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Tudor: em tons de azul

A coleção da Tudor tem integrado ao longo dos tempos uma grande diversidade de relógios que têm como ponto comum a cor azul. De facto, o azul começou a ser adotado pela marca na década de 1960 e hoje faz-se ver em diversos modelos do seu portefólio. E alguns têm histórias para contar.

Morgan Bourc’his, campeão de mergulho livre a nadar debaixo de água com um fato de mergulho com a inscrição 'TUDOR' nas costas.
Morgan Bourc’his, campeão de mergulho livre e amigo da Tudor, no documentário La Quête du Sauvage (Em busca da natureza), apoiado pela marca. © Bluearth

Se, atualmente, os relógios da coleção Black Bay são os que tendem a ser a mais inconfundíveis e conhecidos enquanto relógios Tudor, há outros elementos que, não sendo um modelo específico ou não sendo exclusivos de uma coleção, acabam por ser transversais a diversos modelos da marca suíça.

A cor azul é um desses elementos.

Em termos de relojoaria em geral, não podemos dizer que o azul continua a ser tendência, como acontecia há uns tempos. Até porque os anos recentes têm sido um pouco mais coloridos. No entanto, o azul continua a ver-se com frequência. A combinação azul/ prateado (caixas em aço, ouro branco ou titânio) é uma receita vencedora, mas a combinação bronze/ azul também vai dando que falar.

Mas no caso da Tudor pode dizer-se que a cor azul já faz parte. Tendo em conta o seu passado.

Tudor Pelagos com bracelete em aço e mostrador azul num pulso masculino
Tudor Pelagos | © Tudor

Segundo a marca, esta cor começou a ser adotada no seu portefólio na década de 1960 e, desde então, passou a marcar presença, tanto em detalhes e apontamentos, como nos mostradores e braceletes dos seus relógios. Atualmente, a Tudor assume-a como símbolo da sua criatividade e da sua ligação ao mundo do mar, pelo que não é de estranhar que as suas coleções ligadas ao mergulho integrem, em especial, relógios com elementos azuis.

Tudor Royal com mostrador azul
Tudor Royal | © Tudor

Um dos mais apreciados é mesmo a versão regular do Black Bay que apresenta apenas um azul conhecido como ‘midnight blue’ nos detalhes: luneta, coroa e bracelete de tecido. Mas há outros relógios nos quais o azul se destaca de forma mais óbvia.

Posto isto, aqui ficam algumas histórias e curiosidades que a marca suíça nos conta sobre alguns dos seus modelos com elementos marcadamente azuis.

Black Bay Fifty-Eight ‘Navy Blue’

Foi a principal estrela da Tudor de 2020. Depois do primeiro Fifty-Eight com mostrador preto, luneta preta e detalhes dourados em 2018, o Black Bay Fifty-Eight ‘Navy Blue’ surgiu com a mesma caixa em aço de 39 mm de acabamento acetinado, mantendo-se fiel à estética Black Bay. A nota de destaque vai para o mostrador e luneta em azul navy, um piscar de olho ao passado náutico da marca: de facto, em 1969, a Tudor lançava um modelo de mergulho com mostrador e luneta de um tom azul bem forte.

Tudor Black Bay Fifty-Eight Navy Blue com bracelete em aço e com bracelete em tecido, deitados dentro de água. Ambos com mostrador azul.
Tudor Black Bay Fifty-Eight Navy Blue | © Tudor

A partir desse momento, outros relógios desportivos do seu portefólio começaram também a adotar a mesma tonalidade. Aliás, a cor foi mesmo usada pela marinha francesa nos seus Tudor Submariner durante os anos 70. Esta característica e as inscrições gravadas no fundo («M.N.» com os últimos dois dígitos do ano de fabrico) tornaram estes relógios conhecidos como «TUDOR MN».

Tudor Black Bay Fifty Eight Navy Blue com bracelete azul.
Tudor Black Bay Fifty-Eight Navy Blue | © Tudor

Tudor Royal

Apresentada no ano passado, a linha Tudor Royal tem um nome que evoca a expressão usada, nos anos de 1950, pela marca para destacar a qualidade dos seus relógios e atribuir-lhes uma aura de nobreza relojoeira. Os Tudor Royal bebem dessa herança graças às suas características específicas — muito inspiradas no design integrado tão em voga na década de 70, mas também recuperadas de elementos estéticos do catálogo da marca.

Tudor Royal com mostrador azul num pulso feminino
Tudor Royal | © Tudor

A luneta com saliências entrecortadas, por exemplo, evoca as lunetas que começaram a ser utilizadas pela Tudor na década de 1960. Já o design integrado descobre-se no modelo Ranger II, lançado em 1973. Com bracelete metálica e movimento automático, a nova coleção distingue-se assim pelo perfil desportivo/elegante e pela variedade, incluindo uma versão com um bonito mostrador azul de acabamento acetinado com efeito raiado que merece ser devidamente apreciado.

Pelagos

Pode ser visto no documentário La Quête du Sauvage no qual Morgan Bourc’his, campeão de mergulho livre e amigo da Tudor, viaja para o norte da Noruega numa busca de comunhão com orcas e baleias. O Tudor Pelagos é um relógio poderoso que traduz na perfeição a ligação da marca suíça ao mar. Claro que o modelo em azul é aquele que mais traduz este espírito. Ainda para mais tendo em conta a força do próprio azul adotado.

Tudor Pelagos azul com gelo sobre o mostrador
Tudor Pelagos | © Tudor

No entanto, não se trata apenas de uma questão de cor. Com caixa em aço e titânio, o Pelagos enquanto instrumento para mergulho distingue-se pelas suas características técnicas desenvolvidas para suportar o mundo subaquático. Entre elas, destaque para a válvula de escape de hélio, para a luneta rotativa em titânio com anel em cerâmica e marcações luminescentes e para a bracelete com fivela patenteada que se ajusta automaticamente ao pulso durante o mergulho — tendo em conta as possíveis diferenças de espessura do fato de mergulho causadas pelas mudanças de pressão.

Morgan Bourc’his no fundo do mar com o Tudor Pelagos.
Morgan Bourc’his no fundo do mar com a versão azul do Tudor Pelagos | © Bluearth

Black Bay Bronze “Bucherer Blue”

O Black Bay Bronze Bucherer Blue veio celebrar há uns anos a relação de longa data entre a Tudor e um dos mais antigos revendedores da marca. Com caixa em bronze e mostrador, luneta e bracelete de um tom de azul muito peculiar, este modelo tem elementos que o tornam único no seio da história Black Bay.

Mas ao mesmo são esses mesmos elementos que evocam a história da marca, sem referenciar um modelo concreto. Se a opção pelo bronze pode ser mais facilmente associada à atividade naval, a bracelete de tecido com uma linha amarelada central também não terá sido fruto do acaso.

Tudor Black Bay Bronze "Bucherer Blue" num pulso masculino
Tudor Black Bay Bronze “Bucherer Blue” | © Tudor

A marca conta que após um acidente em que um militar da unidade de paraquedistas-mergulhadores da marinha francesa ficou pendurado na porta de um avião pela bracelete de tecido do seu relógio, o grupo terá decidido produzir as suas próprias braceletes, de modo a garantir maior flexibilidade. Para isso, optaram por faixas de elástico, reciclado a partir do sistema de abertura de emergência dos paraquedas de salvamento que usavam na altura. Esta faixa tinha uma linha amarela central, como a que encontramos na bracelete do Black Bay Bronze Bucherer Blue, mas também no Black Bay Bronze regular.

Tudor Black Bay Bronze "Bucherer Blue" visto de frente com mostrador azul.
Tudor Black Bay Bronze “Bucherer Blue” | © Tudor

Black Bay 32

Com um diâmetro pequeno, o modelo Black Bay 32 transporta o inconfundível design base da linhagem Black Bay para os pulsos mais pequenos. Parece um Tudor Black Bay? Sim e não. Convence? Sem dúvida. E com mostrador azul bem forte ainda convence mais. Graças às diferentes opções de bracelete — pele, aço e tecido — este modelo assume diferentes personalidades que fazem dele um relógio especialmente versátil.

Tudor Black Bay 32 com mostrador azul, bracelete em pele, aço e em tecido preto.
Tudor Black Bay 32 com bracelete em pele com fivela dobrável, bracelete em aço, ou bracelete em tecido preto | © Tudor

A marca não conta propriamente uma história específica ligada ao azul que vibra no mostrador envernizado, mas destaca as diferentes nuances que o mesmo ganha consoante a incidência da luz. E este aspeto já contribui para que este relógio tenha a sua própria história. De facto, trata-se de um mostrador peculiar no seio da coleção — traduzindo na perfeição o modo como o azul tem um lugar especial no portefólio Tudor.

Tudor Black Bay 32 com bracelete em pele no pulso.
Tudor Black Bay 32 | © Tudor

Heritage Chrono Blue

Há tanto tempo que não abordamos este modelo e, no entanto, pelos mais diversos motivos, é um dos mais peculiares da Tudor. Diz-nos a marca que na versão dita ‘Blue’, o Heritage Chrono evoca calor, espírito festivo e um toque de nostalgia associado à criatividade da década de 1970. Este modelo, foi inspirado na Referência 7169, o primeiro cronógrafo azul Tudor, datado de 1971. Devido à composição do mostrador que faz lembrar as roletas dos casinos do Mónaco, é conhecido entre colecionadores como Monte-Carlo.

Tudor Heritage Chrono Blue com bracelete em tecido às riscas azuis, laranjas e brancas e Tudor Heritage Chrono Blue com bracelete em aço.
Tudor Heritage Chrono Blue | © Tudor

O azul foi recuperado mais uma vez do passado e descobre-se na bracelete de tecido, uma solução estética que contribuiu para que a Tudor se começasse a destacar na atribuição de uma aura vintage aos seus relógios através precisamente das braceletes. Claro que este é um dos relógios que mais exala um espírito desportivo quase racing. Em especial pela luneta rotativa azul e pelo disposição dos submostradores — com destaque para o contador de 45 minutos às 9 horas.

Tudor Heritage Chrono Blue com bracelete em aço num pulso com uma luva amarela
Tudor Heritage Chrono Blue | © Tudor

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