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The Story Of The Radium Girls (vídeo)

Já falámos algumas vezes das ‘Raparigas do Rádio’, tanto num artigo dedicado à evolução dos revestimentos luminescentes no âmbito da relojoaria, como numa sugestão de leitura. Pois bem, hoje apresentamos um vídeo que descobrimos recentemente e que ajuda a compreender de forma simples esta que é uma história particularmente perturbadora.

No final da Primeira Guerra Mundial, os relógios de pulso com mostradores luminescentes tinham-se transformado num acessório indispensável, tendo em conta uma necessidade que se veio verificar a partir do momento em que os soldados se aperceberam de que os relógios de bolso eram inadequados às necessidades do campo de batalha da altura porque ou caíam facilmente do bolso ou eram inúteis durante a noite por sere quase impossível a sua leitura sem luz.

Algumas marcas relojoeiras começaram a responder a este problema começando a prender os relógios ao pulso e a procurar uma forma de fazer os mostradores brilharem no escuro. Como já contámos, Ernest e Camille Lipman, proprietários da manufatura francesa LIP, em Besançon, terão sido os primeiros a terem a ideia de aplicar o rádio na relojoaria, depois de terem ouvido falar, em 1902, da sua descoberta por Marie Curie

Por outro lado, a U.S. Radium Corporation foi, a partir de 1917, a principal responsável pela produção e aplicação nos mostradores de relógios de uma tinta radioativa a que tinha dado o nome de ‘undark’. A empresa norte-americana começou a dar emprego a centenas de raparigas, que aplicavam a substância sobre os mostradores dos relógios através de lip-pointing, uma técnica que consistia em afiar o pincel com os lábios de modo a poder cobrir com a máxima precisão os numerais, os indexes e os ponteiros.

Claro está que os riscos deste procedimento lhes eram alheios: falamos de uma tinta à base de rádio numa época em que os cientistas começavam ainda a perceber as características prejudiciais desta substância, bem como a sua particularidade de emitir radiação beta e gama. Porém, bem melhor do que os cientistas, estas jovens começaram a perceber e a sentir na própria pele os efeitos nefastos da massiva exposição a este elemento.

Já abordámos há uns tempos a história destas jovens num artigo dedicado à evolução dos revestimentos luminescentes no âmbito da relojoaria, como numa sugestão de leitura intitulada The Radium Girls que consideramos imperdível. Hoje, complementamos com um vídeo que descobrimos online. São cerca de 24 minutos que nos ajudam a perceber os meandros de tudo o que se passou:

A história das jovens americanas que pintavam os mostradores dos relógios com tinta radioativa.

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