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O carisma de um cognome

Desde tempos imemoriais que a utilização de um epíteto dá mais força a um nome, a uma pessoa, a um local. Até mesmo a um objeto: as alcunhas utilizadas para definir alguns dos mais conhecidos e cobiçados modelos da Rolex não só lhes reforçam a fama, como também se tornam um vetor de cumplicidade entre aficionados.


Artigo originalmente publicado no número 75 da Espiral do Tempo (verão 2021)


Imagem de abertura: Daytona ‘Paul Newman’. Ilustração de Julie Kraulis.

Cada nome encerra em si algo de mágico, porque transcende aquilo que cumpre designar – quer se trate de uma pessoa, de um objeto ou de um local. Ou seja, um nome sublinha uma existência. Sem nome, não se ‘existe’. Um cognome transporta essa existência para uma outra dimensão, acrescentando-lhe algo mais de lendário, descritivo, positivo ou pejorativo: as alcunhas capturam o imaginário e tornam-se memoráveis. E isso é válido tanto para familiares e conhecidos, como para monarcas e desportistas… ou mesmo relógios. É o caso de vários modelos relevantes de diversas marcas de renome, embora a prática esteja sobretudo associada à Rolex.

No que diz especificamente respeito à Rolex, esses epítetos (dezenas deles!) não são oficiais. Mas todos os relógios da marca genebrina que receberam uma designação adicional por parte de colecionadores ou aficionados ganharam uma aura ainda mais especial. Tornaram-se ainda mais valiosos. Porque os cognomes ajudam a qualificar e reforçam o carisma de modelos raros, versões populares ou até particularidades cromáticas. E há apodos de inspiração vária, que podem ir desde uma bebida gaseificada até a um herói de banda desenhada – passando por atores e monarcas.

ROLEX GMT-MASTER II REF: M126710BLNR-0003 BATMAN em fundo branco ao lado do Super herói da DC Comics, Batman
GMT-MASTER II REF: M126710BLNR-0003 BATMAN | Super herói da DC Comics, foi criado pelo artista Bob Kane e pelo argumentista Bill Finger; fez a sua estreia no livro Detective Comics a 30 de março de 1939.

A alcunha, enquanto instrumento de referenciação, tem um importante papel na interação comunitária, facilitando a comunicação. Isso é válido na vida comum, mas também no universo relojoeiro: dá um sentimento de pertença. Como elemento qualificativo ou caraterizador, o cognome surge a partir de uma caraterística que se destaca, permitindo a aficionados e colecionadores distinguir um relógio de forma rápida, fácil e inequívoca. Esse sistema paralelo de denominação antroponímica faz também com que a pessoa que utiliza as designações se sinta parte de uma mesma realidade sociocultural.

Cognomes pitorescos

As mais conhecidas alcunhas de modelos Rolex tiveram origem na solução cromática que lhes está subjacente. É o que acontece precisamente com dois dos mais procurados modelos dos últimos três anos, ambos versões do bem conhecido GMT-Master II: o de luneta Cerachrom preta e azul, que é conhecido por «Batman», uma vez que as suas cores escuras são associadas ao universo do Cavaleiro das Trevas; e o de luneta azul e vermelha, conhecido por «Pepsi» pelo facto de as suas cores remeterem para o logótipo da marca de refrigerantes. Ao contrário do relativamente recente «Batman», o cognome já existe há décadas – desde os tempos da primeira luneta bicolor em alumínio, que, na realidade, evocava as cores da companhia aérea Pan-Am. Também já houve uma luneta preta e vermelha que suscitou, na altura, o cognome «Coca-Cola» ou «Coke», embora essa versão ainda não tenha sido recuperada para o catálogo contemporâneo. Mas o chamado «Root Beer» renasceu em 2018 com uma luneta Cerachrom castanha e preta, em duas variantes (ouro rosa Everose ou aço/ouro Everose Rolesor). A designação vem de lunetas metade castanhas e metade douradas, ou mesmo de lunetas castanhas com inscrições douradas de modelos GMT-Master vintage. E há ainda o «Blueberry», nome especificamente atribuído ao raro e cobiçado GMT-Master Ref. 1675 de luneta inteiramente azul.

ROLEX GMT-MASTER II REF: M126710BLRO-0001 PEPSI em fundo branco ao lado de uma garrafa de Pepsi.
GMT-MASTER II REF: M126710BLRO-0001 PEPSI | Um dos logotipos mais famosos do mundo: o círculo branco, vermelho e azul surgiu nos anos 40 durante a Segunda Grande Guerra.

O verde é a cor corporativa da Rolex e está presente em vários modelos Submariner de destaque. Como o «Hulk» – cognome do Submariner totalmente verde (mostrador e luneta em Cerachrom) e de supercaixa (asas volumosas) com a Referência 116610LV, entretanto saído da coleção. Antes disso, já havia o «Kermit» (o sapo Cocas, dos Marretas) Ref. 16610LV, lançado em 2003 numa versão de mostrador preto e luneta em alumínio verde comemorativa dos 50 anos do Submariner. Com a renovação da linha Submariner, em 2020, e a retoma de um modelo com mostrador preto e luneta verde em Cerachrom, o «Kermit» passou a «Cermit» ou mesmo «Starbucks». Já o Submariner Ref. 116619 em ouro branco com mostrador azul e luneta azul Cerachrom ficou conhecido por «Smurf» (ou Estrunfe, segundo a antiga designação portuguesa), enquanto o Submariner Ref. 116613LB aço/ouro de mostrador e luneta azuis tem o cognome «Bluesy».

ROLEX GMT-MASTER II REF: 16610LV KERMIT em fundo branco com o Kermit, o sapo verde conhecido em Portugal por Cocas, personagem principal dos Marretas
GMT-MASTER II REF: 16610LV KERMIT | Personagem principal dos Marretas, foi criado e interpretado por Jim Henson em 1955.

Este ano, a linha que a Rolex escolheu renovar foi a Explorer – o Explorer II, de mostrador branco, é conhecido por «Polar», devido à sua alvura e vocação exploratória. A designação também permite estabelecer uma distinção relativamente à variante de mostrador preto. Ainda no que diz respeito às alcunhas de inspiração cromática, há que sublinhar o «Rainbow» – um modelo Daytona em ouro com a luneta preenchida por safiras de tons graduais, produzido numa tiragem muito exclusiva e apreciado por Cristiano Ronaldo.

ROLEX SUBMARINER DATE REF: 116610LV HULK em fundo branco com o personagem da Marvel, Hulk.
ROLEX SUBMARINER DATE REF: 116610LV HULK | Pertencente ao universo Marvel, o Hulk foi criado pelo argumentista Stan Lee e pelo artista Jack Kirby. Estreou na publicação O Incrível Hulk em maio de 1962.

Mas o grande banho de cor proporcionado pela Rolex nos últimos tempos tem a ver com o lançamento de múltiplos modelos Oyster Perpetual em 2020 – que imediatamente trouxeram à baila os exemplares de mostradores esmaltados que a marca genebrina enviou para o Médio Oriente na década de 70 e que ficaram conhecidos por «Stella» (diminutivo de «Stella Dials»), sendo hoje em dia muito procurados. Estima-se que a origem do cognome esteja relacionado com o artista americano Franck Stella, conhecido pela utilização de cores vibrantes; também há quem vaticine que o nome tem que ver com a palavra em latim, que significa estrela, devido ao brilho.

Finalmente, o termo «Ice» é utilizado para variantes cravejadas de diamantes e também para os modelos Daytona e Day-Date em platina com mostrador azul glaciar – ditos «Ice Blue».

A força da personalidade

Tendo em conta que a Rolex tem-se mantido sempre no primeiro plano mediático e é a escolha dos famosos praticamente desde a sua génese, tornou-se fácil associar relógios da marca a personalidades de destaque que os foram utilizando ao longo do tempo – desde monarcas a desportistas, passando por exploradores e colecionadores.

Paul Newman com um Daytona ‘Paul Newman’ no pulso | © Douglas Kirkland/Corbis

A presença da Rolex na indústria cinematográfica é rica, e muitas das referências mais conhecidas e colecionáveis estão associadas à Sétima Arte. O mais caro relógio de pulso é mesmo um Daytona «Paul Newman» que pertenceu ao próprio Paul Newman, e foi-lhe oferecido pela sua mulher, com a inscrição «Drive Carefully». O ator americano usou-o durante muitos anos, fazendo com que ficasse associado à sua imagem – sobretudo após uma sessão fotográfica para uma revista italiana que gerou grande entusiasmo e que fez com que a cobiça dos colecionadores transalpinos fosse depois seguida em todo o mundo. A designação «Paul Newman» abrange várias referências de mostrador que diferem ligeiramente dos modelos Daytona regulares das décadas de 60 e 70 no que diz respeito às cores, fontes e configurações; a inspiração art déco e o estilo exótico não os tornaram tão apetecíveis numa altura em que a corrida do espaço colocava o modernismo nas preferências, pelo que não foram um sucesso comercial (até porque eram de corda manual e a clientela buscava modelos automáticos). A produção foi reduzida e houve muita gente a substituir esses mostradores mais rétro por mostradores normais, tornando os existentes ainda mais raros e desejáveis.

Também a popularidade dos filmes de James Bond contribuiu grandemente para a fama da Rolex. Ian Fleming, o autor dos livros que originaram a saga, usava um Explorer e, nos seus escritos, apenas referia que o agente secreto usava um relógio da marca, não especificando o modelo; mas o Submariner Ref. 6538 – com a sua coroa sobredimensionada e sem protetores de coroa – que Sean Connery usou no filme inaugural Dr. No, de 1962, ficou logo definido como Submariner «James Bond». O agente 007 usaria depois mais versões do Submariner, antes de passar para outras marcas. E Pussy Galore, outra personagem da saga, também tem um com o seu nome: a atriz Honor Blackman usou no filme Goldfinger (1964) um GMT-Master Ref. 6542 com inserção Bakelite azul e vermelha na luneta, pertencente à primeira geração de modelos GMT, e também muito procurado por colecionadores.

Rolex Oyster Perpetual 'James Cameron' DeepSea Sea-Dweller
Oyster Perpetual ‘James Cameron’ DeepSea Sea-Dweller | © Rolex

Steve McQueen é um ícone igualmente incontornável de Hollywood e a sua imagem está muito associada ao Monaco da TAG Heuer, mas alguém deu o nome do ator ao Explorer II Ref. 1655 (a primeira geração do Explorer II), devido a uma campanha da Rolex na década de 70 que visava promover esse modelo específico dedicado a espeleologistas e exploradores. A mesma referência tem o apodo «Freccione» (flecha grande, em italiano) devido ao formato da ponta sobredimensionada do ponteiro das 24 horas. O curioso é que o King of Cool nunca foi visto com esse modelo «Freccione» que também ficou conhecido pelo seu nome; o seu Rolex de escolha sempre foi um Submariner.

«Clint Eastwood» é a alcunha do GMT-Master Ref. 16753 com mostrador castanho e luneta Root Beer utilizado pelo lendário ator, que o utilizou em diversos filmes. Já o caso do «James Cameron» é diferente e o cognome não surgiu devido a uma participação cinematográfica: trata-se de uma edição especial do Deepsea Sea-Dweller com mostrador dégradé que esteve no pulso do conhecido realizador na sua descida à fossa mais profunda dos oceanos, em 2012.

Rolex Jean-Claude Killy’: calendário triplo Dato Compax, Ref. 4767
Jean-Claude Killy’: calendário triplo Dato Compax, Ref. 4767 | © Phillips.com

Os cobiçados cronógrafos de calendário triplo Dato Compax (com as Ref. 4768, 4767, 5036, 6036 e 6236) ficaram conhecidos por «Jean-Claude Killy» em honra do campeão francês de esqui – que foi um dos primeiros embaixadores oficiais da Rolex nos anos 60 e que posteriormente chegou mesmo a integrar o conselho de administração da marca.

«Bao Dai» é o epíteto dado ao Rolex Ref. 6062 em ouro que, durante algum tempo, deteve o recorde de relógio da marca mais caro vendido em leilão; pertenceu ao último imperador do Vietname e tinha um mostrador preto lacado com diamantes. Outros colecionadores também contribuíram com o seu nome: os modelos Day-Date e Datejust com algarismos romanos pintados (e não aplicados) são conhecidos por «Buckley Dial» devido à propensão do colecionador John Buckley por eles; já os Daytona «Patrizzi» têm a ver com o colecionador e autor Osvaldo Patrizzi, que descobriu que alguns Daytona Ref. 16520 em aço com mostrador preto dos anos 90 tinham anéis dos submostradores que passavam do prateado a um tom acastanhado, devido a um tipo de verniz vulnerável à oxidação.

Rolex Ref. 6062 ‘Bao Dai’ em fundo azul
Ref. 6062 ‘Bao Dai’ | © Bexsonn.com

Outro Daytona com nome adicional é o raro Ref. 6241 «John Players Special» em ouro amarelo, cuja combinação cromática faz recordar os carros Lotus da Fórmula 1 no tempo em que vestiam de preto com detalhes a dourado por serem patrocinados pela marca de tabaco John Players Special.

Já o termo «President» serve para distinguir os modelos Day-Date em ouro ou platina – não só porque são os únicos dotados de uma bracelete dita President, mas também porque foram usados por vários presidentes dos Estados Unidos. Os Day-Date em ouro também ficaram conhecidos como «Texas Timex» porque, por alturas em que o petróleo originou muitos novos ricos naquele estado norte-americano, era um relógio tão popular como… os Timex.

Mundo vintage

O universo vintage da Rolex está polvilhado de exemplares com designações especiais – e, além dos já referidos anteriormente, há muitos mais cognomes a qualificarem múltiplas referências.

O «Bubbleback» refere-se ao fundo bojudo dos primeiros modelos que receberam os movimentos com rotor dos primeiros relógios automáticos da marca. O «Red Sub» ou «Red Line» é o Submariner Ref. 1680 na sua primeira fase de produção, que incluía o nome a vermelho no mostrador. O mostrador de muitos exemplares da primeira leva foi substituído por texto integralmente branco durante as revisões, pelo que os modelos que mantiveram a configuração original são particularmente valiosos. É igualmente raro pelas mesmas razões o Sea-Dweller Ref. 1665, que apresentava, nos primeiros anos, duas linhas de texto vermelhas – ficando conhecido como «Double Red» (ou «DRSD»). Mas depois adotou tipografia exclusivamente branca e sem a menção Submariner 2000, tendo sido então batizado de Sea-Dweller ‘Great White’. Seguiu-se a segunda geração do Sea Dweller, denominada ‘Triple Six’ devido aos três algarismos «6» consecutivos na respetiva Ref. 16660.

Quanto aos «Rail Dial», são modelos Sea-Dweller e Explorer II em que o «C» de Superlative Chronometer está perfeitamente alinhado com o «C» de Officially Certified na linha de baixo do texto. E depois vieram as designações marotas: alguns Submariner Ref. 5513 dos anos 60 receberam recentemente o nome «Bart Simpson», devido ao facto de as pontas do logótipo da coroa se assemelharem ao cabelo do irreverente cartoon; vários modelos Submariner vintage em ouro ou ouro/aço com marcadores das horas redondos e convexos foram batizados «Nipple Dials», por terem no meio uma bola luminescente.

Entretanto, os primeiros exemplares do GMT-Master Ref. 1675 estreados no final da década de 50 tinham protetores de coroa curvos e pontiagudos como cornos, granjeando o nome «El Cornino». Já «Fat Lady» é o epíteto dado ao GMT-Master II Ref. 16760, lançado em 1983 com uma caixa 0,5 mm mais espessa e curva relativamente à geração anterior — e essa maior voluptuosidade também lhe valeu o cognome de… «Sophia Loren»!

→ Já chega? No total, foram referenciadas 57 alcunhas clássicas – mas a lista de nomes informais com função distintiva não pára de crescer. A fonte de inspiração parece inesgotável…

A designação «Padellone» (frigideira) é atribuída aos modelos de calendário triplo e fases da Lua com a Ref. 8171, que, com os seus 38 mm, eram considerados grandes para a época em que foram lançados (final dos anos 40). O único outro modelo com calendário triplo e fases da Lua da Rolex é o Ref. 6062, que ficou conhecido por «Stelline» devido aos indexes em forma de estrela. É extremamente valioso.

«Solo» é a designação dada a alguns cronógrafos Rolex pré-Daytona (Ref. 6239 e Ref. 6240) que têm no mostrador somente o nome da marca. Vários Daytona antigos são apelidados «Oyster Sotto» por colecionadores italianos, devido ao facto de terem a palavra Oyster por baixo (sotto) das palavras Rolex Cosmograph. Também são conhecidos por «RCO Daytona» pela ordem das palavras (Rolex, Cosmograph, Oyster). Os «Big Eyes» são os Daytona Ref. 6263 e 6265 com submostradores maiores do que o normal. O «Unicorn» é o exemplar único do Daytona Ref. 6265 de 1970 com corda manual e em ouro branco que pertenceu ao colecionador John Goldberger. Foi vendido em leilão por quase seis milhões de dólares. Os Daytona de segunda geração com movimento de base El Primero são conhecidos por «Zenith» em honra da manufatura que providenciou o calibre cronográfico.

ROLEX GMT-MASTER II REF: M126710BLNR-0002 BATGIRL em fundo branco ao lado da personagem Batgirl.
GMT-MASTER II REF: M126710BLNR-0002 BATGIRL | Criada como contraponto ao herói Batman, a Batgirl apareceu pela primeira vez em 1961. Foi criada pelo artista Sheldon Moldoff e pelo argumentista Bill Finger.

A alcunha «Bombay» vem do francês bombée (arredondada) e refere-se a alguns modelos Oyster Perpetual dos anos 50 com uma caixa dotada de asas curvas. Alguns exemplares Day-Date e Datejust da década de 70 são conhecidos por «Wide Boy Dials», devido a indicadores das horas maiores do que o normal. E qualquer Datejust que tenha uma luneta rotativa recebe o nome de «Thunderbird», porque o esquadrão Thunderbird da Força Aérea norte-americana usou modelos com luneta rotativa (designados por Turn-O Graph) no final dos anos 50 – com a Rolex a aproveitar para lançar uma série especial de modelos Datejust com o logo Thunderbird no mostrador. «Exclamation Point Dial» é um tipo de mostrador do início dos anos 60 que tem um ponto por baixo do bastão das 6 horas, fazendo parecer um ponto de exclamação. Os modelos com o cognome «Sigma Dial» apresentam um par de discretos símbolos gregos sigma em caixa baixa às 6 horas para sublinhar que foram utilizados componentes em ouro no mostrador.

Já chega? No total, foram referenciadas 57 alcunhas clássicas – mas a lista de nomes informais com função distintiva não para de crescer. Mais uma: «Batgirl», nome atribuído ao GMT-Master II com luneta azul/preta e bracelete Jubilee. A fonte de inspiração parece inesgotável….

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