Feiras relojoeiras: as primeiras tendências e ilações de 2026

Da principal semana do ano para a indústria relojoeira e dos respetivos eventos emergiram várias tendências e algumas linhas mestras. Aqui ficam as conclusões saídas dos quatro primeiros meses do ano.

Foi uma semana intensa, talvez mesmo a mais intensa desde a extinção da histórica feira de Basileia e adesão geral a Genebra. O salão Watches and Wonders cresceu para um número recorde de 65 marcas expositoras na Palexpo e os últimos três dias abertos ao público tiveram enorme afluência, sinal de que a relojoaria mecânica e de prestígio está a ganhar adeptos entre a chamada ‘Geração iPhone’ — que, supostamente, não precisaria de relógio de pulso para ver as horas e estaria mais propensa a cingir-se aos smart watches.

vista de um corredor da edição deste ano do salão Watches and Wonders com stands da Rolex e Tudor que bateu recordes de participação | Foto: Watches and Wonders
A edição deste ano do salão Watches and Wonders bateu recordes de participação | Foto: Watches and Wonders

Watches and Wonders à parte, todos os restantes eventos paralelos também foram considerados um sucesso tendo em conta a participação — desde a conglomeração de micromarcas no novo Chronopolis realizado no Quai de l’Île até ao Time to Watch na vizinhança da Palexpo, para além do habitual salão da Académie des Créateurs et Horlogers Indépendants (ACHI), dos múltiplos showrooms nos hotéis mais importantes da cidade de Calvino e das apresentações ‘em casa’ das marcas sediadas em Genebra (como a F.P. Journe, a MB&F na M.A.D. Gallery ou a Urwerk). Aqui ficam algumas tendências e conclusões.

Tamanho Conta

O tamanho é a especificidade que mais se fala quando se analisa um relógio. E não há dúvida de que a tendência continua a apontar para um decréscimo dos diâmetros, mesmo em relógios mais desportivos e de tipologia que exigiria normalmente um formato maior.

Relógio cinzentos na mesa: os Octo Finissimo de 40mm e 37mm da Bulgari | Foto: Ch24/Marcin Klaban
O Bulgari Octo Finissimo passou dos 40mm para os 37mm| Foto: Ch24/Marcin Klaban

O sweet spot atual está mesmo a sedimentar-se entre os 35 e os 39mm. E um dos grandes protagonistas do Watches and Wonders foi, precisamente, o novo Octo Finissimo de 37mm — que ‘encolheu’ 3mm relativamente ao tamanho original: foram precisos três anos e um novo calibre dotado de microrrotor para ‘aparar’ o ex-libris da Bulgari, que passa por ser o maior ícone da relojoaria contemporânea. E os diâmetros menores fizeram-se acompanhar de espessuras mais finas; os relógios ultraplanos são definitivamente um must dos tempos que correm.

Relógio no pulso: o Grand Seiko Spring Drive Ushio Diver de mostrador azul | Foto: Miguel Seabra/Espiral do Tempo
O Grand Seiko Ushio Diver é o mais pequeno relógio de mergulho de sempre da marca | Foto: Miguel Seabra/Espiral do Tempo

Na relojoaria de pulso, um único milímetro faz uma enorme diferença e qualquer calibre novo que seja mais pequeno e especialmente plano tem de se debater com os seus próprios desafios relativamente à estabilidade de funcionamento e reserva de corda. A Grand Seiko apresentou os seus mais pequenos divers de sempre, com 40,8mm. Até o Big Pilot’s Watch Perpetual calendar da IWC já não é tão big, uma vez que passou dos 46 para os… 42mm!

fotografia de relógio no pulso: o novo Oris Star de 35mm | Foto: Miguel Seabra/Espiral do Tempo
O novo Star da Oris tem apenas 35mm de diâmetro, como o original de 1966 | Foto: Miguel Seabra/Espiral do Tempo

Também a Patek Philippe apresentou um Nautilus de aniversário (meio século de vida!) mais reduzido e que todos apreciaram. Na senda do Saxonia de 34mm do ano passado, a A. Lange & Söhne estreou um mui badalado Saxonia Perpetual Calendar com 36mm. E a estrela da Oris foi o Star, reeditado no tamanho original de 35mm. Esse diâmetro de 35mm é precisamente o novo tamanho do field watch com que a Serica se lançou e que foi desvelado esta semana, se bem que já o tivéssemos experimentado em Paris no mês de março.

Tabuleiro com novidades da Panerai em 44 e 47mm | Foto: Miguel Seabra/Espiral do Tempo
Tabuleiro com novidades da Panerai em 44 e 47mm | Foto: Miguel Seabra/Espiral do Tempo

Em contracorrente, a Panerai — para gáudio dos Paneristi — foi no sentido inverso e respeitou o seu legado histórico ao apresentar as suas novidades Luminor nos pujantes tamanhos tradicionais da marca florentina: 44 e 47mm.

Tonalidades Suaves

O crescimento da vaga ‘quiet luxury’ (também apelidada de ‘old money’) na moda, através de exclusivas marcas de vestuário italianas que fomentam a discrição sem logos como a Loro Piana, Brunello Cucinelli ou Eleventy, parece ter afetado as tendências cromáticas da indústria relojoeira: veem-se cada vez mais cores suaves numa palette que anda muito entre o off-white (nesse sentido, vê-se cada vez mais o recurso a braceletes brancas), o beje, os dourados suaves, os acastanhados e os acinzentados.

Tons cinzento-azulados no Master Control Chronometre Perpetual Calendar da Jaeger-LeCoultre | Foto: Jaeger-LeCoultre
Tons cinzento-azulados no Master Control Chronometre Perpetual Calendar da Jaeger-LeCoultre | Foto: Jaeger-LeCoultre

Tudo muito soft, como a nova coleção Master Control Chronometre da Jaeger-LeCoultre revela. Essa combinação também pode ser encontrada no Oyster Perpetual ‘100 Years’ que a Rolex lançou para celebrar os 100 anos da caixa Oyster. Embora com tonalidades diferentes mas sempre muito suaves, como o azul ou o rosa, a Parmigiani Fleurier continua a seduzir com a linha Tonda.

Relógio no pulso: O Oyster Perpetual 100 Years foi o relógio mais destacado pela Rolex no Watches and Wonders | Foto: Miguel Seabra/Espiral do Tempo
Tonalidades cinza e dourada no Oyster Perpetual 100 Years da Rolex | Foto: Miguel Seabra/Espiral do Tempo

Mesmo a linha mais desportiva Formula 1 Solargraph da TAG Heuer surgiu em tons pastel. A suavidade cromática é uma tendência com classe e que se saúda… porque o charme discreto da relojoaria fica sempre bem.

Full Metal

A influência da Rolex (cuja receita de sucesso sempre assentou muito na popular conjugação dos seus relógios com braceletes metálicas) e a recuperação do design integrado que ditou o advento do relógio moderno na década de 70 (a maior tendência estrutural de design nos últimos dez anos) têm-se refletido na utilização cada vez mais frequente de braceletes metálicas nos últimos tempos — sejam elas nos referidos modelos da tipologia do design integrado ou em relógios de asas tradicionais.

Relógio quadrado com bracelete na mesa: Cartier Santos com a nova bracelete metálica | Foto: Miguel Seabra/Espiral do Tempo
A Cartier estreou uma nova e apelativa bracelete metálica no Santos-Dumont | Foto: Miguel Seabra/Espiral do Tempo

No último caso, e na senda do que já aconteceu no ano passado (com a malha milanesa que a Jaeger-LeCoultre ‘inventou’ para o seu Reverso e da nova bracelete Settimo concebida pela Rolex especialmente para o 1908), também a Cartier surpreendeu com um novo tipo de bracelete de malha fina para o seu Santos-Dumont. E que bem que fica!

Relógio no pulso: o Hautlence Kubera | Foto: Miguel Seabra/Espiral do Tempo
A força do aço e a potência geométrica do Hautlence Kubera | Foto: Miguel Seabra/Espiral do Tempo

Para além disso, e numa era em que o ouro está mais caro do que nunca, viram-se sobretudo soluções metálicas para os modelos em aço e titânio. E o relógio full metal que mais impressionou no Watches and Wonders foi o Hautlence Kubera.

Microajustes

Tem sido uma pecha da indústria relojoeira e algo que chega mesmo a ser incompreensível numa indústria do luxo e num setor supostamente inovador: há muito que marcas com preços acima dos 1.000 euros deveriam dotar obrigatoriamente as suas braceletes metálicas de um sistema de microajuste que não só permita adequar o diâmetro do pulso às flutuações de peso como às diferenças de temperatura ao longo do ano (com o calor, o pulso incha mais no verão). Um desenvolvimento óbvio que deveria estar normalizado há pelo menos duas décadas e que só agora começa a acontecer, quando praticamente todas as marcas de prestígio já adotaram sistemas de troca rápida. O microajuste está a demorar mais tempo.

Fotografia de fecho de bracelete metálica: os novos Chronomaster Sport da Zenith já vêm equipados com o fecho patenteado Zenclasp com microajuste | Foto: Zenith
Os novos Chronomaster da Zenith já vêm equipados com o fecho patenteado Zenclasp com microajuste | Foto: Zenith

Mas mais vale tarde do que nunca. A Zenith deu o exemplo ao apresentar um novo sistema patenteado de microajuste que exigiu três anos de desenvolvimento e a Vacheron Constantin também aplicou a receita à bracelete do novo Overseas em platina, ao passo que a Chopard (no Alpine Eagle) e a Bulgari (no Octo Finissimo 37) fizeram o mesmo  — mas, a título de exemplo, a Formex, marca de menores dimensões em exposição no Chronopolis, já equipa os seus relógios de 2.000 euros com um sistema próprio de microajuste nas braceletes metálicas e nos fechos de báscula há vários anos.

Luminescência

O desenvolvimento da indústria do material luminescente adaptado à relojoaria também tem permitido interessantes exercícios de estilo. A Tritec, empresa suíça que produz o material luminescente Super-LumiNova em parceria com a japonesa Nemoto & Co, tem-se mostrado inovadora no alargar da paleta cromática e no aperfeiçoamento da luminescência — e as marcas agradecem. Por exemplo, a Norqain apresentou a nova versão do seu cronógrafo Enjoy Life em duas variantes nas quais o topping do gelado que polvilha o mostrador é luminescente.

relógio luminescente IWC Big Pilot's Watch Perpetual Calendar Ceralume
Luminescência total: o Big Pilot’s Watch Perpetual Calendar Ceralume é luminoso da caixa à bracelete | Foto: IWC

Mas o mais brilhante exemplo de luminescência no Watches and Wonders não se cingiu ao mostrador: o Pilot’s Watch Perpetual Calendar da IWC apresentou uma inédita caixa de cerâmica em Ceralume totalmente luminescente (a Bell & Ross já tinha feito algo de parecido, mas noutro material composto), sendo que essa luminosidade se estende também ao mostrador e à própria bracelete em cauchu.

fotografia de relógio no pulso: o novo Lange 1 Tourbillon Perpetual Calendar Lumen da A. Lange & Söhne | Foto: Miguel Seabra/Espiral do Tempo
Luminescência superlativa no Lange 1 Tourbillon Perpetual Calendar Lumen da A. Lange & Söhne | Foto: Miguel Seabra/Espiral do Tempo

Por sua vez, a A. Lange & Söhne lançou mais um excelente e superlativo exemplar da sua celebrada linha Lumen, o complexo Lange 1 Tourbillon Perpetual Calendar.

Aeroespacial

Já se sabe que o desenvolvimento e produção de um qualquer exemplar relojoeiro de uma marca de prestígio demora sempre algum tempo e, mesmo que os prazos sejam encurtados nos tempos modernos, são sempre necessários pelo menos vários meses até à sua concretização — ou mesmo anos, quando envolvem movimentos novos ou calibres adaptados.

relógio azul e preto IWC Pilot's Venturer Vertical Drive
As funções do Pilot’s Venturer Vertical Drive são accionadas através da rotação da luneta | Foto: IWC

Pelo que foi mesmo coincidência que a recente incursão para lá da lua e até onde o ser humano nunca tinha chegado tenha ocorrido quase ao mesmo tempo da Watches and Wonders, onde algumas marcas lançaram modelos inspirados no espaço — como a IWC (com o Pilot’s Venturer Vertical Watch) e a Bremont (com o Supernova Chronograph). Uma interessante e algo inesperada vertente aerospacial que, no entanto, está muito longe das dezenas de novos modelos diretamente influenciados pela corrida do espaço e pelas séries de ficção científica que anualmente eram apresentados na década de 70.

Good Vibes

O factor feelgood também merece destaque, e mais uma vez foi nesperadamente implementado por aquela que é talvez a mais conservadora das marcas.

fotografia de relógio no pulso: o novo Rolex Oyster Perpetual de mostrador festivo e colorido Jubilee Motif | Foto: Miguel Seabra/Espiral do Tempo
O festivo Rolex Oyster Perpetual de colorido mostrador Jubilee Motif | Foto: Miguel Seabra/Espiral do Tempo

Três anos após ter lançado o Oyster Perpetual com mostrador Celebration e o Day-Date com um padrão de mostrador em puzzle e palavras animadoras/emojis nas janelas do dia e da data, a Rolex tirou da cartola o chamado ‘Jubilee Motif’ para um dos modelos comemorativos dos 100 anos da caixa Oyster.

Fotografia de relógio colorido com tons de gelado Norqain Enjoy Life | Foto: Norqain
Enjoy Life ‘Springles’: a boa-disposição do gelado pintalgado de topping | Foto: Norqain

E a Norqain apresentou a segunda geração do popular conceito Enjoy Life estreado em 2025 — o Enjoy Life ‘Sprinkles’, com duas versões de cronógrafo dotadas de um mostrador polvilhado com topping (para mais, luminescente!) e o inevitável gelado a cada sete dias no mostrador.

Relógio preto de correia amartela: a colaboração Hegid x Ceizer Good Times | Foto: Hegid
Boas vibrações na colaboração Good Times da Hegid com o artista plástico Ceizer | Foto: Hegid

No Chronopolis, a Hegid apresentou um novo relógio de mostrador pop em parceria com o artista plástico Pieter Ceizer. Baptizado ‘Good Times’ e com palavras-chave positivas no disco da data, o colorido modelo apresenta o sistema próprio de troca de caixa da marca parisiense: o ‘contentor’ formado pelo mostrador e movimento pode ser adaptado a outra caixa da marca, como a caixa mais geométrica da linha Mirage.

Melhor Versão

Even Better Than The Real Thing, já cantavam os U2: na sequência do que vem sucedendo no presente milénio através da moda das reedições/reinterpretações, várias marcas reputadas apresentaram significativos updates que tornaram os seus ícones melhores do que nunca, como sucedeu com a TAG Heuer e a Hublot.

fotografia de relógio no pulso: o novo Monaco Evergraph da TAG Heuer | Foto: Miguel Seabra/Espiral do Tempo
O novo Monaco Evergraph da TAG Heuer com um calibre cronográfico revolucionário | Foto: Miguel Seabra/Espiral do Tempo

No caso da TAG Heuer, o emblemático Monaco recebeu uma caixa mais ergonómica e sobretudo passou a receber movimentos de manufatura aperfeiçoados no modelo ‘tradicional’ (finalmente sem os pequenos segundos ‘fantasma’ às 6 horas!) e sobretudo na nova versão Evergraph, dotada de um revolucionário calibre que dispensa vários componentes presentes nos movimentos cronográficos tradicionais. Quanto à Hublot, a nova série Big Bang Reloaded também surge especialmente apelativa e com a nova garantia 5+5 anos que a marca revelou. Outras marcas foram ‘pescar’ novos modelos ao seu passado, como a Tudor com o Monarch, a Favre Leuba com o Harpoon, a Cartier com o Roadster e a Credor com o Locomotive.

Pedras no Mostrador

A tendência de mostradores em pedra semi-preciosa não é propriamente nova e já se faz sentir há pelo menos dois anos, mas voltou a ser reforçada na grande semana genebrina — com múltiplas marcas a investir em mostradores coloridos ou mesmo, numa faixa de preço superior devido à raridade cósmica, em meteorito.

fotografia de relógio no pulso: o novo Piaget Andy Warhol em ouro com mostrador em pedra opal azul | Foto: Miguel Seabra/Espiral do Tempo
Piaget Andy Warhol em ouro com mostrador em pedra opal azul | Foto: Miguel Seabra/Espiral do Tempo

A utilização de pedras semipreciosas especialmente coloridas como a sodalite (no Piaget Polo 79), o ónix e o jaspe (nos G.F.J. da Zenith), aventurina (inesperadamente verde num dos Day-Date da Rolex), o tiger eye ou a malaquite vem reforçar uma tendência não só decorativa devido aos padrões fascinantes e únicos de cada mineral, mas também cromática e texturada. Essa individualidade vem reforçar o prestígio dos modelos e das marcas que optam por esse recurso para os seus mostradores.

fotografia de relógios numa mesa: mostradores coloridos de peças Dennison | Foto: Miguel Seabra/Espiral do Tempo
Mostradores de pedras coloridas da Dennison | Foto: Miguel Seabra/Espiral do Tempo

Num plano mais acessível, a própria Baltic está nessa situação, com um trio de bonitos worldtimers que mostrou no Chronopolis — onde a Dennison voltou a mostrar a sua grande variedade na especialidade.

Titânio e Tântalo

Com o preço do ouro a atingir patamares tão espatafúrdios que, no mercado secundário, há mesmo apelativos relógios no precioso metal que estão a ser fundidos em vez de irem parar ao pulso, houve alguma contenção nos modelos apresentados no Watches and Wonders. A título de exemplo, o novo Master Control Chronomètre Date da Jaeger-LeCoultre custa 16.100 euros na sua versão em aço e 46.100 na versão em ouro rosa — um valor 30.000 euros mais elevado, também por causa da bracelete no metal precioso. Contracorrente, mas de modo pertinente tendo em conta os seus galões, a Rolex introduziu uma nova liga de ouro de suave tonalidade denominada Jubilee Gold.

fotografia de relógio no pulso: o novo Overseas Dual Time Cardinal Points em titânio da Vacheron Constantin | Foto: Miguel Seabra/Espiral do Tempo
Um dos quatro novos Overseas Dual Time Cardinal Points em titânio da Vacheron Constantin | Foto: Miguel Seabra/Espiral do Tempo

Estando o ouro tão caro, muitas marcas viraram-se para o titânio enquanto material de prestígio com múltiplas qualidades (leveza, resistência, anti-alérgico) e que, nalguns casos, surgiu muito bem trabalhado com acabamentos de alta-relojoaria — como sucede na elogiada série Overseas Dual Time Cardinal Points da Vacheron Constantin, constituída por quatro modelos distintos batizados segundo os pontos cardeais.

Relógio na mesa Zenith G.F.J. com mostrador preto em caixa de tântalo com índices em diamantes baguette limitado a 20 exemplares | Foto: Zenith
O Zenith G.F.J. em caixa de tântalo com índices em diamantes baguette limitado a 20 exemplares | Foto: Zenith

Mas o tântalo, que vinha sendo raramente utilizado devido à dificuldade de o trabalhar (e muito cobiçado no Chronomètre Bleu da F.P. Journe), surgiu inesperadamente numa nova edição G.F.J. da Zenith e no Concept QP da H. Moser & Cie.

Mecânica à Vista

A tendência openworked, uma variante não tão aberta dos mostradores esqueletizados, é já um recurso habitual na relojoaria e surge inevitavelmente em variantes especiais de praticamente todos os modelos de design integrado do mercado — como o provou a Corum, quando relançou a sua linha Admiral. A exibição da exuberância mecânica é uma valência da relojoaria fina.

fotografia de relógio no pulso: o novo Gerald Charles Masterlink Perpetual Calendar | Foto: Miguel Seabra/Espiral do Tempo
O mostrador openworked do Gerald Charles Masterlink Perpetual Calendar | Foto: Miguel Seabra/Espiral do Tempo

Com maior ou menor índice de visibilidade, distinguiram-se no Watches and Wonders o Gerald Charles Masterlink Perpetual Calendar, o Roger Dubuis Excalibur Biretrograde Perpetual Calendar e os novos Zenith Chronomaster Sport Skeleton. Até o Rexhep Rexhepi Chronohraph Flyback, por muitos considerado o relógio do ano até ao momento, apresenta submostradores translúcidos.

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