fbpx
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

SIHH 2016 : o quarteto fantástico da A. Lange & Söhne

Em Genebra — Mais uma vez, a A. Lange & Söhne voltou a impressionar a crítica e os aficionados com uma série de novos modelos de respeito — e entre as novidades desveladas esta semana no Salon International de la Haute Horlogerie destacamos quatro relógios em particular: o Datograph Perpetual Tourbillon, o Richard Lange Jumping Seconds, o Grand Lange 1 Moon Phase ‘Lumen’ e o Saxonia moon Phase. Um fantástico quarteto de instrumentos do tempo que sobressai num total de 34 novas referências no catálogo da manufatura germânica.

© Miguel Seabra/ Espiral do Tempo
© Miguel Seabra/ Espiral do Tempo

É fácil ficar-se a saber qual a vedeta entre os novos relógios apresentados anualmente pela Lange & Söhne no Salon International de la Haute Horlogerie: basta olhar para o respetivo stand e ver a réplica gigante localizada logo à entrada. Este ano, o gigantesco relógio apresentava a familiar silhueta do Datograph mas com um mostrador mais preenchido que nem mostrava a extensão da sua complexidade mecânica — porque o Datograph Perpetual Tourbillon não apresenta o turbilhão no mostrador, reserva-o para quem pode vê-lo no fundo… ou seja, o dono do relógio e a quem ele escolher mostrar aquela que é considerada a mais nobre das complicações relojoeiras.

© Miguel Seabra/ Espiral do Tempo
© Miguel Seabra/ Espiral do Tempo

O Datograph Perpetual Tourbillon, devido à sua complexidade e também ao facto de o nome ‘Datograph’ ser extremamente respeitado no universo relojoeiro, concitou as atenções gerais — mas houve três outros modelos novos que concitaram as nossas atenções particulares: o Richard Lange Jumping Seconds, com o seu mostrador regulador particularmente elogiado pela imprensa internacional; o Grand Lange 1 Moon Phase ‘Lumen’, uma versão limitada do Grand Lange 1 Moon Phase com um estilo contemporâneo já visto em versões anteriores do Zeitwerk e do Grand Lange 1; e o Saxonia Moon Phase, com um disco lunar a sobressair no mostrador tradicionalmente depurado da linha Saxonia. Há ainda a registar a nova versão do Lange 1 em ouro branco (na sequência da atualização do ícone da marca em 2015) e o Saxonia Thin, o modelo mais fino — 5,9 mm de espessura — jamais lançado pela histórica manufatura de Glashütte, mas vamos escalpelizar sobretudo as valências do referido quarteto.

© Miguel Seabra/ Espiral do Tempo
© Miguel Seabra/ Espiral do Tempo

Perante a nossa seleção dos modelos que achámos por bem destacar como preponderantes entre as novidades, perguntámos a Anthony de Haas, responsável do departamento de pesquisa e desenvolvimento da Lange & Söhne, se tinha algum preferido. A resposta do sempre bem-humorado holandês foi sintomática: «Qual é o nosso filho preferido?», indagou retoricamente. «Bom, é preciso ter em conta que eu já conheço estes produtos há quatro anos — cada um deles tem uma história própria e os seus desenvolvimentos…». Mas centrou-se sobretudo nos dois modelos mais complexos.

© Miguel Seabra/ Espiral do Tempo
© Miguel Seabra/ Espiral do Tempo

Datograph Perpetual Tourbillon

Lançado numa edição em platina de 100 exemplares, o Datograph Perpetual Tourbillon fará as delícias dos numerosos colecionadores aficionados do Datograph — que entretanto já tinham a variante Datograph Perpetual com que se entreter. A nova declinação traz para o seio do Datograph um turbilhão que passa a acompanhar as funções cronográficas (com flyback) e de calendário perpétuo mas que é apenas visível a partir do fundo; essa localização ‘oculta’ da terceira complicação não significa uma simples adaptação do célebre calibre cronográfico: foi mesmo preciso criar um novo movimento.

© Miguel Seabra/ Espiral do Tempo
© Miguel Seabra/ Espiral do Tempo

«Trata-se do Datograph e o mecanismo do Datograph é lendário, sendo mesmo considerado um dos mais bonitos de sempre — ou seja, não podíamos ‘tocar’ nele de forma a disvirtuá-lo», confessou Anthony de Haas. «Por isso, foi um grande desafio para nós conseguirmos abrir espaço no calibre de modo a incluir um turbilhão que até é grande, porque queríamos incluir um balanço sobredimensionado, para além de querermos um turbilhão dotado da nossa função patenteada stop-seconds. Outra condicionante teve a ver com o calendário perpétuo saltante, tivemos de redesenhar o movimento desde a base e otimizá-lo ao incluir discos para melhorar a legibilidade no mostrador. Achámos que devíamos fazer um novo movimento, com uma melhor reserva de corda que atingisse as 50 horas».

© A. Lange & Söhne
© A. Lange & Söhne

O turbilhão foi colocado na metade superior do mecanismo, visível através do verso em vidro de safira. Pode-se constatar facilmente a arquitetura caraterística do Datograph, embora num calibre L952.2 bem mais complexo e com um total de 729 peças. O balanço de grandes dimensões conta com uma espiral desenvolvida e fabricada na manufatura. E, pela primeira vez num turbilhão da Lange & Söhne, o balanço está calibrado para 18.000 alternâncias por minuto (frequência de 2,5 hertz).

© A. Lange & Sohne
© A. Lange & Söhne

Richard Lange Jumping Seconds

Não tão complexo mas suficientemente interessante do ponto de vista técnico e estético, o Richard Lange Jumping Seconds até foi considerado por muitos jornalistas como o relógio preferido entre os novos lançamentos da Lange & Söhne. Adota o visual de mostrador ‘Regulador’ triangular do Richard Lange Perpetual Calendar Terraluna, mas sem data grande e com o submostrador principal dedicado aos segundos ditos ‘mortos’ (no Terraluna, o submostrador principal foi entregue aos minutos); o ponteiro dos segundos, em vez de deslizar como num relógio mecânico normal, avança com um salto por segundo — daí o nome ‘Jumping Seconds’.

© Miguel Seabra/ Espiral do Tempo
© Miguel Seabra/ Espiral do Tempo

Para que o ponteiro salte em vez de deslizar, é preciso armazenar momentaneamente a tensão do movimento de modo a fazê-la soltar-se para o tal salto. A frequência de seis alternâncias por segundo é transformada num salto por segundo. Trata-se de uma solução associada aos antigos relógios de precisão científica, sendo utilizada por Ferdinand Adolph Lange em relógios de bolso pela primeira vez no ano de 1867. A função zero-reset do calibre L094.1 ajuda a ajustar o relógio com maior propriedade.

© A. Lange & Söhne
© A. Lange & Söhne

«A maior valência do Richard Lange Jumping Seconds reside sobretudo no facto de ser um relógio com um sistema de força constante e segundos saltantes», comenta Anthony de Haas. «Acaba por ser um calibre muito delicado porque tem de conter a energia e fazê-la soltar-se 60 vezes por minuto. Dispõe de uma autonomia de 42 horas e fizemos algo de novo que se reflete no mostrador: uma indicação de final de corda que surge como um aviso num pequeno triângulo vermelho que aparece durantes as últimas dez horas do arco da corda». O Richard Lange Jumping Seconds está limitado a 100 exemplares em platina.

A. Lange & Söhne
A. Lange & Söhne

Grand Lange 1 Moon Phase ‘Lumen’

As versões luminescentes lançadas pela Lange são sempre surpreendentes no sentido de oferecerem uma nova dimensão contemporânea e irreverente ao habitual classicismo estilístico da marca germânica. Houve um primeiro modelo Zeitwerk ‘Luminous’ com mostrador de safira escurecida e indicações altamente luminescentes, sendo depois apresentada outra cobiçada tiragem limitada com as mesmas características no Grand Lange 1 ‘Lumen’. O novo Grand Lange 1 Moonphase ‘Lumen’ é o mais recente herdeiro dessa linhagem e coloca o enfoque da luminescência no disco lunar.

© A. Lange & Söhne
© A. Lange & Söhne

O disco lunar é composto por um vidro revestido, sendo as luas e as estrelas cortadas através de um raio laser. A matéria luminescente advém de um disco situado abaixo da placa recortada — e, em precárias condições de luz, impressiona pela sua luminescência. O Grand Lange 1 Moonphase ‘Lumen’ também surge numa edição limitada a 200 peças em platina.

© Miguel Seabra/ Espiral do Tempo
© A. Lange & Söhne

Saxonia Moon Phase

A linha Saxonia passa por um dos alicerces da coleção da A. Lange & Söhne, adequadamente depurada bem ao estilo pragmático da escola germânica — juntando a clássica apresentação da data grande que granjeou fama à Lange & Söhne aquando do seu relançamento em 1994 e uma exibição do ciclo lunar que dá um toque verdadeiramente sideral ao mostrador.

© Saxonia Moon Phase
© A. Lange & Söhne

O disco lunar é revestido de uma camada patenteada que lhe permite uma enorme precisão de detalhe e cores contrastantes. São 852 estrelas muito bem definidas numa notável reprodução miniaturizada da Via Láctea! O calibre automático L086.5 com 72 horas de reserva de marcha é o 16º movimento da marca a incluir a apresentação das fases da lua, sendo a precisão do movimento sinódico extremamente elevada (99,998 por cento) graças a uma transmissão em sete passos. A elegante caixa com 40 mm de diâmetro está disponível na coleção regular da marca tanto em ouro branco como em ouro rosa.

© Miguel Seabra/ Espiral do Tempo
© A. Lange & Söhne

Quatro relógios de estética e complexidade distinta. Qual é o vosso preferido do quarteto? ET_simb

Consulte o site oficial da A. Lange & Söhne para mais informações.

Outras leituras