A nova dimensão cronográfica da Tudor

A Tudor reservou o lançamento dos seus novos cronógrafos para o período pós-Watches and Wonders; depois do Black Bay Chrono ‘Carbon 26’ associado às corridas, a apresentação do Black Bay Chrono 39 ‘Bumblebee’ veio satisfazer a longa espera dos aficionados da marca por um cronógrafo de tamanho mais compacto.

No ano do seu centenário, a Tudor continua a afirmar-se como um dos mais poderosos players da indústria relojoeira no segmento médio-alto — com a sua reputação e sucesso comercial a assentarem sobretudo na linha bestseller de inspiração vintage Black Bay, mas também em crescendo na gama de tool watches Pelagos e a ganhar representação na categoria do design integrado/relógios-bracelete com a nova geração da linha Royal.

O Black Bay Chrono ‘Carbon 26’ associado à escuderia Visa Cash App Racing Bulls de Formula 1 | Foto: Tudor

No que diz respeito aos cronógrafos propriamente ditos, a Tudor deve o seu ‘renascimento’ ao mais alto nível precisamente com o lançamento de um cronógrafo, em 2010, que abriu as portas à nova identidade da marca — o Heritage Chronograph que seduziu os aficionados e antecipou o espírito que tem marcado a firma na última década e meia. Esse cronógrafo e a variante que se seguiu deram lugar ao Black Bay Chrono e também a gama Pelagos ganhou uma vertente cronográfica; entre as duas linhas têm sido lançados modelos em aço ou variações em caixas de carbono associadas a vários dos patrocínios da Tudor no mundo do desporto — desde o ciclismo (Tudor Pro Cycling Team e Giro d’Italia) à Fórmula 1 (Visa Cash App Racing Bulls), passando pela vela (Team Alinghi na America’s Cup) e pelo râguebi (All Blacks).

relógio em aço com mostrador amarelo e preto cronógrafo Black Bay Chronograph 39 'Bumblebee' | Foto: Tudor
Tamanho aguardado, cor inesperada: o novo Black Bay Chronograph 39 ‘Bumblebee’ | Foto: Tudor

Este ano, a Tudor optou por não integrar nenhum cronógrafo nas primeiras novidades do ano reveladas na Watches and Wonders, mas desde então anunciou dois modelos cronográficos de importância distinta — sendo o Black Bay Chrono 39 ‘Bumblebee’ mais importante do que o Black Bay Chrono ‘Carbon 26’

Black Bay Chrono 39 ‘Bumblebee’

De facto, havia muito que os entusiastas pediam uma versão mais compacta do Black Bay Chrono e sabia-se que, mais cedo ou mais tarde, isso iria acontecer — afinal de contas, foi o que aconteceu com o Black Bay e o complementar do seu tamanho original de 41mm com versões de 39 e 37mm.

relógio em aço com mostrador amarelo e preto cronógrafo Black Bay Chronograph 39 'Bumblebee' | Foto: Tudor
Contraste amarelo e preto com detalhe tipográfico vermelho no Black Bay Chronograph 39 ‘Bumblebee’ | Foto: Tudor

No entanto, dentro da relativa previsibilidade, a Tudor respondeu de forma menos previsível: em vez de lançar o novo tamanho de 39mm com um mostrador clássico ou mesmo contrastante (do tipo ‘panda’ ou ‘reverse panda’), apresentou o primeiro cronógrafo de 39 milímetros num vibrante mostrador amarelo com contadores pretos que lhe valeram o cognome de ‘Bumblebee’.

Calibre MT5813 do Tudor cronógrafo Black Bay 'Carbon 26' | Foto: Tudor
O Calibre MT5813 de corda automática que equipa o Black Bay ‘Carbon 26’ | Foto: Tudor

A redução do diâmetro é acompanhada por uma caixa significativamente mais esguia, tornando o relógio mais equilibrado e confortável no pulso, sem perder a presença musculada e de espírito retro que sempre caraterizou a coleção Black Bay. Sob o mostrador continua a trabalhar o Calibre MT5813 assente no movimento cronográfico de manufatura 01 da Breitling — com certificação COSC, espiral em silício, roda de colunas, embraiagem vertical e cerca de 70 horas de autonomia.

relógio em aço com mostrador amarelo e preto cronógrafo Black Bay Chronograph 39 'Bumblebee' | Foto: Tudor
A arquitetura adelgaçada do Black Bay Chronograph 39 ‘Bumblebee’ | Foto: Tudor

A novidade está sobretudo na ergonomia e na atitude. Em relojoaria, qualquer milímetro vale muito e a redução do diâmetro de 41 para 39mm sente-se imediatamente, para além de a própria caixa ter sido afinada para parecer mais fina do que é. O novo tamanho transforma um cronógrafo já muito apreciado num relógio mais versátil, enquanto o amarelo intenso segue a ousadia cromática dos cronos Flamingo Blue e Miami Pink. Ou seja, uma escolha que ilustra bem a confiança atual da Tudor, porque uma marca segura da sua identidade pode dar-se ao luxo de trocar a discrição pelas cores de uma abelha.

Black Bay Chrono ‘Carbon 26’

A ligação da Tudor ao universo do desporto motorizado já vem de longa data, mas o novo Black Bay Chrono ‘Carbon 26’exprime de modo especialmente convincente essa estratégia.

relógio preto em carbono e mostrador branco e preto cronógrafo Black Bay Chronograph 'Carbon 26' | Foto: Tudor
Look escurecido e mostrador racing no Black Bay Chronograph ‘Carbon 26’ | Foto: Tudor

Desenvolvido como homenagem ao monolugar de 2026 da equipa Visa Cash App Racing Bulls de Fórmula 1, abandona o tradicional aço em favor de uma caixa de 42 milímetros em compósito de carbono, complementada por uma luneta taquimétrica igualmente executada numa única peça de fibra de carbono. O mostrador branco, pontuado por contadores negros e discretos apontamentos amarelos inspirados na decoração do VCARB 03, reforça uma personalidade declaradamente automobilística sem cair no excesso visual.

fundo do relógio preto em carbono e mostrador branco e preto cronógrafo Black Bay Chronograph 'Carbon 26' | Foto: Tudor
O fundo personalizado do Black Bay Chronograph ‘Carbon 26’ | Foto: Tudor

Apesar da imagem radical, continua a ser um verdadeiro Black Bay Chrono. No interior pulsa o comprovado Calibre MT5813, certificado pelo COSC, com roda de colunas, embraiagem vertical e uma confortável reserva de marcha de aproximadamente 70 horas. O carbono não é aqui apenas um exercício estético: reduz significativamente o peso do relógio e confere-lhe uma agilidade inesperada no pulso, aproximando-o ainda mais do espírito competitivo que lhe serve de inspiração.

perfil do relógio preto em carbono e mostrador branco e preto cronógrafo Black Bay Chronograph 'Carbon 26' | Foto: Tudor
O perfil da caixa em fibra de carbono do Black Bay Chronograph ‘Carbon 26’ | Foto: Tudor

Limitado a 2.026 exemplares, o ‘Carbon 26’ demonstra que a Tudor consegue falar a linguagem da Fórmula 1 sem perder de vista aquilo em que é forte: construir um cronógrafo robusto, tecnicamente credível e perfeitamente utilizável no dia-a-dia.

Força histórica

A Tudor começou a dedicar-se mais aos cronógrafos no arranque dos anos 70. Nos últimos 55 anos, foram vários os cronógrafos memoráveis e vários deles têm atingido preços inesperadamente altos em leilões ou no mercado especializado de segunda mão. No contexto atual da marca, vale a pena voltar a sublinhar o facto de o grande relançamento da ‘irmã mais nova’ da Rolex ter sido alicerçado precisamente na apresentação de um cronógrafo — o Heritage Chronograph, ponta-de-lança revivalista do caso de estudo em que a Tudor se transformou ao longo da última década e meia. É certo que o pilar atual da marca é o relógio neovintage de mergulho Black Bay, mas tudo começou em 2010 com a reedição de um cronógrafo dos anos 70 que foi então acompanhada por um novo tipo de bracelete de tecido que lhe deu um visual ainda mais carismático.

O primeiro cronógrafo da linha Black Bay foi apresentado em 2017 | Foto: Tudor

Na verdade, chamar à Tudor sister company ou ‘a outra marca da Rolex’ é redutor e injusto — embora exista um espírito corporativo que faz com que qualquer associação entre as duas firmas seja mesmo encorajada pelos próprios responsáveis. Mas não há dúvida de que a Tudor tem traçado o seu caminho após uma grande renovação efetuada em 2009, tendo mesmo assumido o estatuto de marca de culto para muitos aficionados e até jornalistas especializados a partir de 2010. No 40ª aniversário do primeiro cronógrafo da marca, o Heritage Chronograph celebrou condignamente na altura o Tudor Oysterdate Chronograph da série 7000 lançada em 1970, batizada ‘Homeplate’ devido ao facto de os índices das horas pentagonais e o design à volta dos submostradores recordar as bases do beisebol.

vista de um corredor da edição deste ano do salão Watches and Wonders com stands da Rolex e Tudor que bateu recordes de participação | Foto: Watches and Wonders
Imagem do stand da Tudor na mais recente edição da Watches and Wonders | Foto: Watches and Wonders

A série 7000 contemplou então três referências dotadas de lunetas diferentes. A 7031 tinha um taquímetro na luneta sob um vidro Plexiglass, a 7032 apresentava uma luneta em aço escovado que tinha igualmente uma escala taquimétrica gravada e a 7033 estava dotada de uma luneta bidirecional em alumínio anodizado com 12 marcações. Essas três versões tinham duas variantes em preto e cinzento., embora a referência 7033 nunca tenha passado da fase de prototipagem. O movimento escolhido foi o robusto calibre manual Valjoux 7734 e o totalizador dos minutos estava graduado para 45 minutos, quando o mais habitual na altura era a marcação até 30 minutos.

Tudor Heritage Chrono Blue com bracelete em tecido às riscas azuis, laranjas e brancas e Tudor Heritage Chrono Blue com bracelete em aço.
O Heritage Chrono Blue lançado em 2013 como reinterpretação do Monte-Carlo | Fotos: Tudor

Depois do ‘Homeplate’ veio o ‘Monte-Carlo’ em 1971, tendo o cognome sido inspirado pelo estilo de roleta apresentado nos mostradores — e o tom azul da Riviera também contribuiu para a alcunha. A caixa era exatamente a mesma dos exemplares da série 7000, mas a segunda geração de cronógrafos Tudor, apelidada série 7100, já surgia equipada com o mais sofisticado calibre Valjoux 7734, dotado de embraiagem e roda de colunas. Também houve três referências diferentes e uma delas originou a segunda reinterpretação da Tudor na última década, praticamente 40 anos depois.

A partir de 1976, a Tudor adotou movimentos automáticos em cronógrafos com caixas muito idênticas ao ‘Homeplate’ e ao ‘Monte-Carlo’ mas um pouco mais espessas para acomodar os novos calibres Valjoux 7750, que tinham o mesmo diâmetro mas eram 1,5mm mais altos — a poderosa estrutura de aço granjeou então o nome de ‘Big Block’, posteriormente popularizado pelos aficionados. E a alcunha manteve-se aquando da introdução da série 79100 em 1989 e depois da série 9400. O visual do mostrador sofreu então uma grande mudança, passando dos clássicos dois submostradores com data às 6h para uma disposição mais vertical com três submostradores (graças a um totalizador adicional para as horas) e data às 3h.

Em 1995, a série 79200 apresentou subtis mudanças estéticas mas com alterações estruturais significativas. Desde logo, a adoção de um vidro de safira valeu-lhe o cognome ‘Sapphire’; depois, a caixa em aço foi aperfeiçoada com arestas mais suaves e uma estrutura globalmente mais arredondada sem perder o visual de antes. Houve múltiplas e coloridas variantes, surgindo anos depois as edições dedicadas ao então jovem prodígio golfista Tiger Woods — que permanecem como os únicos modelos da Tudor ou da Rolex com o nome de um embaixador no mostrador. Curiosamente, desde o início da década passada que Tiger Woods se tornou ‘testimonial’ da Rolex (embora sem qualquer versão personalizada como sucedera com a Tudor).

Nova era

Após alguns anos de letargia na viragem do século, o rumo estilístico que a Tudor adotou a partir de 2009 incluiu o patrocínio inicial da Porsche Motorsports e conduziu-a a um posicionamento muito próprio onde o cordão umbilical com a Rolex se esbateu; com influências italianas na equipa diretiva (Davide Cerrato, que depois saiu para outras paragens) e um designer espanhol (Ander Ugarte), a marca ganhou um brio latino que lhe injetou personalidade. A linha Grantour foi inspirada pela classe Gran Turismo e pela simbiose perfeita entre performance e estilo que caracteriza os bólides GT, apresentando um visual desportivo moderno mas com laivos vintage em diversos pormenores. A utilização de pormenores vermelhos no mostrador (ponteiros, grafismo) e de correias personalizadas acentuava essa vertente racingno Grantour Chrono Fly-back, e no Grantour Chrono (havia também uma versão não cronográfica, o Grantour Date).

Os Black Bay Chrono de mostradores 'panda' e 'reverse panda' | Foto: Tudor
Os Black Bay Chrono de mostradores ‘panda’ e ‘reverse panda’ | Foto: Tudor

E depois surgiu a tal eclosão/emancipação em 2010. O Heritage Chronograph de 2010 recuperou o tal Tudor Oysterdate Chronograph (vulgo ‘Homeplate’) de 1970 e seduziu a crítica, acrescentando à marca uma auréola que a tornou mais capaz de captar o imaginário de meros clientes ou mesmo dos aficionados mais exigentes. Porque os produtos new-vintage ou neo-retro apresentam essa transcendência: a de serem mais facilmente considerados objetos de culto.

O Heritage Chronograph foi rapidamente catapultado para a lista dos mais interessantes relógios do ano e gerou grande entusiasmo entre os mais fervorosos adeptos. Investindo na tendência neovintage, a Tudor optou por uma reedição não demasiadamente fiel ao original de 1970; em vez de uma reprodução exata, optou por um modelo com pequenas alterações que conseguiu reinterpretar o clássico do passado seguindo uma matriz moderna. E tornou-se num sucesso instantâneo, com a sua aura desportiva e despretensiosa, evocativa do original no formato e na paleta cromática mas transportando as mesmas proporções para um diâmetro maior (de 40 para 42 milímetros) e aperfeiçoando todos os outros detalhes de construção, desde os apliques tridimensionais para os índices das horas até aos elos maciços da bracelete em aço.

Tudor Heritage Chrono Blue com bracelete em aço num pulso com uma luva amarela
No pulso: o Heritage Chrono Blue e o seu espírito muito ‘anos 70’ | Foto: Tudor

O mecanismo do Heritage Chronograph assenta num calibre automático ETA 2892-A2 dotado de um módulo cronográfico, enquanto o antecessor de 40 anos antes estava equipado com um Valjoux de corda manual. As cores são típicas dos anos 70; o tom laranja surge criteriosamente conjugado com o preto e o cinzento (a reedição está disponível em mostrador negro com totalizadores cinza ou mostrador cinza com totalizadores negros) e essa combinação surge igualmente presente na surpreendente bracelete de tecido (com fecho inspirado nos antigos cintos de segurança) concebida pela secular fiação francesa Julien Faure e também incluída no estojo para complementar a de aço. De resto, as maiores diferenças estéticas patentes no cronógrafo de 2010 residiram na ausência da lupa sobre a data e na opção por uma luneta preta com a escala das horas que já existia há 40 anos numa variante de protótipo mas que foi então preterida em detrimento de uma escala taquimétrica.

A Tudor tem utilizado várias alternativas de braceletes nos seus cronógrafos, que vão desde as têxteis às de pele do tipo 'Bund' | Fotos: Tudor
A Tudor tem utilizado várias alternativas de braceletes nos seus cronógrafos, que vão desde as têxteis às de pele do tipo ‘Bund’ | Fotos: Tudor

Em 2013 foi a vez da marca recuperar o ‘Monte-Carlo’ de 1971 através do Heritage Chronograph Blue, com o seu visual branco, azul e laranja — outra combinação cromática muito popular nos anos 70. A bracelete de tecido manufaturada na Julien Faure veio, uma vez mais, reforçar o espírito desportivo e casual do cronógrafo.

Projeto Fastrider

Nesse mesmo ano de 2013, a Tudor surpreendeu com o lançamento de uma outra gama inspirada pela associação à lendária escuderia italiana de motociclos Ducati. Curiosamente, as duas marcas partilham a data de nascimento (1926) e um ano relevante (1946) em que a Ducati lançou o seu primeiro motor próprio para motos e a Tudor foi oficializada em Genebra sob o nome de Montres Tudor SA…

O visual alegre do Fastrider de 2013 pode ter inspirado o novo ‘Bumblebee’ | Foto: Tudor

A linha Fastrider de cronógrafos automáticos inclui um modelo muito técnico à base de cerâmica negra injetada denominado Fastrider Black Shield, com duas variantes (pormenores vermelhos ou khaki em contraste com o mostrador preto), e o Fastrider Chronograph, caracterizado por mostradores listados e com totalizadores contrastantes acompanhados de correias de pele desportivas ou braceletes NATO listadas a prolongarem as linhas do mostrador. Depois foram lançadas umas variantes coloridas inspiradas por um modelo específico de mota retro da Ducati: o Scrambler. Todos os cronógrafos Fastrider e Fastrider Scrambler foram motorizados pelo calibre Valjoux 7753.

Da contenção à ousadia

Entretanto, em 2017, e dois anos após a introdução do primeiro movimento de manufatura na linha Black Bay, a Tudor apresentou um novo calibre cronográfico automático incluído no seu novo Black Bay Chronograph — elaborado a partir de um Calibre MT5813 de base Breitling mas com muito trabalho suplementar: arquitetura integrada, 70 horas de reserva de corda, roda de colunas, embraiagem vertical, espiral em silício e disposição bicompax (dois submostradores às 3 e às 9) com data às 6 horas. E certificado pelo COSC.

O Black Bay Chronograph de 2017 com luneta metálica | Foto: Paulo Pires/Espiral do Tempo
O Black Bay Chronograph de 2017 com luneta metálica ebracelete têxtil do tipo NATO | Foto: Paulo Pires/Espiral do Tempo

A versão inaugural do Black Bay Chronograph surgiu com mostrador negro e uma luneta metálica — cortando não só com as lunetas coloridas de todas as edições Black Bay lançadas desde 2012 até então, mas também com as lunetas coloridas das duas versões do Heritage Chronograph (preta e azul). A luneta apresentava um tratamento escovado circular com gravação a preto da escala taquimétrica. Como acontecia então com todos os elementos da família Heritage, o Black Bay Chronograph foi distribuído com uma bracelete de metal ou uma correia de couro envelhecida em alternativa a uma bracelete em tecido do tipo ‘Denim’. Atualmente, os modelos Black Bay deixaram de ser entregues com essa combinação bracelete têxtil/bracelete metálica ou bracelete têxtil/correia de pele. Cada relógio vem com uma única bracelete ou correia; quem quiser terá de adquirir as alternativas em separado.

O Black Bay Chronograph mostrou que era possível fazer relógios bicolores com bom gosto | Foto: Tudor
O Black Bay Chronograph mostrou que era possível fazer relógios bicolores com bom gosto | Foto: Tudor

Com o Black Bay Chronograph Steel & Gold de 2019, a Tudor estendeu a sua gama de exemplares combinando o aço e o ouro — e foi precisamente o relógio preferido por David Beckham aquando da sua visita ao stand da marca na última edição de Baselworld. A associação do mais democrático de todos os metais (o aço) com o metal precioso por excelência (o ouro) foi muito bem acolhida; os tons dourados dão um toque suplementar de prestígio a um modelo de génese essencialmente desportiva e utilitária. Logo depois veio o Black Bay Chronograph da parceria com os All Blacks, a lendária seleção de rugby neozelandesa, e já com uma arquitetura melhorada de modo a surgir um pouco menos espessa graças à aproximação do vidro com o mostrador.

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O Pelagos FXD Chrono Cycling Edition em carbono | Foto: Tudor

Juntamente com os Black Bay Chrono ‘Panda’ e ‘Reverse Panda’ (complementados depois com o ‘Blue’), chegaram também os cronógrafos em titânio e fibra de carbono associados às modalidades patrocinadas pela Tudor para propostas cronográficas mais leves para serem usadas no pulso durante a prática desportiva, entre as variantes Pelagos e Black Bay para a vela, o ciclismo, o automobilismo ou qualquer outra atividade mais radical.

Tudor Black Bay Chrono Pink
O Black Bay Chronograph ‘Pink’ tem uma ligação cromática ao Inter Miami de Leo Messi que é pertença de David Backham | Foto: Tudor

E seguidamente foram apresentadas versões coloridas do Black Bay Chronograph de mostrador contrastante — após a apresentação dos modelos mais tradicionais ‘panda’ e ‘reverse panda’ panda, surgiram as muito cobiçadas variantes Pink e Flamingo Blue de produção restrita que deixaram os aficionados em polvorosa. O novo Black Bay Chrono 39 ‘Bumblebee’surge nessa ousada linhagem de forte componente cromática que a marca apelida de ‘Daring Watches’.

O Black Bay Chronograph 'Flamingo Blue' | Foto: Tudor
O Black Bay Chronograph ‘Flamingo Blue’ | Foto: Tudor

Mais de meio século após o lançamento do seu primeiro cronógrafo, a Tudor parece mais forte do que nunca — e o lançamento do Black Bay 39 ‘Bumblebee’ abre uma nova dimensão no que diz respeito ao diâmetro. Esperam-se ansiosamente os próximos modelos…

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