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Rolex Air-King: cinco curiosidades a recordar

Desde o seu advento em 2016, o Air-King rapidamente granjeou o estatuto de mais polarizante modelo contemporâneo da Rolex – devido não só a uma estética que aparentemente nada tem a ver com os seus antecessores, mas também à diversidade de fontes no mostrador. Aqui ficam cinco dados cruciais sobre um fascinante e controverso relógio que poderá estar em vias de se valorizar ainda mais…

Protagonista das novidades da Rolex lançadas em 2016 juntamente com a última versão do Daytona, o Oyster Perpetual Air-King foi imediatamente objeto de animado debate entre aficionados e jornalistas. As soluções gráficas/estéticas fizeram dele o relógio mais controverso dessa edição de Baselworld, chegando mesmo a granjear o epíteto de ‘Frankenwatch’ devido às múltiplas fontes e cores utilizadas no mostrador.

Rolex Oyster Perpetual Air-King
O Air-King foi um dos protagonistas da edição de 2016 de Baselworld. @ Rolex

As idiossincrasias que fomentaram a polémica à volta do novo Air-King são as mesmas que contribuíram para que se tornasse num relógio de culto, adorado por uma falange especial de adeptos – mas menos apreciado por outros. Essa polarização tem durado até hoje, se bem que outros modelos entretanto lançados pela marca da coroa (sobretudo os novos GMT-Master com braceletes Jubilee) passassem a centrar as atenções gerais. O Air-King continua a ser um relógio muito procurado e muito difícil de encontrar, como aliás sucede com a esmagadora maioria das peças Professional em aço.

A grande questão atual relacionada com o atual Air-King tem a ver com a sua permanência na coleção – e consequentemente valorização (sendo que atualmente já vale mais no mercado de segunda mão do que o seu preço de etiqueta) caso deixe de ser produzido. Porque o motivo por trás do seu lançamento simplesmente desapareceu.

1 | Por trás de um nome

Com a Ref. 116900, a inscrição Air-King regressou ao catálogo após uma ausência de décadas e com a assinatura original em itálico dos anos 50, quando a Rolex criou um novo modelo associado à aeronáutica – e a valorização da leitura dos minutos com os respetivos algarismos decimais tem a ver com a importância mais imediata dessa informação no que diz respeito aos tempos de navegação. A primeira expedição a sobrevoar o Evereste usou precisamente relógios Oyster no pulso, em condições climatéricas extremas (sobretudo a mais de 10 mil metros de altitude e para as aeronaves da altura).

Rolex Oyster Perpetual Air-King
A valorização da leitura dos minutos com os respetivos algarismos decimais tem a ver com a importância mais imediata dessa informação no que diz respeito aos tempos de navegação. © Rolex

2 | Do ar à terra

Apesar da conotação aeronáutica, o novo Air-King nasceu associado a um projeto ao qual a Rolex esteve intimamente ligada – o do Bloodhound, bólide supersónico destinado a ultrapassar a marca das 1000 milhas por hora (até aos 1690 km/h) e bater o recorde do mundo de velocidade em terra com o patrocínio da manufatura genebrina. A instrumentação concebida pela Rolex para o tablier serviu de inspiração ao mostrador do Air-King, só que o projeto estagnou e atravessou graves problemas financeiros que forçaram a que a empresa promotora fosse intervencionada no final de 2018. Um empresário britânico comprou o bólide com a intenção de manter o projeto vivo sob a designação Bloodhound LSR, mas a Rolex deixou de estar associada a este projeto (as cores oficiais até mudaram do verde para o vermelho) e não se sabe quando haverá a tentativa de se bater o recorde.

Rolex Oyster Perpetual Air-King
Com a Ref. 116900, a inscrição Air-King regressou ao catálogo após uma ausência de décadas e com a assinatura original em itálico dos anos 50, quando a Rolex criou um novo modelo associado à aeronáutica. © Rolex

3 | Preço de entrada

O novo Air-King tornou-se no modelo de entrada na linha Professional, com um preço abaixo do Explorer – mas com um significativo pormenor técnico: está dotado de uma caixa interior anti-magnética em ferro macio semelhante à do Milgauss, para evitar os efeitos perniciosos dos campos magnéticos sobre a precisão do movimento automático. O fecho Oysterclasp (com elo Easylink) não é tão bom como o Oysterlock de vários ‘irmãos’ da linha Professional – mas, por exemplo, o diâmetro de 40 milímetros parece ser o mais ideal para todos os tipos de pulso masculinos e seguramente que há também muitos pulsos femininos que o têm recebido. Para além de todas as superlativas valências técnicas associadas a qualquer relógio Rolex, desde a excecional liga Oystersteel em aço 904L até à extrema fiabilidade do calibre 3131, o Air-King também apresenta a certificação Superlative Chronometer e cinco anos de garantia.

Rolex Oyster Perpetual Air-King
O Air-King num pulso feminino. © Cesarina Sousa / Espiral do Tempo
Rolex Air-King e Rolex Explorer
Rolex Air-King e Rolex Explorer © Miguel Seabra / Espiral do Tempo

4 | Cromatismo inédito

As cores utilizadas no mostrador – o verde e o amarelo, a par do metalizado nos algarismos aplicados – também contribuíram para o aceso debate em torno do Air-King. Porque a utilização do amarelo para o logotipo da coroa e do verde para o nome da marca é inédita. O ponteiro dos segundos também surge em verde, a cor corporate da casa genebrina que acaba por ser o tom mais marcante sobre o fundo preto do mostrador. O famoso ‘verde Rolex’ era também a cor dominante do projeto Bloodhound aquando da associação à marca da coroa.

Rolex Air-King
Wristshot do Rolex Air-King © Espiral do Tempo / Miguel Seabra

5 | Algarismos repetidos

Mas a maior polémica que rodeou o lançamento do Air-King Ref. 116900 foi a convivência de algarismos dos minutos estampados a verde com algarismos das horas metálicos aplicados em relevo. Para além das quatro fontes diferentes no texto, salta muito à vista a repetição do numeral ‘5’ nos algarismos decimais dos minutos (5, 15, 20, 25, 35, 40, 50, 55); os algarismos das horas (3, 6, 9) aplicados remetem imediatamente para o Explorer, daí o relógio ser frequentemente apontado como sendo ‘híbrido’. Mas é precisamente essa peculiaridade que o torna especial… e que lhe dá um valor acrescentado que poderá crescer nos próximos tempos.

Rolex Oyster Perpetual Air-King
Porque a utilização do amarelo para o logotipo da coroa e do verde para o nome da marca é inédita. © Rolex

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