Uma aventura excecional: o projeto Louis Varius da Louis Vuitton e De Bethune

Quando as ideias e o conhecimento se encontram, a magia acontece — fruto do encontro entre a Louis Vuitton e a De Bethune, o Project LVDB-03 Louis Varius inclui uma interpretação moderna do lendário Sympathique.

Denis Flageollet, co-fundador da De Bethune é um dos maiores génios da relojoaria de todos os tempos — mas não se fala muito dele porque ele opta sempre por andar longe dos grandes palcos mediáticos e prefere ficar nas montanhas do Jura, qual eremita, a trabalhar nos seus projetos. E chegou a dizer que não percebe como é que colegas seus conseguiam desenvolver os seus projetos, uma vez que estão constantemente a viajar e a participar em eventos. Pois bem, nos últimos anos, Denis Flageollet tem aparecido algumas vezes em Genebra, recebeu a Espiral do Tempo na manufatura da De Bethune em L’Auberson e até nos mostrou a manufatura da musical Reuge (adquirida pela De Bethune) em Sainte-Croix. E recentemente viajou até ao Japão, para participar na apresentação do extraordinário Project LVDB-03 Louis Varius.

Denis Flageollet
Denis Flageollet | Foto: Ulysse Camus

As viagens estão precisamente no cerne da maison Louis Vuitton, uma das marcas de luxo de primeira linha que pertence ao grupo LVMH e que tem investido muito na alta-relojoaria. Para além de ter adquirido a La Fabrique du Temps, tem-se associado a grandes mestres relojoeiros para apresentar criações excecionais. Começou com Rexhep Rexhepi no Louis Vuitton x Akrivia LVRR-01 Chronographe à Sonnerie, continuou com Kari Voutilainen e agora emparceirou com Denis Flageollet e a De Bethune para apresentar o terceiro capítulo da viagem contínua da Louis Vuitton pela relojoaria independente, o Project LVDB-03 Louis Varius. Que reúne em si duas conquistas: uma rara interpretação moderna do Sympathique, uma maravilha do século XVIII, e uma versão única do icónico DB25 GMT Starry Varius da De Bethune.

«Nestas colaborações, damos ao relojoeiro a liberdade de definir a sua própria visão do tempo — e a sua própria visão da Louis Vuitton», diz Jean Arnault, diretor da área relojoeira da marca. «Trazemos uma perspetiva externa, o que nos permite apoiar os relojoeiros independentes e, por sua vez, trazem a sua própria perspetiva inovadora sobre a Louis Vuitton. É uma dinâmica que traz muita criatividade e novas ideias para ambos os lados». O projeto marca um novo ponto alto na série de colaborações da casa parisiense — uma plataforma para parcerias visionárias e um pilar do Prémio Louis Vuitton de Relógios para Criativos Independentes, possibilitando o estabelecimento de um programa de mentoria dedicado ao vencedor do prémio e fomentando a próxima geração de excelência relojoeira.

O genial mas discreto Denis Flageollet figura entre as personalidades mais veneradas da relojoaria contemporânea. Ao longo da sua ilustre carreira, e após a conclusão do atelier MHM que tinha com François-Paul Journe e Vianney Halter, raramente se dedicou a colaborações — e quando o fez, cada qual foi sempre guiada pelo seu compromisso inabalável com a cronometria de precisão e o avanço da ciência dos materiais. As oportunidades de trabalhar com ele são raras e acontecem apenas quando a visão, os valores e o timing se alinham. Foi sob essas circunstâncias excecionais que, em 2021, Jean Arnault contactou com Denis Flageollet, motivado por uma profunda admiração pelo seu trabalho e um fascínio partilhado pela época dourada da relojoaria francesa. «A primeira vez que ouvi falar de Denis Flageollet, devo admitir que fiquei muito perplexo. Só depois de visitar a De Bethune e ver o extraordinário rigor e imaginação por detrás de cada decisão é que comecei a compreender quem ele realmente é: um Leonardo da Vinci dos tempos modernos», disse.

Na manufatura de L’Auberson: placa de meteorito e as dezenas de calibres ultilizados | Foto. Miguel Seabra/Espiral do Tempo

Denis Flageollet, conhecido pela sua inflexibilidade e poucas palavras, gostou do encontro. «Falámos muito sobre relojoaria e encontrámos pontos em comum nas peças que apreciámos. Percebi que falávamos a mesma linguagem e partilhávamos um forte sentido de responsabilidade para com o ofício e a sua preservação». As conversas levaram naturalmente aos precursores da relojoaria e, eventualmente, ao enigmático mecanismo Sympathique. E o que começou como uma troca de ideias evoluiu lentamente para uma ambição silenciosa: reinterpretar uma das criações mais audaciosas da relojoaria, mas através de uma perspetiva contemporânea. Tal sintonia «filosófica, técnica e profundamente pessoal» redundou num convite para integrar o comité de especialistas dos Prémios de Relógios Louis Vuitton em 2022 e no lançamento do projeto secreto com o nome de código ‘Fase 3’… que deu origem, ao longo dos últimos cinco anos, ao Projeto LVDB-03 Louis Varius — composto por um relógio de pulso e uma base mecânica ‘Simpática’.

Tambour em azul De Bethune

O LVDB-03 GMT Louis Varius alberga a icónica caixa Tambour Taiko da Louis Vuitton. Fabricada em titânio polido, como é apanágio da De Bethune, a caixa recebe um acabamento azulado através do processo de oxidação térmica que é precisamente patenteado pela De Bethune, resultando numa cor profunda e vibrante — um tratamento emblemático da marca de L’Auberson. A superfície ganha vida com reflexos mutáveis, criando um jogo dinâmico de luz que sublinha a união da silhueta distinta da Louis Vuitton com o savoir-faire técnico da De Bethune. Envolvendo o mostrador, o aro Tambour exibe as doze letras Louis Vuitton, jateadas na superfície e polidas individualmente, oferecendo uma assinatura subtil, mas inconfundível. Essa clareza gráfica repete-se na coroa com acabamento manual, que ostenta a icónica Flor Monogram da Louis Vuitton e combina acabamentos polidos, jateados e acetinados. Para além da sua identidade visual, a coroa serve como ponto de ligação ao sistema simpático, reforçando o diálogo funcional do relógio com o mecanismo ‘Sympathique’.

A caixa de titânio azulado contrasta com as asas de platina, cujo brilho realça a profundidade do azul, ao mesmo tempo que enfatiza a forma arquitetónica do relógio. Cada asa é polida à mão, com interiores jateados a laser que introduzem um discreto contraste textural. Ao rodar-se o relógio, é revelado um fundo de caixa aberto, oferecendo uma vista desimpedida do calibre DB2507LV. Gravada no movimento, uma referência especial à colaboração: ‘Louis navega com Denis’, juntamente com o número individual da edição limitada (de 01 de 12 a 12 de 12). Apenas doze exemplares de pulso marcam a exclusividade do projeto.

Calibrado para a Arte de Viajar

No coração do LVDB-03 GMT Louis Varius reside o Calibre DB2507LV da De Bethune, um movimento de corda manual com reserva de marcha de cinco dias. Meticulosamente fabricado e montado na manufatura da De Bethune, o movimento combina uma engenharia avançada com o savoir-faire tradicional. Concebido para viagens, o movimento exibe horas e minutos, um segundo fuso horário (GMT), indicação dia/noite e data saltante — funções adaptadas às necessidades do viajante moderno e alinhadas com a eterna Arte de Viajar subjacente à Louis Vuitton. O sofisticado Calibre DB2507LV é ainda enriquecido por uma função Sympathique exclusiva, que permite que o relógio seja automaticamente recarregado e reiniciado. É regulado por um volante de titânio azulado, ajustado manualmente com inserções de ouro branco e combinado com uma espiral de balanço com curva terminal plana, garantindo estabilidade e precisão. Uma roda de escape em silício e o sistema de absorção de choque triplo patenteado pela De Bethune melhoram ainda mais o desempenho cronométrico do LVDB-03 GMT Louis Varius.

A arquitetura do Calibre DB2507LV é elevada por um acabamento manual ultra refinado em toda a sua extensão. Uma ponte deltoide de titânio polida à mão e uma ponte de balanço polida e com acabamento manual emolduram o movimento, enquanto as superfícies são adornadas com Microlight Côtes de Bethune — uma reinvenção contemporânea da tradicional decoração Côtes de Genève, que se distingue pelos seus padrões subtis e ângulos de gravação que captam e refletem a luz de forma delicada no coração do movimento. No final do processo de fabrico, cada LVDB-03 GMT Louis Varius passa pelo seu controlo de qualidade final e mais rigoroso, supervisionado pessoalmente pelo mestre Denis Flageollet.

Cosmos e Savoir-Faire

O mostrador do LVDB-03 GMT Louis Varius reflete uma visão partilhada, moldada pela exploração, precisão e infinito. Inspirando-se no diálogo constante de Denis Flageollet com a natureza e o cosmos, a linguagem celestial característica da De Bethune — o seu motivo da Via Láctea — é reinterpretada de modo peculiar para a Louis Vuitton. No centro, um mapa estelar único alinha-se discretamente para revelar as letras ‘LV’, integradas na constelação como uma assinatura definidora da colaboração. A superfície celeste é produzida através de um processo artesanal exclusivo desenvolvido na manufatura De Bethune e patente nos modelos Sarry Varius. Os pinos de ouro branco são inseridos individualmente à mão em microperfurações de tamanhos variados, criando profundidade e luminosidade em todo o mostrador. A composição é ainda enriquecida pela aplicação manual de finas folhas de ouro por um artesão decorativo nas oficinas da De Bethune.

Em redor do mostrador, um indicador esférico de dia e noite completa duas rotações a cada 24 horas, oferecendo uma leitura contínua e intuitiva do tempo em diferentes fusos horários. Baseado na construção patenteada de fases da lua esférica da De Bethune, o indicador é fabricado em ouro rosa 5N (indicando o dia) e aço azulado por chama (indicando a noite), sendo a tonalidade azul profunda obtida através de uma lâmpada de álcool tradicional. Os índices polidos e os numerais ao estilo Tambour reforçam os códigos de design da Louis Vuitton, enquanto a superfície opalescente do mostrador realça a legibilidade e brinca com a luz de forma subtil. Ponteiros facetados — particularmente desafiantes de executar — ecoam os tons de azul profundo tanto do mostrador como da caixa, completando uma composição na qual convergem duas visões da relojoaria, fruto do encontro inspirador entre Denis Flageollet e Matthieu Hegi, diretor artístico da La Fabrique du Temps Louis Vuitton.

Inspirado no design do DB25 GMT Starry Varius da De Bethune e incorporando elementos essenciais da coleção de alta relojoaria da Louis Vuitton, o LVDB-03 GMT Louis Varius é oferecido com duas correias intercambiáveis, cada qual expressando uma faceta distinta da colaboração. Uma correia têxtil azul com bordas cinzentas introduz um carácter contemporâneo e técnico, contrastando com um forro em pele preta que garante conforto e durabilidade no pulso. Paralelamente, uma correia em pele de crocodilo de cor conhaque — totalmente forrada em pele de crocodilo e com acabamento em costura tom sobre tom — incorpora uma expressão mais clássica de requinte, destacando o savoir-faire artesanal partilhado por ambas as casas. As duas correias estão equipadas com uma fivela em titânio azulado polido, cuja tonalidade profunda ecoa o tratamento térmico da caixa. A lingueta de titânio polido é gravada com a dupla assinatura Louis Vuitton/De Bethune.

LVDB-03 Sympathique Louis Varius

É a concretização de um mito — uma reinterpretação única de um ícone da relojoaria que foi concebido inicialmente por Abraham-Louis Breguet em 1795 como forma de sincronizar automaticamente um relógio de bolso portátil com um relógio mestre mais preciso: o Sympathique é uma maravilha da técnica e um mito da relojoaria. O seu mecanismo permitia dar corda ao relógio de bolso durante a noite e os donos tinham-no totalmente ajustado de manhã. Embora apenas cinco relógios Sympathique tenham sido fabricados durante a vida de Abraham-Louis Breguet, a ideia foi aprimorada pelo seu filho e tem fascinado gerações de relojoeiros desde então.

O Sympathique há muito que fascina Denis Flageollet, o mestre que — dois séculos depois de A.-L. Breguet — foi dos primeiros a revisitar com sucesso o conceito. No início da década de 1990, desempenhou um papel fundamental na criação de uma interpretação moderna para a marca homónima de Breguet, transformando o relógio de bolso original num relógio de pulso tourbillon com um remontoir de força constante para maior precisão, ao mesmo tempo que introduzia uma série de refinamentos técnicos. Mais de trinta anos depois, a Louis Vuitton e a De Bethune abraçaram o desafio de reinterpretar o histórico conceito. «Este projeto é sobre diálogo — entre pessoas, entre ideias, entre séculos de tradição relojoeira. Revisitar o ‘Sympathique’ é revisitar a rica história da relojoaria, enquanto se escreve um novo capítulo para o futuro», diz Jean Arnault

No coração do LVDB-03 Sympathique Louis Varius está um movimento de corda manual fabricado inteiramente pela De Bethune. Composto por 763 componentes e equipado com dois grandes tambores e um remontoir d’égalité, oferece uma estabilidade e autonomia excecionais. Batendo a 18.000 vibrações por hora (2,5 Hz), oferece uma impressionante reserva de carga de 11 dias. O design do LVDB-03 Sympathique Louis Varius inspira-se diretamente nos códigos icónicos da linha Tambour da Louis Vuitton: a escala de minutos, inspirada no aro característico do Tambour, substitui a tradicional inscrição ‘Louis Vuitton’ por índices de doze horas, reforçando a função de cronometragem e preservando a identidade distinta do modelo; a completar o visor, dois ponteiros triangulares emergem do mostrador central ‘Via Láctea’ para indicar as horas e os minutos.

Ancorado numa base de titânio decorada com uma marquetaria de meteorito azulado, o LVDB-03 Sympathique Louis Varius é fixado por um fecho de inclinação no seu suporte fixo. O relógio pode ser ajustado em múltiplas orientações, uma referência à configuração dos históricos cronómetros de marinha. Na sua posição de referência, espelhando um cronómetro marítimo, mede 310mm de largura, 266mm de profundidade e 260mm de altura. Quando inclinado, a sua altura máxima estende-se até aos 313mm, oferecendo versatilidade na exibição. Embora Denis Flageollet não tenha produzido um cronómetro de marinha tradicional, o LVDB-03 Sympathique Louis Varius reflete essa herança através da sua arquitetura e exposição cuidadosamente elaboradas.

A interface de encaixe — a chave para a função Sympathique — está discretamente oculta sob uma tampa gravada em forma de cúpula na parte superior do relógio. Feita em ouro rosa, a cúpula é adornada com a constelação de Hércules, uma subtil referência ao signo astrológico do fundador da Louis Vuitton. Quando colocado no seu suporte, o LVDB-03 GMT Louis Varius é engrenado pelo LVDB-03 Sympathique Louis Varius através da sua coroa. Ao longo de 10 horas, o sistema dá automaticamente corda ao relógio e, a cada duas horas, um mecanismo dedicado, localizado na parte traseira do relógio, reinicia o seu mostrador para corresponder ao relógio mestre, sincronizando ambos.

Esta reinterpretação do Sympathique representa o mais avançado mecanismo de sincronização mecânica. Baseia-se não só no trabalho anterior de Denis Flageollet, mas também em 23 anos de inovação da De Bethune em organismos reguladores e sistemas de transferência de energia. Notavelmente, o LVDB-03 GMT Louis Varius pode ser recarregado em apenas uma noite, quando o relógio de base é regularmente emparelhado com o relógio de pulso. E as inovações estendem-se ao próprio relógio: ao contrário das versões anteriores do Sympathique, o LVDB-03 Sympathique Louis Varius permite que o relógio de pulso seja encaixado sem a necessidade de remover a bracelete ou de realizar qualquer passo preparatório. O utilizador apenas necessita de desabotoar a bracelete e colocar o relógio diretamente no recetáculo. É um gesto simples e intuitivo.

Criação hérculea

O relógio de pulso LVDB-03 GMT Louis Varius é o primeiro relógio Sympathique concebido especificamente para viajar para longe. Nos modelos anteriores, o relógio portátil era concebido para ser usado brevemente — no bolso ou no pulso — e depois devolvido ao relógio Sympathique para que lhe fosse dada corda. Mas, graças a uma reserva de marcha alargada de cinco dias e a complicações orientadas para as viagens, o GMT Louis Varius oferece maior liberdade para acompanhar o utilizador em viagens mais longas.

Já o LVDB-03 Sympathique Louis Varius representa um feito de engenharia de superlativa ambição e só existirão dois conjuntos completos com o LVDB-03 GMT Louis Varius (cada qual composto por um relógio monumental e um relógio de pulso correspondente), para além de dez relógios de pulso adicionais vendidos em separado. A escala de produção é extremamente limitada e, por detrás de cada conjunto, existe um enorme ecossistema colaborativo em Saint-Croix — que se estende desde o Institut de la Mécanique d’Art à manufatura De Bethune. «Desde o início, pareceu-me óbvio criar um conjunto centrado nas viagens. Assim, imaginei utilizar o nosso modelo GMT juntamente com um relógio encantador inspirado no espírito do sistema de gimbal utilizado nos cronómetros marítimos, que cancela o movimento das ondas durante as viagens marítimas», revela Denis Flageollet.

Para executar uma das componentes mais poéticas do relógio, Denis Flageollet recorreu a François Schuiten, o aclamado ilustrador belga conhecido pelos seus mundos imaginativos e especulativos. Colaborador de longa data de Denis Flageollet, o desenhador François Schuiten também já trabalhou com a Louis Vuitton, nomeadamente criando as ilustrações para o livro ‘Marte’, de Sylvain Tesson, incluído na coleção ‘House Travel Book’. Uma exposição recente da obra de François Schuiten — uma exploração evocativa do tempo — acabou por levá-lo a ser convidado para participar no projeto. «Este projeto, que incorpora o espírito de viagem tão caro à Louis Vuitton, reúne as obras-primas da relojoaria do Renascimento através das suas formas de tambor esculpidas, da precisão do traçado de François Schuiten, do artesanato excecional de Michèle Rothen, da paixão de Jean Arnault pela investigação científica do Iluminismo e do meu amor pela cronometria», sublinha Dinis Flageollet.

Inspirando-se nos dioramas do início do século XIX, François Schuiten criou três paisagens com cenas imersivas de exploração — incluindo um comboio a vapor a atravessar um viaduto, balões de ar quente a flutuar sobre a savana africana e sherpas a escalar montanhas íngremes. Tais mundos em miniatura rodeiam o mecanismo e giram lentamente. O resultado é uma paisagem onírica em constante evolução, sugerindo que o tempo não é linear, mas circular — cíclico, surreal e sublime. Cada momento do dia conta uma história única. Para criar essas intrincadas ilustrações em três anéis separados de ouro rosa 5N, Denis Flageollet contou com a mestre gravadora Michèle Rothen. A sua tarefa era monumental: mais de um metro de superfície gravada à mão, com cada linha extraída dos desenhos originais a caneta de François Schuiten. Usando um buril e um cinzel tradicionais, Michèle Rothen esculpiu todo o panorama à mão, com resultados que rivalizam com os relógios decorativos do final do Renascimento.

Os baús de viagens

Mas há mais! Dois tipos distintos de baús excecionais foram meticulosamente confecionados para o Project LVDB-03 Louis Varius. Em primeiro lugar, um baú inspirado nos emblemáticos Baús de Troféus da Louis Vuitton foi concebido e fabricado para albergar o relógio LVDB-03 Sympathique Louis Varius. Este baú de titânio exclusivo representa o culminar da raridade, tornando-se um dos objetos mais exclusivos jamais produzidos pelos ateliers Louis Vuitton em Asnières. Em segundo lugar, para os relógios de pulso LVDB-03 GMT Louis Varius, foi fabricado um estojo de alta relojoaria em titânio com o mesmo padrão de qualidade.

Os baús individuais refletem os materiais excecionais e o savoir-faire do Baú de Troféus maior. Além disso, no interior de cada um dos baús individuais de alta relojoaria está incluída uma bolsa de viagem personalizada em pele, concebida especificamente para o LVDB-03 GMT Louis Varius, oferecendo uma camada adicional de proteção e elegância para o intrépido viajante. Concebidos e fabricados pelos mestres artesãos da Maison em Asnières, os baús por medida da Louis Vuitton são fabricados em titânio polido, um material escolhido tanto pela sua raridade como pelo desafio técnico que apresenta. Protetores de cantos em titânio, azulados pelo calor pela De Bethune e desenvolvidos exclusivamente para o projeto, fazem-se acompanhar de losangos de paládio — que se repetem na fechadura — que pontuam o exterior com uma sobriedade precisa. No interior, os baús revelam um interior meticulosamente organizado em Alcantara e pele cinzenta, com compartimentos dedicados para o relógio ou relógio de pulso Sympathique e os respetivos acessórios.

Na intersecção entre passado e futuro, o projeto LVDB-03 Louis Varius redefine um dos mais engenhosos empreendimentos da relojoaria e oferece uma declaração duradoura sobre a inovação, a imaginação e a celebração da Arte de Viajar. Simplesmente incrível…

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