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Sentidos: segredos de uma capa

O protagonista da capa do número 73 da Espiral do Tempo é o Jaeger-LeCoultre Master Chronograph Calendar e, com ele, mais do que salientar os cinco sentidos (tendo em conta o tema de capa), quisemos destacar sobretudo um – o sentido do tato. É através do toque que sentimos o relógio, que percebemos o seu peso, as suas texturas, os seus acabamentos, o seu conforto no pulso. Ainda assim, e inspirados pela produção fotográfica que pode descobrir também na mesma edição, não quisemos fotografar o relógio no pulso. Esse foi o verdadeiro desafio.

O conceito

Making Of Espiral do Tempo 73 01
Queríamos evocar o tema de capa, através do tato. Eis algumas das posições que surgiram. | © Paulo Pires/ Espiral do Tempo

O conceito para a capa do número 73 da Espiral do Tempo (inverno 2020) foi determinado bastante cedo, mesmo antes de arrancarmos com o conteúdo editorial. Tendo em conta que a temática «Sentidos» foi adotada como fio condutor, queríamos que a capa evocasse um dos sentidos que mais se destaca na hora de usufruir de uma peça relojoeira – o tato. Depois de duas capas anteriores sem componente humana, decidimos que faria sentido apresentar mãos reais, numa interação com o relógio que não fosse no pulso. O relógio protagonista foi o Jaeger-LeCoultre Master Chronograph Calendar.

Tirámos assim mais de 200 fotografias, mas o mais curioso foi ver como o nosso modelo partiu das indicações da pose inicialmente pensada, para começar uma verdadeira descoberta tátil do relógio. A tendência da maioria das pessoas é colocar o relógio no pulso, mas o nosso desafio levou a outras descobertas, pois a única pose proibida era precisamente essa: nada de relógio no pulso. O pormenor mais delicioso tem a ver com o facto de a capa ser mesmo 100 por cento Vallée de Joux: as mãos pertencem a Olivier Dépraz, suíço residente em Portugal mas que viveu em Le Lieu e trabalhou na Jaeger-LeCoultre antes de vir para o nosso país.

Escolhas, escolhas…

De todas as fotos, escolhemos aquela em que a pose, no nosso entender, melhor integrava o relógio nas mãos. Remete-nos para um gesto de exibição, mas sobretudo de proteção, reforçando o caráter de preciosidade da peça em mãos. A temperatura de cor original que registámos nas fotos foi manuseada para um tom mais quente e as sombras carregadas para que o olhar fosse atraído para o elemento mais luminoso da imagem, o relógio.

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De entre as inúmeras imagens escolhemos aquela que nos remetia para um gesto de exibição, mas também proteção. | © Paulo Pires/ Espiral do Tempo

Ator principal

O nosso ator principal foi (como sempre) recortado da imagem original para poder ser manuseado em detalhe. Acerto da coroa, reforçar os azuis e os pormenores em vermelho, limpeza de algumas partículas de pó. A data do calendário, à falta de melhor inspiração, foi ajustada para o dia de nascimento de um dos elementos da nossa equipa. Dia 25 de fevereiro (de 1970), uma quarta-feira.

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Algumas etapas que deram origem à imagem final do relógio. | © Paulo Pires/ Espiral do Tempo

Eis assim o resultado final:

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