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Algumas notas sobre a Rolex e o mundo automóvel

No ano em que a Formula 1 celebra o 70.º aniversário, a modalidade rainha do desporto automóvel regressa ao nosso país com a realização do Formula 1 Heineken Grande Prémio de Portugal. A Rolex é Parceira Global e Relógio Oficial. A este propósito, apresentamos algumas curiosidades sobre a ligação da marca ao mundo automóvel.

É já a partir de hoje, e até domingo, dia 25 de outubro, que a Formula 1 regressa a Portugal, num evento que conta com a Rolex enquanto Parceira Global e Relógio Oficial. A marca da coroa assume este estatuto desde 2013, mantendo firme a sua relação com o desporto automóvel. O grande momento acontece no domingo com o arranque, às 13h10, das 66 voltas que farão vibrar o Autódromo Internacional do Algarve, em Portimão.

Sir Jackie Stewart no Formula 1 Heineken Grande Prémio de Portugal 2020 | © Espiral do Tempo

Antecipando um fim de semana de grandes emoções, o lendário Jackie Stewart, embaixador Rolex e antigo tricampeão mundial de Formula 1, afirmou que «É com entusiasmo que vejo Portugal aderir ao calendário pela primeira vez desde 1996. Portimão nunca organizou uma corrida de Fórmula 1, pelo que o circuito representará um novo desafio para todos os pilotos e equipas, tal como aconteceu em Mugello no mês passado. Tenho a certeza de que teremos uma corrida espetacular, com momentos imprevisíveis na pista.»

Saída do Pit Lane no Grande Prémio De Fórmula 1 VTB 2020 na Rússia | © Rolex / James Moy
Mark Webber e Sir Jackie Stewart | © Rolex / James Moy

Tendo em conta o atraso da época de 2020, devido à atual pandemia de Covid-19, os Grandes Prémios de Formula 1 começaram em julho com uma dupla etapa na Áustria, seguindo-se depois a Hungria e mais duas vezes o Reino Unido. Espanha, Bélgica, Itália, Rússia e Alemanha surgiram como as etapas seguintes. Depois da passagem por Portimão, o grande circo irá ter lugar em Itália, Turquia, duas vezes no Barém e, finalmente, em Abu Dhabi — na conclusão do campeonato em meados de dezembro. Com 15 curvas e 4653 km de extensão, o circuito algarvio combina curvas rápidas e lentas, bem como uma variedade de alterações de gradiente e de elevação. À chegada do paddock algarvio, Lewis Hamilton, condutor da Mercedes-AMG Petronas Formula One Team, lidera o campeonato por 69 pontos. O piloto britânico está bem lançado para igualar o recorde de Michael Schumacher de sete campeonatos do mundo de Formula 1.

Relógio Rolex no Pit Lane do Circuito de Spa-Francorchamps | © Rolex / James Moy

A Rolex e o mundo automóvel

Entre o automóvel e o relógio existem mais afinidades do que as existentes entre os ponteiros do mostrador e do velocímetro: são ambos criações dotadas de um coração mecânico, produtos de apurada engenharia que suscitam fortes emoções. As afinidades revelam-se ainda mais evidentes num enquadramento desportivo, quando a fiabilidade e o tempo assumem maior preponderância. Não é por acaso que são diversas as marcas de relógios que escolhem associar-se a competições de prestígio, descobrindo no mundo automóvel a inspiração para os seus relógios. O caso da Rolex é, no entanto, muito específico, remontando à década de 30, e mantendo-se enquanto compromisso de longa data. Aqui ficam cinco factos sobre a Rolex e o Grande Prémio de Portugal:

1) As origens
Os laços da Rolex com o desporto automóvel remontam aos vários recordes mundiais de velocidade em terra de Sir Malcolm Campbell nos anos 1930, quando se tornou o primeiro piloto a superar a barreira das 300 mph (483 km/h), ao volante do seu Bluebird, em Daytona. Desde então, a presença da Rolex nas corridas de automóveis foi-se alargando e o seu apoio estendeu-se a diversos eventos de resistência, nomeadamente as Rolex 24 at Daytona, as 24 Horas de Le Mans e o Campeonato Mundial de Endurance da FIA. A marca também tem estado ligada a eventos de automóveis clássicos, incluindo o Concurso de elegância de Pebble Beach, a The Quail, a Motorsports Gathering, a Rolex Monterey Motorsports Reunion e o Goodwood Revival.

Bluebird em 1935 | © Rolex / Bettmann Corbis

2) O relógio dos vencedores
A extensa praia de areias duras em Daytona, da Florida, sempre proporcionou uma pista ideal para corridas contra o tempo e foram precisamente as corridas que fizeram com que Daytona se transformasse não só no centro nevrálgico do desporto motorizado americano, mas também se tornasse mítica em todo o mundo. Mais tarde, passaram para um circuito inaugurado em 1959 sob o nome Daytona International Speedway. Não demorou muito até que a Rolex se associasse, numa ligação que daria origem em 1963 ao Oyster Perpetual Cosmograph Daytona, o mítico cronógrafo que se mantém como um instrumento do tempo de eleição para muitos desportistas de elite e que se mantém como um dos relógios de produção regular mais cobiçados do mundo. A marca da coroa é cronometrista oficial (e title sponsor) tanto das 24 Horas de Le Mans como das 24 Horas de Daytona desde 1959. Os vencedores de ambas as corridas nas várias categorias recebem exemplares do Oyster Perpetual Cosmograph Daytona personalizados com a inscrição ‘Winner’. Estes exemplares tendem a ter  valor redobrado e são muito cobiçados por colecionadores. E há mesmo divertidos relatos de pilotos vencedores que foram inicialmente confrontados com a recusa de agentes oficiais da marca em fazer o ajustamento da bracelete (remoção de elos), tendo depois de apresentar prova fotográfica para confirmar que sim, tinham mesmo ganho Daytona e que aquele relógio não era falso. O português Filipe Albuquerque já foi recompensado com dois (2013 e 2018) em Daytona (um em aço, outro em aço/ouro) – mas não os pode usar oficialmente porque está vinculado à TAG Heuer!

Rolex Oyster Perpetual Cosmograph Daytona | © Rolex / Alain Costa

3) Embaixadores de referência
Foi em 2013 que a Rolex se associou oficialmente à Formula 1, tendo apoiado Jackie Stewart desde 1968. Ao lendário tricampeão mundial de Formula 1 elevado à condição de Sir juntaram-se outros campeões do mundo do desporto automóvel: Tom Kristensen, detentor do recorde de nove vitórias nas 24 Horas de Le Mans; Mark Webber, o vencedor de várias provas de Formula 1 e campeão do mundo de endurance em 2015; e Nico Rosberg, campeão do mundo de Formula 1 em 2016. «Até hoje, a Rolex continua a estar envolvida nos melhores eventos do desporto automóvel. A Rolex e a Fórmula 1 estão constantemente a encontrar novas formas de fazer as coisas, para alcançar uma melhor performance, eficiência e fiabilidade. São líderes nas respetivas áreas e têm o hábito de transformar o pensamento não convencional em norma, levando a muitos momentos pioneiros nas suas histórias», refere Jackie Stewart.

Lewis Hamilton (GBR), Equipa F1 Mercedes-AMG Petronas no Pit Lane durante as qualificações para o Grande Prémio de Fórmula 1 Rolex Bélgica 2020 | © Rolex / James Moy

4) O historial em Portugal
O primeiro Grande Prémio de Formula 1 disputado em Portugal teve lugar no Porto, mais precisamente no Circuito da Boavista, em 1958 — tendo por vencedor o lendário piloto britânico Stirling Moss, que voltaria a ganhar no Grande Prémio de Portugal do ano seguinte em Lisboa, no Circuito do Parque Florestal de Monsanto. Em 1960, a prova voltou à Boavista e teve como vencedor o piloto australiano Jack Brabham. Houve então um hiato até 1984 e a estreia do Autódromo do Estoril no grande circo; no último grande prémio da temporada desse ano, o francês Alain Prost foi o vencedor, embora não conseguindo ganhar o Campeonato do Mundo pela diferença de apenas meio ponto. Na temporada seguinte, a corrida foi disputada com condições atmosféricas adversas e, em condições particularmente chuvosas, Ayrton Senna ganhou o seu primeiro Grande Prémio e começou a sua lenda. A prova realizou-se no Estoril até 1996… para finalmente regressar a solo luso 24 anos depois com o Formula 1 Heineken Grande Prémio de Portugal deste fim-de-semana.

Início do Grande Prémio de Fórmula 1 Rolex Bélgica 2020 | © Rolex / James Moy

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