Vinte anos depois de uma memorável partida de Lisboa, a 48ª edição edição do Dakar já está em curso — e foram lançados recentemente vários relógios inspirados pela lendária corrida de todo-o-terreno. Aqui ficam três da Tudor, Bell & Ross e Maurice de Mauriac.
Começou no dia 3 e vai decorrer até 17 de janeiro: a 48ª edição do Rali Dakar de todo-o-terreno disputa-se pelo sétimo ano consecutivo nos desertos da Arábia Saudita e tem oito mil quilómetros de extensão (dos quais4.901 deles cronometrados) num trajeto com partida e chegada em Yanbu, contando com a participação de quase 30 portuguesesnas várias categorias. E também muitos relógios interessantes, sendo que a Tudor é official timekeeper desde a edição transata.

A história do Dakar remonta ao momento em que Thierry Sabine, lendário motociclista francês, se perdeu durante o Rali Abidjan-Nice de 1977 e ficou sozinho no deserto do Sahara. Acabou por ser resgatado, mas reteve o quão desafiante e implacável o deserto podia ser… dando-lhe a ideia de fazer dele tema central daquela que se tornaria na mais dura corrida do planeta. E foi assim que, em 1978, teve início a primeira edição do Paris-Dakar — que, em 2006 e 2007, se chamou Lisboa-Dakar porque a partida foi feita da capital portuguesa; devido à falta de segurança na Mauritânia, os organizadores cancelaram a edição de 2008 que também tinha partida lisboeta, fazendo realizar os eventos seguintes (de 2009 a 2019) na América do Sul. Desde 2020 que a prova é realizada na Arábia Saudita.
Tudor Ranger
O Dakar é um rali de resistência off-road e as distâncias das etapas podem chegar aos 900 km por dia, tendo por isso fama de ser a corrida mais dura: competir no Dakar significa arriscar tudo num dos ambientes mais adversos do mundo.

O percurso atravessa o deserto Rub’ al-Khali, o maior mar de areia do planeta, uma região inóspita que permanece desabitada por humanos. A prova utiliza o formato rally raid, o que significa que as equipas usam apenas um roadbook contendo um mapa do trajeto para atravessar vastas extensões de terreno acidentado, conduzindo por vezes até 12 horas seguidas. Tanto o percurso geral, como as etapas especiais, o contrarrelógio de 48 horas e a maratona são cronometrados — é aqui que a Tudor entra em cena como official timekeeper.

Numa corrida tão exigente, o tempo é absolutamente essencial — e não se trata apenas de velocidade, mas também de resistência. Para além da competição principal, a Tudor é também cronometrista oficial do Dakar Classic, uma prova realizada em simultâneo com veículos que participaram no Rali Dakar até 2005. E este ano está a colar o Ranger ao evento, após ter estreado um novo tamanho e um novo mostrador na Dubai Watch Week do passado mês de novembro (o próprio stand da marca estava decorado com alusões ao Dakar).

O Ranger evoca o legado aventureiro da Tudor e surge agora com o novo diâmetro de 36mm a complementar os de 39mm já existentes, para além de um novo mostrador bege mate texturado (adequadamente batizado ‘Dune White’). Pensado para suportar as mais exigentes condições, o Ranger é fiel ao caráter de tool watch que está na sua génese — sem excessos, robusto e com foco na fiabilidade. A estética preserva os códigos históricos que moldaram o original dos anos 60 que o inspirou.

Para além do novo diâmetro midsize e da nova cor de mostrador, a principal novidade prende-se com a adoção dos Calibres MT5400 (na versão de 36 mm) e MT5402 (na versão de 39 mm), movimentos automáticos próprios da marca que ostentam certificação COSC, oscilador de inércia variável, espiral de silício e uma autonomia de 70 horas. E ultrapassam mesmo os padrões de precisão do próprio COSC, com variações de funcionamento entre -2 e +4 segundos por dia quando montados no relógio já finalizado.
Bell & Ross BR-X3 Black Titanium
A Bell & Ross tornou-se recentemente parceiro oficial de cronometragem do Defender Rally, que está a competir no Dakar. Os pilotos do team Defender D7X-R contam com a expertise relojoeira da Bell & Ross para enfrentar os troços mais exigentes de BR-X3 Black Titanium no pulso. Afinal de contas, a Bell & Ross encontra no mundo dos ralis-raid um campo de expressão natural: representa o teste definitivo à precisão, robustez e legibilidade — que são precisamente os três pilares da marca.

«A prova é um símbolo de ousadia, exploração e superação de limites, valores que estão no cerne do ADN da Bell & Ross. E o BR-X3 Black Titanium, com o seu icónico design de ‘círculo dentro de um quadrado’, incorpora na perfeição essa filosofia: precisão, legibilidade e robustez nas condições mais extremas. Orgulhamos-nos de ser parceiros da Defender Rally, uma equipa que partilha a nossa paixão pela aventura e o nosso compromisso com o desempenho, e de ver os nossos relógios a acompanhar os pilotos ao longo de tão icónica corrida», diz Carlos Rosillo, cofundador e CEO da Bell & Ross.

Membro da linha radical BR-X3 derivada do mais urbano BR 05, o BR-X3 Black Titanium apresenta uma estrutura em titânio de grau 2, tem um movimento proprietário BR-CAL.323 com certificação COSC e a sua legibilidade é otimizada. A parceria entre a Bell & Ross e a Defender Rally também se baseia numa afinidade estética e funcional: o BR-X3, linha profissional da Bell & Ross, partilha uma linguagem visual clara com o Defender D7X-R que assenta na robustez, pureza de forma e máxima funcionalidade.

«O design funcional do nosso relógio quadrado ecoa naturalmente o do Defender D7X-R. Ambos expressam um caráter arrojado e intransigente, definido por linhas fortes e formas objetivas», sublinha Bruno Belamich, cofundador e Diretor Criativo da Bell & Ross. «Os nossos relógios profissionais são verdadeiros instrumentos de bordo para a aventura, espelhando o veículo que acompanham. E a colaboração dá continuidade à longa tradição da Bell & Ross em ambientes de alto desempenho, seguindo os seus compromissos na aviação, mergulho e automobilismo».
Maurice de Mauriac Oasis Rally Team
A Maurice de Mauriac criou um relógio especial associada ao Oasis Rally Team, que participa no Dakar Classic (para viaturas que correram no Paris-Dakar até 2005) com um Lada Niva. O modelo é baseado no robusto Chrono Modern — desenhado pelo malogrado Daniel Dreifuss, fundador da marca — e associa as suas caraterísticas desportivas a uma tonalidade adequada, com um mostrador cor de areia finamente texturado para parecer ter sido moldado pelo próprio vento do deserto. O taquímetro em tons de azul combina com o ponteiro cronográfico dos segundos para dar alguma frescura ao conjunto.

Se o tom de areia do deserto domina o mostrador, a pujante caixa em aço escovado é encimada por uma luneta com uma grelha inspirada pelo universo automóvel; o vidro de safira com revestimento antirreflexo em ambos os lados, a coroa e botões de rosca, e a resistência à água de 100 metros são caraterísticas complementares de um relógio feito para a aventura. E que é complementado por uma bracelete têxtil que foi feita para resistir ao pó, ao calor e ao movimento constante.

No interior, bate o Calibre ETA 7750 — que é visível através do fundo de safira, destacando-se a massa oscilante inspirada no mundo do desporto motorizado. A mecânica transforma-se em emoção, o tempo ganha corpo e alma: «A Maurice de Mauriac cria relógios para pessoas que não querem possuir o tempo, mas sim viajar com ele. O Dakar Classic é isso mesmo: viajar com o tempo. E, no final, não tem tanta importância chegar mais depressa, mas sim mais rico pela experiência», dizem Massimo e Leonard Dreifuss, filhos do fundador e atuais responsáveis pela marca de Zurique.

O Dakar é uma prova que não premeia a velocidade, mas sim a atitude e a precisão. «O tempo é um companheiro, não um adversário: no Dakar Classic, o tempo não é perseguido, é lido; as etapas não são vencidas, são ultrapassadas», dizem. «E o Lada Niva do Oasis Rally Team é o símbolo perfeito deste espírito. Angular, robusto e fiável, como o Chrono Modern. Um veículo que não questiona se a estrada é confortável, mas se é possível percorrê-la. O Dakar Classic atravessa paisagens maiores do que qualquer ego e dias mais longos do que qualquer zona de conforto».





