializado em laca na mais pura tradição ancestral nipónica; no Ji-Ku, utiliza técnicas de lacagem num processo com Saiei Makie e Somata Zaiku que demora múltiplos meses de labor e que utilizam pó de ouro, folha de ouro, concha de grande turbante verde e concha de abalone da Nova Zelândia). O curioso é que, mesmo sendo recorrente o recurso de Kari Voutilainen a artesãos nipónicos e a técnicas japonesas, o mestre finlandês confessou-nos — durante a visita que fizemos na semana anterior ao seu atelier em Val de Travers — que o Japão nem é dos seus principais mercados…

Protagonistas: Karl-Friedrich Scheufele recebeu o prémio das mãos de Adam Clayton, baixista dos U2; Max Büsser com o apresentador Edouard Baer, a diretora do GPHG Carine Maillard, o presidente do juri Nick Foulkes e o presidente da Fundação do GPHG Raymond Loretan © Miguel Seabra / Espiral do Tempo

Já a Tudor alcançou a oitava estatueta em dez anos — não com mais uma variante do Black Bay, mas com o Pelagos FXD projetado em colaboração com a Marine Nationale francesa que lhe valeu o prémio na categoria do Relógio de Mergulho. Foi especificamente pensado para navegação submarina e otimizado para uso profissional com o input de nadadores de combate; as caraterísticas funcionais incluem uma luneta giratória bidirecional de 120 cliques e barras fixas em vez das asas tradicionais com mola, sendo vestido com uma bracelete de fibra têxtil da casa Julien Faure. O facto de a luneta giratória ser bidirecional e não unidirecional impede o Pelagos FXD de obter a norma ISO exigida para um relógio de mergulho ‘oficial’, mas o caráter bidirecional foi mesmo uma solicitação funcional da Marine Nationale para a navegação dos mergulhadores de combate.

O novo Tudor Pelagos FXD na mão
O Tudor Pelagos FXD na Nazaré | © Miguel Seabra / Espiral do Tempo

Se o discurso final de Max Büsser foi o mais emocionante, o mais emocionado foi de Karl-Friedrich Scheufele — outro habitué das premiações no Grand Prix d’Horlogerie de Genève, já com uma dúzia entre modelos da Chopard e da Ferdinand Berthoud. Sentiu-se-lhe a voz embargada ao aceitar o prémio (das mãos de Adam Clayton, o baixista dos U2!) de Exceção Mecânica pelo Ferdinand Berthoud Chronomètre FB 2RSM.2-1… que concorria na mesma categoria contra outro relógio seu, mas da Chopard: o L.U.C Full Strike Tourbillon. A original configuração em regulador do mostrador (com janela digital para as horas, submostrador dos minutos, segundos ao centro e rodagens visíveis no mostrador remete para os idos tempos e o estilo do génio relojoeiro que deu nome à marca e a quem Karl-Friedrich Scheufele agradeceu, apontando para o alto.

Mais um galardão para a marca nipónica: o Grand Seiko Kodo Constant-Force Turbillon venceu o prémio de Cronometria | © Grand Seiko

Outro momento de destaque: uma nova consagração da Seiko, desta feita numa área em que se estreou — a das complicações e mais precisamente do turbilhão, com o triunfo do Kodo Constant-Force Turbillon na categoria de Cronometria. O relógio deve a designação ‘Kodo’ ao bater do coração, porque proporciona um tique-taque verdadeiramente único; é o primeiro turbilhão com dispositivo de força constante no mesmo eixo e, tendo sido apresentado em finais de março, ainda não houve qualquer exemplar entregue… essa admissão foi feita pelos próprios responsáveis da Seiko em palco, e sabe-se bem da pouca tolerância dos nipónicos com o incumprimento dos seus próprios prazos, mas a situação foi apresentada com um humor também algo incaraterístico dos japoneses em ocasiões mais formais.

Akio Naito, presidente da Seiko Watch Corporation e Takuma Kawauchiya, o designer do movimento do Grand Seiko
Akio Naito, presidente da Seiko Watch Corporation, no púlpito; ao seu lado Takuma Kawauchiya, designer do movimento do Grand Seiko Kodo Constant-Force Tourbillon | © GPHG

O discurso mais sério e mais vigoroso foi protagonizado pela dupla Gautier Massonneau (fundador) e Volcy Bloch (CEO), da Trilobe — na sequência do triunfo do Nuit Fantastique Dune Edition na categoria Petite Aiguille (relógios entre 4.000 e 10.000 francos suíços). Trata-se de uma bela versão com mostrador dourado do modelo original da jovem firma parisiense que coloca em destaque a configuração minimalista assente em três discos rotativos para a indicação do tempo.

A jovem marca parisiense Trilobe arrecadou o troféu ‘Petite Aiguille’ com um discurso emotivo de Gautier Masonneau e Volcy Bloch | © GPHG

Todos os relógios premiados mereciam igual destaque descritivo, mas — para não esticar ainda mais uma reportagem já que já vai longa — aqui fica um resumido apanhado final: Rexhep Rexhepi ganhou mais um prémio de Relógio Masculino para a Akrivia com a segunda geração do seu Chronomètre Contemporain com caixa elaborada pelo lendário Jean-Pierre Hagmann e mostrador em esmalte vítreo Grand Feu, quase dez anos depois de ter aparecido como espetador no Grand Prix d’Horlogerie de Genève e de ter timidamente mostrado um seu protótipo a meia dúzia de pessoas (incluindo o autor do texto).

A descida vitoriosa de Rexhep Rexhepi rumo ao palco, devidamente documentada pela Espiral do Tempo (à direita) | © GPHG

A Bulgari ganhou mais outro galardão para o Octo Finissimo, desta feita o prémio da Audácia para o Octo Finissimo Ultra 10th Anniversary que bateu o recorde de relógio mais ultraplano (até ser batido por uma criação da Richard Mille), e juntou-lhe o prémio de Joalharia para o Serpenti Misteriosi High Jewellery; a Hermès ganhou duplamente a Complicação Para Homem e Complicação Para Senhora com versões distintas do Arceau Le Temps Voyageur; a TAG Heuer somou o prémio do Relógio Icónico com uma nova edição do Monaco vestido com as cores da Gulf.

O inconformismo das formas do Monaco continua a ser reconhecido © TAG Heuer

Os irmãos Edouard e Bertrand Meylan receberam o Prémio do Turbilhão para o H. Moser Pioneer Cylindrical Tourbillon Skeleton; a Parmigiani Fleurier teve cinco nomeações da coleção Tonda entre os relógios finalistas e ganhou o Relógio de Senhora com o Tonda PF Automatic; a Krayon ganhou na categoria de Astronomia e Calendário com o Krayon Anywhere que possibilita o cálculo da equação do tempo em qualquer parte do mundo; a Van Cleef & Arpels arrebatou o prémio da Inovação com o florido Lady Arpels Heures Florales Cerisier e ganhou a nova categoria de relojoaria média com o lírico autómato Fontaine Aux Oiseaux.

François Junod: o mago dos autómatos viu a sua carreira ser premiada pelo juri | © GPHG

Finalmente, nos galardões suplementares, o prémio da Revelação foi para o Origine de Sylvain Pinod — enquanto o veterano François Junod recebeu o Prémio Especial do Júri pela sua carreira na elaboração de extraordinários autómatos mecânicos. Para o ano há mais, com um reparo em guisa de conclusão: espera-se que a presença feminina (entre os elementos do júri e representantes das marcas) surja mais reforçada e que o presidente do júri, Nick Foulkes, coloque no seu elenco mais representantes do universo latino.

Elenco da mesa da Doxa no jantar de gala pós-cerimónia do GPHG, presidida pelo CEO da Doxa, Jan Edocs (terceiro a partir da direita), e que incluiu representantes de imprensa da GMT Africa, Europa Star e Espiral do Tempo © GPHG

Lista de Galardoados

‘Aiguille d’Or’ Grand Prix: MB&F Legacy Machine Sequential Evo
Ladies’ Watch Prize: Parmigiani Fleurier Tonda PF Automatic
Ladies’ Complication Watch Prize: Hermès with Laurent Dordet Arceau Le Temps Voyageur
Men’s Watch Prize: Akrivia Chronomètre Contemporain II
Men’s Complication Watch Prize: Hermès com Laurent Dordet Arceau Le Temps Voyageur
Iconic Watch Prize: TAG Heuer Monaco x Gulf
Tourbillon Watch Prize: H.Moser & Cie Pioneer Cylindrical Tourbillon Skeleton
Calendar and Astronomy Watch Prize: Krayon Anywhere
Mechanical Exception Watch Prize: Ferdinand Berthoud com Karl-Friedrich Scheufele FB 2RSM.2-1
Chronograph Watch Prize: Grönefeld 1941 Grönograaf Tantalum
Diver’s Watch PrizeTudor Pelagos FXD
Jewellery Watch Prize: Bulgari Serpenti Misteriosi High Jewellery
Artistic Crafts Watch Prize: Voutilainen Ji-Ku
‘Petite Aiguille’ Prize: Trilobe ‘Nuit Fantastique Dune Edition’
Challenge Watch Prize: MB&F M.A.D.Editions ‘M.A.D1 Red’
Mechanical Clock Prize: Van Cleef & Arpels Fontaine Aux Oiseaux Automaton
Chronometry Prize: Seiko Kodo Constant-Force Tourbillon
Innovation PrizeVan Cleef & Arpels Heueres Florales Cerisier Watch
Audacity Prize: Bulgari Octo Finissimo Ultra 10th Anniversary
Horological Revelation Prize: Sylvain Pinaud Origine
Special Jury Prize: François Junod

Relógios vencedores da várias categorias do GPHG 2022
Relógios vencedores da várias categorias do GPHG 2022
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